domingo, 29 de maio de 2011

O Menino do Pijama Listrado



Tenho publicado no blog vários resumos falando sobre o holocausto, com certeza, a maior tragédia a humanidade. Milhões de pessoas perderam suas vidas e milhares de sobreviventes perderam mais que suas vidas, perderam suas famílias, suas historias e restaram sofrimentos. A ultima publicação sobre este assunto que fiz foi a “Lista de Schindler”, um livro que conta uma historia real de milhares de pessoas que conseguiram passar vivos pela Segunda Guerra Mundial, levando junto uma historia que poderia ser publicada por qualquer editora do mundo que seria um enorme sucesso. O tema holocausto, embora este episódio tenha acontecido a mais de 60 anos, ainda permanece presente na memória de todos, dos que viveram este período, que infelizmente, já estão na sua grande maioria morrendo, e dos que estão chegando agora, que querem conhecer este triste episódio da humanidade.
Na resenha que vou publicar hoje, vou comentar sobre uma historia que poderia realmente ter acontecido, mas como a historia talvez não tenha este registro, creio que o drama se desenrolou através da criação de John Boyne, autor irlandês, que brilhantemente escreveu o livro “O Menino do Pijama Listrado”. Este autor também publicou mais 6 romances e foi ganhador de dois “Irish Book Awards”, o maior premio editorial da Irlanda e também foi finalista do British Book Awards, um premio idealizado pelo jornal britânico Publishing News.
O livro, que teve sua historia transformada em filme, retrata a história de Bruno, um garoto de 9 anos de idade, nascido em Berlim, filho de um oficial alemão. Ele vivia uma vida tranqüila com seus pais, sua irmã e sempre cercado pelos seus melhores amigos.  Devido ao trabalho de seu pai, um guarda alemão, que fora transferido para Polônia, para trabalhar no campo de concentração Haja-Vista, um lugar feio, pequeno e muito sujo, Bruno teve sua vida totalmente transformada.
O local onde foi morar era isolado e Bruno não tinha amigos e nem com que brincar e sem saber nada do que estava acontecendo, Bruno tenta convencer seu pai a voltar para Berlim e continuar com a vida anterior a mudança, mas em época de guerra as tentativas de Bruno eram impossíveis de serem atendidas.

Bruno que sempre foi um garoto alegre e divertido, agora se transformara em um menino quieto e insatisfeito. Nem a companhia de sua irmã o agradava. Ele passava o tempo todo dentro de casa, não gostava de sair e ver a cidade feia e esquisita, onde morava.
Certa vez Bruno, angustiado por estar solitário, resolve explorar um lado de sua casa, que fora proibido pelo seu pai.  Bruno, quando passa pelo portão que dava acesso ao “terreno proibido”, encontra logo depois um enorme campo de concentração, onde por acaso, ele encontra Shmuel do outro lado de uma enorme cerca, junto com centenas de prisioneiros judeus. Ali começava uma grande amizade e uma grande tragédia.

Shmuel era um garoto de também 09 anos, filho de prisioneiros que aguardavam suas execuções, embora não soubessem e a exemplo de Bruno, também se sentia solitário por permanecer num campo de concentração cercado de adultos e não outros amigos para brincar. Havia, entretanto, um grande problema na amizade dos dois meninos: Bruno era filho de um soldado alemão, enquanto Shmuel era filho de judeu, portanto, a amizade dos dois era proibida,
Mesmo sendo proibida, a amizade de Bruno e Shmuel, ficava cada vez mais forte e intensa. Mesmo separados pela cerca, passavam horas e horas conversando e se divertindo com as curiosidades de Shmuel sobre Berlim, e a de Bruno sobre a Polônia. Este e vários outros assuntos cada vez mais apertavam os laços de amizade entre os dois.
Shmuel como prisioneiro de guerra, como modo de identificação dos judeus, usava uma roupa listrada em azul em escuro e claro, o que mais parecia um pijama qualquer e era a forma dos guardas alemães saberem quem era judeu e quem era alemão.
Mas devido à curiosidade que caracteriza toda criança, Bruno queria saber para que servia aquele ‘pijama’. Então Shmuel disse que arranjaria um ‘pijama’ daqueles para Bruno, o que acabou acontecendo.
Já vestido com um pijama listrado, Bruno conseguiu passar por baixo da cerca e ficar do outro lado, com Shmuel, e ficaram muito felizes, agora poderiam brincar a vontade e a todo o momento.

Essa felicidade durou pouco, pois quando Shmuel pediu ao Bruno que o ajudasse a procurar seu avô, no campo de concentração, e depois de vasculharem diversos locais, acabaram sendo conduzidos para dentro de um enorme galpão, que na realidade era uma câmara de gás, Eles não sabiam o que era aquilo, mas ao verem aquelas inúmeras pessoas tumultuadas, consideram a possibilidade de que o avô de Shmuel poderia estar lá.
Gritando pelo avô, os meninos circulavam entre a multidão confinada dentro do galpão quando a porta da câmara se fechou e dos chuveiros localizados no teto barracão, saia o gás que matou todo aquele povo, inclusive Bruno e Shmuel.

É realmente um grande livro, uma historia comovente que vale a pena ser lido.

Recomendo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A CIDADE E AS SERRAS



 “A Cidade e as Serras” foi publicado em 1901, um ano depois da morte de Eça de Queiroz, escritor extraordinário que representa muito para a história de Portugal. Foi ele que implantou o Realismo, trazendo assim uma nova escola literária para Portugal, berço de muitos dos melhores escritores do mundo da época.

O livro conta a história de Jacinto,  um rapaz riquíssimo, que vivia numa maravilhosa mansão, nos Campos Elíseos 202 em Paris.  Esta propriedade primeiro pertencera a seu avô, depois ela foi passada ao seu pai, e assim sucessivamente.  Jacinto tinha como seus grandes amigos Zé Fernandes e o negro Grilo. Ele acreditava que o homem só é feliz quando é bem civilizado, sendo assim, abominava a vida no campo, amava e glorificava a cidade e seu ritmo. Seu amigo, Zé Fernandes, chamado pelo seu tio, parte para Guiães, na casa de seus parentes nas serras e Jacinto lamentou pelo amigo e assim ficaram separados por sete anos.
Quando da sua chegada, Zé Fernandes, encontrou o amigo Jacinto abatido e tomado pelo tédio de viver em uma mansão e ter uma vida cheia de “civilização”. Jacinto estava cansado de elevador, milhares de volumes de livros, abotoadores de sirolas, relógio com o horário de todas as capitais do mundo e as órbitas dos planetas. A vida seguia em meio a todas essas modernidades.
Em certa ocasião Jacinto recebeu uma carta que informava que o local em Tormes onde estavam enterrados seus avôs e o resto da família havia desmoronado e Jacinto ordenou a construção de um novo local para colocar os mortos.
A vida de Jacinto, no seu dia a dia estava cada vez mais enfadonha. Ele aquela vida, os bailes, como era realizados para o Grão Duque, já não o satisfaziam mais e os passeios que faziam aos bosques da região também não.
Foi então que ele anunciou sua partida para o campo, com a intenção de presenciar a cerimônia em homenagem aos seus familiares com a construção do novo mausoléu feito para seus antepassados. Para atender suas necessidades de civilização, a casa foi preparada para atendê-lo e vários artefatos foram enviados às serras onde a fazenda se localizava
. Partiu em abril e junto com ele José Fernandes e Grilo. Depois de uma longa jornada, chegaram a Tormes, no entanto nada estava pronto nem mesmo a chegada deles era esperada e para piorar a situação suas malas haviam sido perdidas, mesmo assim instalaram-se na fazenda.
No dia seguinte José Fernandes foi pra Guiães, que era a fazenda vizinha e com o propósito de mandar algumas roupas para Jacinto para que pudesse embarcar de volta , mas Jacinto resolve se instalar na fazenda e não ir embora e passou a reformá-la totalmente.
Quando chegou o dia da cerimônia do reenterro dos mortos, Jacinto veio saber que na verdade nenhum deles era seu parente. Foi um choque para Jacinto, mas sem poder fazer nada, resolve seguir a vida.
Jacinto passou a viver na fazenda, mas com certa mordomia, mas nada se comparando as modernidades que tinha em Paris.
Instalara-se de tal forma que planejou a criação de rebanhos destinados à queijaria que queria construir, mas desistiu do projeto e acabou mesmo foi fazendo uma reforma diferenciada, podia se dizer que foi uma reforma caridosa.
Construiu novas casas para os trabalhadores da fazenda e aumentou os seus salários. Planejou a construção de uma farmácia, uma biblioteca e uma creche, e com isso tornou-se popular entre a população dali.
No aniversário do seu amigo José Fernandes, Jacinto foi para Guiães onde seria realizado  um pequeno baile em comemoração a data. A festa foi meio tensa por que muitos achavam que Jacinto participava do Miguelismo, um partido político absolutista e de extrema direita.
No dia seguinte à festa José Fernandes levou Jacinto até a fazenda do pai de sua prima Joana, a quem ele queria apresentar na festa, mas não pode, pois a moça não havia comparecido, pois seu pai estava com um furúnculo e precisava dela. Conheceram-se e depois de cinco meses se casaram.
Daí nasceu dois filhos Terezinha e Jacinto.
Depois de casado, Jacinto passou a morar em definitivo na fazenda e por muitas vezes quis levar a família para conhecer Paris, mas a viagem era sempre adiada pelos mais diversos motivos. Assim o tempo passava, na casa da fazenda, onde , notava-se uma presença maior de modernidades, mas nada exagerado.
José Fernandes, seu amigo, então voltou a Paris, mas não por muito tempo, pois logo que chegou viu como era horrorosa e desagradável a capital francesa. Ele chegou a encontrar com diversos amigos, que permitiu que ele notasse que na havia mudado e que a rotina de outrora continuava a mesma. Ele volta então às serras, e fica junto com Jacinto e sua família. 

Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Lista de Schindler


Na década de 30, o mundo conheceu uma das ideologias mais violentas que já se teve notícia no mundo: o nazismo. Idealizado pelo austríaco Adolf Hitler, o nazismo era um movimento antidemocrático que visava conter o avanço comunista (decorrente da vitória socialista na Revolução Russa) e reerguer a Alemanha, após sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Através dessas propostas, o nazismo ganhou força, conquistando milhares de alemães. Mas, no decorrer de sua atividade, o nazismo foi mostrando realmente seu objetivo: erradicar judeus, comunistas, homossexuais, entre outros que poderiam colocar em risco o objetivo principal de seu doente líder: a supremacia da raça ariana.
Hitler perseguia os judeus com a justificativa de que eles foram responsáveis pela derrota alemã na Segunda Guerra. Além dos judeus, foram perseguidos homossexuais, comunistas, negros, testemunhas de Jeová, deficientes e opositores à ideologia nazista. Para abrigar todos os prisioneiros do regime, foram construídos campos de concentração onde os prisioneiros eram torturados, humilhados e mortos. As condições eram péssimas, alguns prisioneiros morriam de fome ou de doenças adquiridas no local. A execução se dava através de fuzilamento ou câmara de gás. O mundo assistia a essas execuções de forma neutra. Hitler, livre para matar, ordenou a aniquilação de mais de sete milhões de pessoas, inaugurando o Holocausto.
O campo de concentração mais conhecido é o de Auschwitz, na Polônia. Possuía várias câmaras de gás e fornos crematórios, onde os corpos eram incinerados. Sobreviventes do Holocausto dizem que uma fumaça negra pairava sobre o campo e o cheiro de morte tomava conta do local. Em 1945, a Segunda Guerra chegava ao final. Hitler, derrotado, suicidou-se, assim como sua esposa. Os campos de concentração foram desmantelados e os presos liberados. O mais famoso, Auschwitz, foi libertado por meio da operação militar Vistola-Oder, realizada em janeiro de 1945 pelo exército soviético.
“A Lista de Schindler” do autor australiano Thomas Keneally, retrata a história de Oskar Schindler que vivenciou todo o Holocausto, período que marcou toda a história mundial. 
Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado com a SS, progride rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.
Oskar Schindler nasceu em 28 de abril de 1908 em Zwittau na Morávia. Filho de um industrial bastante rico, ele cresceu numa família muito religiosa.
A sua família de classe média católica pertencia à comunidade que falava alemão nos Sudetos. O jovem Schindler, que estudava engenharia, esperava ser algum dia igual ao seu pai e tomar conta da fábrica de máquinas agrícolas. Casou-se aos dezenove anos com Emilie Schindler depois de seis anos de namoro. Logo após, Schindler tornou-se alcoólico e começou a trair a sua mulher, tendo resultado no nascimento de duas crianças de outra mulher. 
Alguns dos colegas e vizinhos amigos de Schindler eram judeus, mas ele não estabeleceu nenhuma amizade íntima e duradoura com nenhum deles. Tal como muitos dos jovens que falavam alemão dos Sudetos, ele inscreveu-se no partido alemão Konrad Henlein’s Sudeten,  e mais tarde no partido nazista, depois da anexação alemã dos Sudetos em 1938.
Schindler ficou desempregado quando os seus pais perderam o respectivo negócio durante a grande depressão, tendo ido para Cracóvia, na Polônia, onde encontrou emprego como vendedor de máquinas.
Pouco depois do inicio da guerra em Setembro de 1939, Schindler com 31 anos de idade foi para a ocupada Cracóvia. A cidade continha cerca de 60.000 judeus e sob a administração alemã, a Generalgouvernement, provou ser muito atrativa para os empresários alemães, que desejavam capitalizar as adversidades existentes no país ocupado.
Com muita naturalidade, Schindler apareceu, a principio, para alcançar algum sucesso por aqueles lados. Em Outubro de 1939, apropriou-se de uma fábrica até então de propriedade  de um judeu. Como resultado de algumas manobras — através o conselho comercial de um contabilista judeu polonês, Itzhak Stern, Schindler começou a construir a sua própria fortuna.
Em Zablocie, arredores de Cracóvia, uma pequena fábrica de equipamento de cozinha para o exército alemão começou a crescer. Em apenas três meses, a fábrica já empregava cerca de 250 polonês, incluindo sete judeus. No final de 1942, a fábrica expandiu-se para a produção de munições, ocupando cerca de 45.000 m² e empregando quase 800 homens e mulheres. Destes, 370 eram judeus do gueto de Cracóvia, estabelecido pelos alemães depois de terem entrado na cidade.
Desde cedo que Schindler adotou um estilo de vida extravagante, divertindo-se à noite na companhia de altos oficiais das SS, e na companhia de uma mulher polonesa bastante bonita. Até certa altura dos acontecimentos, o que o colocou longe dos benefícios da guerra foi o tratamento humano para com os seus trabalhadores, nomeadamente para com os judeus.

Schindler se valeu de sua fortuna crescente para "comprar" membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade o levou a contratar Itzhak Stern,um contador judeu, mais barato do que um profissional polonês. Com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma lucratividade maior para o negócio, Itzhak Stern convenceu Schindler a fazer destes 100% da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho, permitindo que os negócios crescessem ainda mais.
A guerra ganhou proporções maiores e Hitler lançou a campanha de "Solução Final", que acabava definitivamente com os guetos, transferindo toda a população judia para os campos de concentração e assim executando todos.
Amon Goeth foi o comandante de um desses campos e um dos amigos mais próximos que Schindler teve entre os oficiais da Gestapo. Quando os trabalhadores de sua fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia, depois de muita negociação Schindler convenceu Goeth a colocá-los num ambiente separado dos outros, um lugar onde ficassem mais protegidos.
Em maio 1940, os alemães começaram a expulsar os judeus de Cracóvia para o campo vizinho. Em março de 1941, a maioria dos judeus havia sido enviada para o campo. Somente  15.000  judeus ainda estavam em Cracóvia.  Os alemães requisitaram o estabelecimento de um gueto, situado em Podgorze, no sul de Cracóvia, melhor que em Kazimierz, o quarteirão judeu tradicional da cidade e neste espaço foram concentrados os judeus restantes de Cracóvia.  Quase 20.000 judeus foram confinados neste local que foi cercado por arame farpado e por um muro de pedra. Bondes viajavam através do gueto mas não faziam nenhuma parada lá dentro.
Os alemães estabeleceram diversas fábricas dentro do gueto, entre elas a Optima e as fábricas de Madritsch, onde judeus eram usados para trabalho forçado. Centenas de judeus também foram empregados em fábricas e projetos de trabalho forçado fora do gueto.
Em março de 1942, os alemães prenderam aproximadamente 50 intelectuais no gueto e deportaram eles para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Na segunda metade de 1942, os alemães deportaram por volta de 13.000 pessoas do gueto. Durante as deportações, Plac Zgody e a fábrica Optima foram os pontos de conjunto principal. A maioria dos deportados foram enviados pra o campo de extermínio de Belzec. Alguns foram enviados para Auschwitz, que estava a apenas 64 Km de Cracóvia. Centenas de pessoas foram executadas durante as deportações do gueto.
Em março de 1943, os alemães destruíram o gueto de Cracóvia. Mais de 2.000 pessoas foram deportadas para Auschwitz-Birkenau e assassinadas. O resto da população do gueto foi deportada para o campo de Plaszóvia. 
Numa determinada noite, passando perto de um dos parques de Cracóvia, Schindler assistiu à invasão do gueto da cidade. Dias mais tarde, ele acompanhou uma ida de Goeth ao campo de concentração e assistiu às instruções que este recebeu para cremar os cadáveres dos mortos no massacre do gueto.
Schindler e o contador passaram a noite a digitar os nomes das famílias que seriam transportadas para a Tchecoslováquia ao invés de irem para Auschwitz. Para cada um dos 1.100 nomes que comporiam a lista, Schindler viria a pagar um boa soma de dinheiro a Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas de judeus. Eram a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que não o fossem, não deixavam de ser escravos. Pensou, durante algum tempo, que bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou a fortuna que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os seus nomes numa lista e deu-lhes vida.
“A lista de Schindler” sem duvida um livro fantástico que procura resumir o que foi o Holocausto visto por dentro dele. Thomas Keneally se mostrou um autor extraordinário.
Recomendo a todos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

QUERIDO JOHN


Hoje resolvi escrever sobre o livro “Querido John” que um dos maiores sucessos editoriais do momento. Seu autor Nicholas Sparks reside hoje na Carolina do Norte com a esposa e cinco filhos e já conseguiu muito sucesso com seu primeiro livro “Diário de Uma Paixão”. Seus livros já foram transformados em filmes, todos  alcançando grande sucesso.

O livro Querido John conta a historia de John Tyree, que para abrir novos horizontes para sua vida ingressa nas Forças Armadas, depois de uma longa e difícil convivência com o pai, um sujeito retraído, cuja única paixão era seu amor por uma coleção de moedas, que havia iniciado com seu pai.
Depois de passar um longo período prestando serviços a Forças Armadas, John vem passar sua primeira licença em visita ao pai, em Wilmington Num passeio que fazia à praia, ele conhece Savannah Lynn Curtis, uma linda garota que estava em companhia de amigos num deck sobre o mar e numa brincadeira de um dos colegas, tem sua bolsa arremessada ao mar e John, mergulha no mar e resgata a bolsa. Agradecida pelo feito, Savannah o convida para um churrasco, junto com seu grupo de amigos. Uma forte emoção surge entre ambos e eles não conseguem mais ficar distantes um do outro.
Depois de passarem alguns dias juntos, já apaixonados um pelo outro, John é obrigado a retornar para o Exército. Ela promete esperar sua volta, depois do término das obrigações com as Forças Armadas.
Quando já estava perto de concluir seu tempo de serviço com o Exercito, e os dois já fazendo planos para uma vida juntos, houve o atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001, que mudou o mundo e também a vida de John e Savannah.
Com o patriotismo em alta, John renova seu tempo de trabalho na Forças Armadas e o sonho de viver com a mulher de sua vida fica adiado por mais dois anos. Ele presta serviço na Alemanha e Savannah escreve a ele constantemente e ele a ela. O amor entre eles é grande, mas a distancia e o tempo conspiram contra.

Uma certa ocasião, John recebe uma carta de Savannah terminando o relacionamento. Arrasado pela termino do relacionamento com a mulher que amava intensamente, ele se dedica ao trabalho, tentando esquecê-la e o tempo passa.
Voltando a visitar a cidade onde morava, após uma licença da Forças Armadas, ele consegue se entender com seu pai e ficam amigos até sua morte.
Com a morte do pai, John herda uma grande coleção de moedas, fruto de uma vida de privação. Ele dá instruções para que esta coleção seja guardada e parte para procurar Savannah, seu grande amor, embora agora ela já estivesse casada com Tom, um dos sujeitos que John havia conhecido e gostado muito, quando também conheceu Savannah.
Chegando a cidade onde Savannah mora, ela a encontra em uma fazenda e é recebido por ela com muita alegria. Passam alguns momentos juntos e quando ele pergunta pelo marido ela diz que ele esta muito doente, mas que o amava muito e que a doença do marido era quase incurável, mas a possibilidade de cura era muito cara e eles não tinham dinheiro para o tratamento.
Como prova de amor, John vende as moedas que seu pai havia deixado em herança e doa o dinheiro para que o marido de Savannah receba o tratamento e se cure.
Um historia comovente, de um amor muito grande e que não pode deixar de ser lido por todos aqueles que gostam de uma boa literatura.


Recomendo a todos.




Fonte de imagens: Google.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem Mexeu no meu Queijo?


“Quem mexeu no meu queijo” do autor Spencer Johnson, M.D., é uma obra que o leitor além de entender o mecanismo da história retratada, ele deve perceber toda a metáfora que está por trás do livro, toda a filosofia de vida apresentada na obra.
Um grupo de amigos se reúne em Chicago para conversar e contar algumas histórias. Michael, um dos participantes da reunião,  inicia a conversa com uma historia que segundo ele o teria ajudado a enfrentar os medos que a vida oferece e  sobre mudança de sua vida.
A história conta a vida dos ratinhos Hem, Haw, Scurry e Sniff que saem a procura de queijo num labirinto onde moravam. O queijo nesta obra é tido como  o que desejam da vida. Após longas caminhadas pelo labirinto eles encontram o Posto C, um local onde havia muito  queijo.
Nos dias seguintes, os ratinhos Sniff e Scurry passam a acordar de manhã e correr pelo labirinto sempre pelo mesmo caminho até o posto C. Já  Hem e Haw acordavam sem muita pressa e caminhavam lentamente em direção ao Posto C para apreciar o queijo.
Depois de um tempo, o queijo no Posto C acaba, Hem e Haw ficam extremamente decepcionados, Hem não conseguia aceitar de maneira alguma aquilo. Já Sniff que já imaginava a possibilidade de aquilo acontecer, se juntou a Scurry e juntos foram em busca de um novo queijo.
Hem e Haw continuaram visitando o Posto C durante mais uns dias com a esperança de ter o queijo de volta um dia.Depois de alguns dias Haw decide enfrentar a situação e passa a querer procurar um novo queijo no labirinto, diferente de Hem, que continuava insistindo em ficar no Posto C.
Haw prepara-se para sair do Posto C e começa uma longa jornada pelo labirinto. Enquanto isso Sniff e Scurry encontram o Posto N, onde havia muito queijo. Haw enfrenta seus medos e inseguranças dentro do labirinto e vai aprendendo com sua longa jornada até que chega ao Posto N e se encontra com os ratinhos Sniff e Scurry.

Os amigos então começam a discutir sobre a história e começam a se identificar com cada um dos personagens. Eles percebem que conhecem várias pessoas que tem medo das mudanças e não conseguem aceita-las como Hem ou  como Haw, que aprende a adaptar com o tempo; como Sniff, que prevê uma mudança e já se prepara para ela; ou como Scurry, que age imediatamente quando enfrenta uma mudança.
Apesar de toda está história, a verdadeira essência do livro esta na capacidade que Spencer Johnson, M.D.,  fazer o leitor pensar, de  o fazer refletir e assim tentar descobrir qual é o seu queijo. Muitas pessoas não sabem ainda qual é o seu queijo, ou seja, não sabe que caminho seguir na vida.
Então caros leitores, façam igual Haw, Scurry e Sniff e não se acomodem com o fácil, com o tranqüilo, procurem sempre algo novo, dinamizem a sua vida, tenham atitudes, não esperem que a vida te ajude, pelo contrario, ajudem sua vida. Corram atrás de seu queijo, descubram qual é o seu verdadeiro queijo (sonho), e o siga incansavelmente, pois só assim você obterá sucesso em sua vida.
Mas caso você queira se acomodar como Hem, que se acostumou a sempre pegar queijo no ponto C e não correr atrás de algo novo, a vida dele  ficou acomodada, parou de evoluir, mesmo com o queijo do posto C já ter acabado, ele não saiu do conforto, não foi buscar uma coisa nova para sua vida, se manteve ali, tranqüilo, sossegado, na esperança de que o queijo voltasse novamente, sem precisar de qualquer esforço.
‘Sinceramente vocês pensam que a vida dará ao Hem novamente o queijo?’, Não! A vida nunca fornecerá nada a ninguém, se você não correr atrás do que você quer, se você não batalhar pelo o que é de seu interesse, sua vida estacionará, como aconteceu com Hem.
Fica a critério de cada um decidir se prefere acomodar no que já está disponível, ou correr alguns riscos e ver que o resultado depois será gratificante.
‘Em quem vocês se espelharam, no Haw, Scurry e Sniff que lutaram pelos seus objetivos, ou no Hem que se acomodou com vida medíocre?’. A decisão esta nas mãos de cada um de vocês. Ninguém nunca irá influenciá-los, apenas te darão opções, e cabe a vocês escolher.
A grande lição que aprendemos neste livro é que seja qual for mudança na vida, devemos sempre estar preparados e se adaptar mesmo que demore um pouco. As mudanças são os grandes desafios que a vida pode dar a um homem, e talvez o mais difícil. Vivam, mudem e aprendam, estas são as palavras que melhor resume esta obra.
Um ótimo livro, em apenas 107 paginas Spencer Johnson, M.D., dá a todos o seus leitores uma grande lição de vida.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Bin Laden

Paquistanês narrou no Twitter ataque que matou Bin Laden sem saber

O grande assunto do momento, publicado em todos os jornais e revistas do mundo foi a morte de Osama Bin Laden. Numa operação de guerra do exercito americano, soldados altamente treinados, conseguiram invadir a fortaleza onde morava o lider da Al Qaeda, na cidade de Abbottabad, no Paquistão. Na invasão, segundo a imprensa especializada, houve troca de tiros e ocasionou a queda de um helicoptero que fazia parte da operação.
Osama Bin Laden foi morto com tiro na cabeça, segundo os jornais e seu corpo, para não causar o efeito "martir" foi jogado no mar. Este procedimento, bem como o ataque, embora comemorado pelos americanos, que choram ainda hoje a tragédia de 11 de setembro de 2001, quando com ordem do maior terrorista do mundo, houve o choque de 02 aviões com as torres gemêas do Word Trade Center, matando quase 4000 pessoas.

Word Trade Center, logo após o choque dos aviões
Embora já tenha publicado a resenha do livro "Sob a Sombra do Terror", que conta, na narrativa de uma ex-esposa e de um filho, a historia deste personagem que causou tanta tragédia no mundo, resolvi faze-lo novamente com o intuito de despertar o interesse na leitura deste livro que conta de maneira bem detalhada o perfil e a forma de pensar de Bin Laden.
Abaixo o resumo já publicado anteriormente;

11 de setembro de 2001 é considerado um marco na nova ordem mundial. Neste dia, terrorista da Al Qaeda conseguiram seqüestrar 04 aviões comerciais nos Estados Unidos e jogaram 02 contra as Torres World Trade Center em Nova Iorque, 01 contra o Pentágono e o quarto avião foi derrubado pelos passageiros antes de atingir algum alvo pré-determinado. Estes ataques resultaram na morte de quase 3000 pessoas e centenas de feridos e esta ação reflete até hoje no noticiário local, onde a imprensa afirma que somente este ano morreram mais de 700 soldados estrangeiros no Afeganistão. Esta guerra foi criada a partir da vontade de um dos maiores terroristas de todos os tempos: Osama Bin Laden.
O livro “Sob a Sombra do Terror”, de Jean Sasson, trata sobre este assunto, mas visto de outra maneira: Ela retrata o lado família de Osama Bin Laden e toda a cronologia dos acontecimentos a partir de seu nascimento na Arábia Saudita em 1957 até divulgação da última fita de áudio atribuída ao terrorista em 2009, contada por dois personagens de sua vida: Sua primeira esposa Najwa Bin Laden e seu quarto filho Omar Bin Laden.
Osama Bin Laden viveu na Arábia Saudita, casou-se com a primeira esposa quando tinha 17 anos. Filho de família riquíssima, Osama passou apenas parte de sua vida voltado para os negócios da família. Com esta esposa, teve 11 filhos e teve mas 09 filhos com suas outras 04 esposas. Apesar da riqueza, nunca deu a sua família conforto material, sempre oferecendo aos filhos e esposas uma vida simples, dura, chegando até momentos de passarem fome, quando moraram nas montanhas do Afeganistão.
O livro conta em detalhes toda a trajetória de Osama, dos seus filhos, de seu tempo de morada na Arábia Saudita, onde foi expulso quando brigou com a Família Real, do seu tempo de morada no Sudão, de onde também foi expulso até sua chegada ao Afeganistão, onde leva a família para morar nas montanhas daquele país, sem a menor condição de sobrevivência.
Contado pelo seu filho Omar, nota-se que Osama não tinha apego aos filhos. Preocupava-se unicamente com a religião Islâmica, com o treinamento dos soldados, e do seu ódio pelo Estados Unidos da América. Contra este País planejou vários atentados, que causaram milhares de morte.
“Sob a sombra do Terror” é um livro que não deve ser deixado de ser lido por ninguém que queira entender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, em Nova York e que mudou o mundo desde então.
O livro conta os bastidores da guerra do Afeganistão contra os russos, a Guerra Civil deste País, que já matou milhares de pessoas; relata ainda no ataque que os Estados Unidos, com seu poderoso corpo de guerra, desfechou contra o Afeganistão, terminando com o Governo Talibã e até hoje ainda mantém esta guerra viva.
Um livro genial. Vale a pena conhecer uma parte da vida de Osama Bin Laden, que até hoje ainda é uma preocupação para os governantes do mundo, pois sua morte nunca foi confirmada e ainda acredita-se que esteja vivo, morando nas montanhas do Paquistão, junto com alguns de seus filhos.

Jean Sasson
A  autora estava correta na suas observações, visto que a ação militar ocorreu realmente numa pequena cidade do Paquistão.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

1822 - Historia de Portugal e Brasil


Laurentino Gomes  autor de “1808”, publicou também outro livro ,  "1822", no qual  relata o periodo da Independencia do  Brasil , dando inicio assim ao que o nosso País  é hoje.
A história começa na beira do Rio Ipiranga, em 07 de Setembro de 1822 com D.Pedro I dando o famoso grito  “Independência ou Morte”, dando inicio a libertação do Brasil de Portugal. Os boatos da epoca diziam que  D. Pedro I neste dia  estava com problemas estomacais devido a ingestão de algum alimento estragado na cidade de Santos, onde estava com uma de suas amantes.
No dia 1 de dezembro de 1822, como uma forma de agradecimento  D.Pedro I  é nomeado Imperador do Brasil.
Enquanto no Brasil todo mundo estava feliz e alegre, em Portugal o clima era outro: a noticia de que D.Pedro tinha proclamado a  Independência ao Brasil, não foi  bem aceita. Houveram  diversas batalhas no Brasil entre os portugueses e brasileiros e uma dessas foi   a Batalha de Jenipapo, ocorrida em 1823, no  Piauí, onde cerca de 400 brasileiros venceram-na contra os portugueses.
O primeiro ato político importante de D.Pedro I é a convocação da Assembléia Constituinte, eleita no início de 1823,  mas foi também seu primeiro fracasso, devido a um forte desentendimento entre os deputados brasileiros e o Imperador. Ele exige um poder pessoal superior ao do Legislativo e do Judiciário e como não houve acordo, a Assembléia é dissolvida em novembro do mesmo ano.
A  Constituição do Brasil é outorgada por D.Pedro em 1824, mas ela não é aceita e  ocorrem conflitos em algumas províncias do Nordeste, lideradas por Pernambuco. A revolta conhecida pelo nome de Confederação do Equador, é severamente reprimida pelas tropas imperiais.
Embora a Constituição de 1824 determine que o regime imposto no país seja liberal, o governo é autoritário. Quase sempre D. Pedro I impunha sua vontade aos políticos. Essa indecisão gera um crescente conflito com os liberais, que passam a vê-lo cada vez mais como um governante autoritário. Preocupa também o seu excessivo envolvimento com a política interna portuguesa.
Os problemas de D. Pedro I agravam-se a partir de 1825, com a entrada e a derrota do Brasil na Guerra da Cisplatina. A perda da província da Cisplatina e a independência do Uruguai, em 1828, além das dificuldades econômicas levam boa parte da opinião pública a reagir contra as medidas personalistas do imperador.
Em 1826 acontece um choque para D. Pedro I, seu pai D.João VI que depois de deixar o Brasil e voltar a sua terra natal, Portugal, faleceu. Com a morte de seu pai D.Pedro I assume o trono português por uma semana, com o nome de D.Pedro VI. Ao voltar ao Brasil D.Pedro deixa Portugal ao comando de regentes.
Mas do ponto de vista português, ele continua herdeiro da Coroa, enquanto para os brasileiros, o imperador não tem mais vínculos com a antiga colônia, porque, ao proclamar a Independência, havia renunciado à herança lusitana. Depois de muita discussão, formaliza essa renúncia e abre mão do trono de Portugal em favor de sua filha Maria da Glória.
Ainda assim, a questão passa a ser uma das grandes bandeiras da oposição liberal brasileira. Nos últimos anos da década de 1820, esta oposição cresce. O governante procura apoio nos setores portugueses instalados na burocracia civil-militar e no comércio das principais cidades do país. Incidentes políticos graves, como o assassinato do jornalista oposicionista Líbero Badaró em São Paulo, em 1830, reforçam esse afastamento, crime esse ocorrido a mando de  policiais do império de D. Pedro I, o que o torna  culpado pela morte do tal jornalista.
Este fato não ocasionou muito impacto na população, já que D.Pedro mandava e desmandava a hora que quisesse, pois ele tinha o Poder que influenciava todos os outros: o Poder Moderador, que era exclusivo do Imperador,  e que dava a  ele o  direito, de decidir tudo no Brasil, passando a frente dos poderes, Legislativo, Judiciário e Executivo.
A grande preocupação de D.Pedro I era que sua moral com a população brasileira já estava ficando desgastada. O povo  fazia  festas em sua presença como ele estava acostumado assistir, mas as suas costas diversas criticas ao seu governo já começavam a aparecer e até alguns protestos pequenos já aconteciam  em algumas regiões do Brasil. 
                                                      LIBERO BADARÓ
Ficheiro:Libero Badaro por Tancredo do Amaral.jpgSua ultima tentativa de reconquistar o prestígio político é frustrada pela má recepção que teve durante uma visita a Minas Gerais na virada de 1830 para 1831. A intenção era firmar um acordo com os políticos da província, mas é recebido com frieza e com certo desprezo. Alguns setores da elite mineira fazem questão de ligá-lo ao assassinato do jornalista Libero Badaró. Revoltados, os portugueses instalados no Rio de Janeiro promovem uma manifestação pública em desagravo ao Imperador. Isso desencadeia uma retaliação dos  anti-lusitanos.         
Há  tumultos e conflitos de rua na cidade. D. Pedro I fica muitíssimo irritado e promete castigos. Mas não consegue sustentação política para se manter firme no governo, então é aconselhado por alguns de seus ministros a renunciar do trono brasileiro. Depois de passar alguns meses pensando na possibilidade ele resolve abdicar-se do trono brasileiro para seu Filho D.Pedro II, em 7 de abril de 1831, e volta para Portugal levando consigo todo o exercito português que acabará de ser expulsos pelos brasileiros.

MUSEU DO YPIRANGA - GRANDE ACERVO SOBRE A INDEPENDENCIA DO BRASIL.


Mais um excelente trabalho de Laurentino Gomes, que em seus dois livros, “1808” e “1822”, conta um pouco da história dos fortes laços que unem Brasil e Portugal.
Recomendo a Todos.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

1808 - Historia de Portugal e Brasil


“1808”, é um grande sucesso literário brasileiro com mais de meio milhão de livros vendidos. Escrito pelo jornalista historiador paranaense, da cidade de Maringá Laurentino Gomes,  formado pela Universidade Federal do Paraná, com pós-graduação na Universidade de São Paulo e cursos na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e Vanderbilt, nos EUA.
Laurentino Gomes relata em "1808" como ocorreu a chegada da corte portuguesa ao Brasil. Em tempos de guerra na Europa, Napoleão Bonaparte, Imperador da França e um dos maiores lideres  de todos os tempos, com o intuito de tornar a França o pais mais desenvolvido da Europa, iniciou um processo de invasão de todos os paises que mantinham comercio com a Inglaterra e para isso funcionar Napoleão montou um bloqueio continental, que impedia o comercio com os Ingleses e obrigava os paises a negociar somente com a França.
D. João VI, rei de Portugal, não aceitava não poder comercializar com os ingleses, então sem se importar muito com as ameaças de Napoleão continuou os negócios com a Inglaterra.
Napoleão ao perceber a desobediência de D.João VI avisa que irá invadir Portugal. Com medo D. João e sua corte  fogem para o Brasil, que ainda era colonia de Portugal e este fato foi decisivo para a historia  de Portugal e Brasil.
Após a chegada da Familia Real, D. João VI passou alguns dias em Salvador, quando tomou duas decisões que animou a economia brasileira: determinou a abertura dos portos aos países amistosos e a autorização para a instalação de indústrias, antes proibida por Portugal.
Surgiram várias fábricas e trabalhos manuais em tecido, mas que não foram adiante devido à influência dos tecidos ingleses. Entre outros feitos importantes para a economia, pode-se citar a construção de estradas, melhorias nos portos e o ingresso do chá no país. A atividade agrícola voltou a crescer. No início do século XIX, o açúcar e o algodão subiram no ranking das exportações, ficando em segundo lugar, e o café subiu para o topo nas exportações brasileiras.
Depois de sair de Salvador, D. João VI foi para o Rio de Janeiro, onde chegou em 08 de março de 1808, transformando a cidade em residência fixa da corte portuguesa. A chegada da família real no Brasil e sua instalação no Rio de Janeiro, mudou o nome de colônia para Reino Unido de Algarves. Com isso D. João VI teve que colocar alguns ministérios, tendo como principais o da Guerra, da Marinha, da Fazenda e do Interior. Também construiu órgãos fundamentais para o bom andamento de seu governo, como o Banco do Brasil, a Casa da Moeda, a Junta Geral do Comércio e o Supremo Tribunal de Justiça.
A vida da Corte Portuguesa para o Brasil trouxe inumeras melhorias não  só econômicas, mas também culturais e educacionais, como a  Academia Real Militar, a Academia da Marinha, a Escola Real de Ciências, de Artes e Ofícios, a famosa Academia de Belas-Artes e dois colégios de Medicina e Cirurgia, no Rio de Janeiro e em Salvador.
Nos tempos de colônia, o Brasil não possuía nenhum meio de comunicação, pois era proibido por Portugal, mas com a vinda de D. João VI mudou essa realidade. Em 10 de setembro de 1808, imprimiu-se o primeiro jornal do país, a Gazeta do Rio de Janeiro.
Porém, nem tudo foi glória, os cariocas tiveram que pagar um alto custo de tudo, pois além de serem obrigados a doar alimentos e tecidos para manter as regalias da Corte, são obrigados a ceder a Coroa Portuguesa seus imoveis, de modo permitir que os portugueses que vieram juntos com a Corte pudessem se abrigar. Os portugueses também tinham a liberdade de escolher a casa que mais se identificassem, sem a preocupação de fazer qualquer justificativa ao proprietário do imovel. Simplesmente marcavam a propriedade escolhida com as letras P.R.(Principe Regente) e davam um tempo para o morador desocupar a moradia escolhida. Simples e injusto. 
O Rio de Janeiro passou por uma grande transformação, expandiu-se, ganhou chafarizes, para que houvesse fornecimento de água, pontes e calçadas, assim a realeza poderia caminhar despreocupadamente. Construíram-se ruas e estradas, e a iluminação pública foi instalada.
Enquanto o Brasil se vangloriava por ter deixado de ser colônia e o Rio de Janeiro se transformava na sede do reino, em Portugal a situação era muito dificil. A população portuguesa estava desamparada sem a Corte por perto. Não conseguiam se reerguer das conseqüências causadas pela invasão das tropas de  Napoleão e  o comercio de Portugal  estava em constante decadência devido a abertura dos portos brasileiros.
Revoltados, os portugueses exigiram, em 1820, a volta de D. João VI, fazendo assim a chamada Revolução do Porto. Pediam também que fossem banidos os administradores estrangeiros e o comércio brasileiro fosse realizado somente pelos mercantes de Portugal. D. João VI resolveu que a melhor solução para esses problemas era sua volta para Portugal, a qual deu-se em 26 de abril de 1821, porém deixou em seu lugar seu filho, D. Pedro I, o primeiro Imperador do Brasil.
A estratégia de D. João VI  foi muito inteligente, pois conseguiu deste forma satisfazer o povo portugues com a volta da Corte Portuguesa e manteve o povo brasileiro da epoca feliz, pois a continuação do trabalho feito por D.João seria mantido pelo seu filho.
 O embarque de D. João VI foi bastante conturbado, pois ele resolveu levar  para Portugal todo o dinheiro e o ouro do Banco do Brasil. Foi necessário D. Pedro I determinar que as tropas brasileiras dessem um fim ao burburinho, evitando desta forma que o navio atracado fosse invadido e revistado.
Um ótimo livro, onde Laurentino Gomes consegue relatar  a vinda da Corte Portuguesa para Brasil  numa linguagem tranqüila e envolvente.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Os Erros de Einstein


“Os Erros de Einsten” do americano nascido em Vermont Hans C. Ohanian, que também já escreveu vários livros e dezenas de artigos sobre física.
Einsten ficou conhecido por desenvolver a teoria da relatividade. Ganhou o Nobel de Física de 1921, por explicar corretamente o efeito fotoeléctrico. O seu trabalho teórico possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de não ser este seu objetivo. Foram algumas conquistas do gênio nascido na cidade alemã de Ulm, hoje Württemberg, sul da Alemanha, no dia 14 de março de 1879.
Albert Einstein, filho de Hermann Einstein, um pequeno industrial judeu e de Pauline Koch, em sua juventude em Zurique, sofreu muito. Entre mudanças de cidades e falências das empresas do seu pai, Einstein enfrentou o autoritarismo da escola alemã e os preconceitos raciais que aconteciam com enorme freqüência naquela época. Logo cedo demonstrou uma certa facilidade para atividades individuais. Ao invés de jogos infantis no jardim, com as outras crianças, preferia construir, sozinho, complicadas estruturas com cubos de madeira e grandes castelos de cartas de baralho, alguns com catorze andares.
Aos sete anos ele fez o teorema de Pitágoras, para surpresa do seu tio Jakob, que poucos dias antes lhe ensinara os fundamentos da geometria. Mas, se para a matemática e para as ciências naturais ele era mais do que bem dotado, por ter um grande grau de intuição e habilidade lógica, para as disciplinas que exigiam a memorização Einstein era um verdadeiro fracasso, por exemplo, geografia, história, francês e, principalmente, o grego constituíam obstáculos quase intransponíveis. Decorar conjugações de verbos era para ele um horror. Enfim, no conjunto das suas habilidades infantis, nada deixava deduzir o gênio que viria a ser. Seus familiares acreditavam até que ele poderia ter algum tipo de dislexia.
Devido as suas dificuldades para memorizações ele demonstrava desinteresse pelas aulas que exigem tais habilidades, provocando violentas reações dos seus professores. Tanto, que certo dia o diretor da escola, também professor de grego, convoca-o para uma reunião e diz que seu desinteresse pelo grego era uma falta de respeito pelo professor, e que sua presença na classe era péssimo exemplo para os outros alunos. Encerrando a reunião, o professor disse que Einstein seria um imprestável. 
Apenas três fatos desse período lhe são relevantes: as lições de violino que sua mãe lhe dava, as "aulas" de geometria do seu tio Jakob e a história da bússola. Certo dia, quando aos cinco anos se recuperava de uma enfermidade, Einstein ganhou do pai uma bússola de bolso que lhe causou profunda impressão, pois o ponteiro sempre apontava para o mesmo lugar, não importando a posição em que a bússola fosse colocada. Nas suas notas autobiográficas ele descreve esta reação com a palavra alemã "wundern", que pode ser traduzido por "milagre".
O mesmo tipo de sensação ele teve quando aos doze anos leu um livro de geometria, e imediatamente lembrou-se da demonstração do teorema de Pitágoras que fizera aos sete anos. Da sua época colegial ele costumava dizer que "os professores da escola primária pareciam sargentos, e os do ginásio pareciam tenentes".
Aos quinze anos Einstein decide abandonar o ginásio, partindo para Milão, onde vivem seus pais. Um ano depois seu pai comunica que não pode mais lhe dar dinheiro, pois a fábrica estava, mais uma vez, à beira da falência. "É preciso que você arranje uma profissão qualquer, o mais rápido possível", falou o senhor Hermann Einstein. Foi então que Albert decidiu fazer física, mas, não possuindo o diploma do ginásio, ele não podia entrar na universidade. Como alternativa ele poderia freqüentar um instituto técnico, e Einstein escolhe simplesmente o mais renomado da Europa central, a Escola Politécnica Federal, a ainda hoje famosa ETH, em Zurique .
Na primeira tentativa de ingresso ele é reprovado nas provas de botânica, zoologia e línguas modernas, mas seu excelente resultado em física chamou a atenção do diretor da escola, que lhe aconselha a freqüentar uma escola em Aarau, próxima a Zurique, a fim de obter o diploma dos estudos secundários, com o qual adquiriria o direito de freqüentar a ETH, ou a universidade. 

Em 1895, aos dezesseis anos, Einstein estava muitíssimo feliz no ambiente livre e motivador da escola, e se preocupava com um problema que nem ele, nem seu professor sabiam resolver: queria saber qual o aspecto que teria uma onda luminosa para alguém que a observasse viajando com a mesma velocidade que ela. Este problema voltaria tempos depois, quando Einstein formulou sua teoria da relatividade.
Em 1896, após a conclusão do secundário, ele é aceito na ETH como estudante de matemática e física, mas, para sua surpresa e decepção, a Escola Politécnica não atendia suas expectativas. Ao contrário da escola de Aarau, onde as aulas se desenvolviam em estimulantes discussões, na ETH os professores se contentavam em ler, em voz alta, livros inteiros.
Para fugir do tédio de aulas, Einstein decide mudar um pouco o sistema, aproveitando o tempo livre para ler obras de física teórica. Devora livros e mais livros que os professores da ETH deixavam de lado: Boltzmann, Helmholtz, Hertz, Kirchhoff, Maxwell, entre outros. Na ETH, como no ginásio alemão, ele atrai a má vontade dos seus professores, e isso lhe causara mais transtorno. Para ilustrar a imagem que alguns professores tinham de Einstein, conta-se que Minkowski teria dito, alguns anos depois do artigo sobre a teoria da relatividade: "para mim isso foi uma grande surpresa, porque na época dos seus estudos Einstein era um preguiçoso. Ele não demonstrava qualquer interesse por matemática".
Em suas notas autobiográficas, Einstein diz que ali teve excelentes professores, mas menciona apenas dois: Hurwitz e Minkowski. Nestes textos confessa que passou a maior parte do tempo nos laboratórios, fascinado com as experiências, e que era um péssimo aluno na maioria dos cursos. Confessa também que usou os apontamentos de um aluno aplicado para se submeter aos exames. Esse colega era Marcel Grossmann, a quem Einstein dedica sua tese de doutorado, "Sobre uma nova determinação das dimensões moleculares", apresentada na Universidade de Zurique em 1905.
São as cartas trocadas entre Einstein e Mileva Maric, sua primeira mulher, que melhor esclarecem esse período passado na ETH. Sabe-se, a partir de então, que ele adora ler Helmholtz e Hertz. Essas leituras, provavelmente, ,deram o impulso inicial para a teoria da relatividade.
A 6 de janeiro de 1903 casou-se com Mileva Maric. Tiveram três filhos: Lieserl, Hans Albert e Eduard. A primeira morreu ainda bebê, o mais velho tornou-se professor de hidráulica na Universidade da Califórnia e o mais jovem, formado em música e literatura, morreu num hospital psiquiátrico suíço.
Entre 1909 e 1913 Einstein lecionou em Berna, Zurique e Praga. Voltou à Alemanha em 1914, pouco antes do início da Primeira Guerra Mundial. Aceitou um cargo de pesquisa na Academia Prussiana de Ciências junto com uma cadeira na Universidade de Berlim. Também assumiu a direção do Instituto Wilhelm de Física em Berlim.
Em novembro de 1915, Einstein iniciou uma série de conferências e apresentou sua teoria da relatividade geral. No ano seguinte o cientista publicou "Fundamento Geral da Teoria da Relatividade".
Em 1919, separou-se da esposa Mileva e se casou com a prima Elsa. Naquele ano tornou-se conhecido em todo o mundo, depois que sua teoria foi comprovada em experiência realizada durante um eclipse solar. 

Einstein ganhou o Prêmio Nobel de Física de 1921 e foi indicado para integrar a Organização de Cooperação Intelectual da Liga das Nações. No mesmo ano, publicou "Sobre a Teoria da Relatividade Especial e Geral".
Ao longo da vida, Einstein visitou diversos países, incluindo o Brasil, em 1925. Entre 1925 e 1928, Einstein foi presidente da Universidade Hebraica de Jerusalém.
Em 1933, Hitler chegou ao poder na Alemanha e o cientista foi aconselhado por amigos a deixar o país, renunciando mais uma vez à cidadania alemã.
A 7 de outubro de 1933, Einstein partiu para os Estados Unidos, onde passou a integrar o Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton. Em 1940 ganhou a cidadania americana, mantendo também a cidadania suíça.
Em 1941 teve início o Projeto Manhattan, que visava o desenvolvimento da bomba atômica pelos americanos. Einstein não teve participação no projeto. Em 1945, renunciou ao cargo de diretor do Instituto de Estudos Avançados da Universidade de Princeton, mas continuou a trabalhar naquela instituição.
A intensa atividade intelectual de Einstein resultou na publicação de grande número de trabalhos, entre eles "Por Que a Guerra?", 1933, em colaboração com Sigmund Freud; "O Mundo como Eu o Vejo", 1949, e "Meus Últimos Anos", 1950. A principal característica de sua obra foi uma síntese do conhecimento sobre o mundo físico, que acabou por levar a uma compreensão mais ampla e profunda do universo.
Em 1952, Ben-Gurion, primeiro-ministro de Israel, convidou Albert Einstein para assumir o cargo de presidente do Estado de Israel. Doente, Einstein recusou. Uma semana antes de sua morte assinou sua última carta, para Bertrand Russell, concordando em que o seu nome fosse incluído no pedido para algumas nações abandonar as armas nucleares.
Contribuindo para a física no século 20 no âmbito das duas teorias que constituíram seus traços mais peculiares, a dos quanta e da relatividade, Einstein deu à primeira o elemento essencial de sua concepção do fóton, indispensável para que mais tarde se fundissem, na mecânica ondulatória de Louis de Broglie, a mecânica e o eletromagnetismo. E deu à segunda sua significação completa e universal, que se passa dos campos da ciência pura e atinge o conhecimento humano. Saliente-se também que algumas das descobertas de Einstein, como a noção de equivalência entre massa e energia e a do continium quadridimensional, suscitaram interpretações filosóficas de variadas tendências.
Einstein morreu a 18 de abril de 1955, em Princeton, Nova Jersey, aos 76 anos. Seu corpo foi cremado.
Um ótimo livro.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Ultimo Trem de Hiroshima

“O Ultimo Trem de Hiroshima” de Charles Pellegrino, escritor americano, nascido em Nova York. Professor PH D em zoologia é autor de diversos best-seller internacionais, como Titanic, uma das principais fontes para realizar o filme Titanic,   uns dos campeóes em bilheteria do cinema de todos os tempos.
Charles Pellegrino descreve os fatos contados pelos sobrevivente daqueles dois dias de bombardeios sobre as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e que determinaram a rendição do   Japão e a morte de milhares de japoneses.
Ao fim da Segunda Guerra Mundial, no dia 6 de agosto, a Força Área dos EUA, cumprindo ordens do presidente americano da época Harry S. Truman, bombardeou Hiroshima com uma bomba atômica conhecida Little Boy.

Antes do bombardeio Hiroshima era considerada uma pequena base de pouca importância de fornecimentos e de logística para os militares japoneses. A cidade era um centro de comunicações, um ponto de armazenamento, e uma zona de reunião para tropas.
No centro da cidade havia vários edifícios e outras estruturas menores, como casas e diversas lojas. Em volta do centro a cidade estava repleta de oficinas de madeiras, construídas entre as casas japonesas. A maioria das grandes fabricas estavam no limite urbano. As casas eram, na sua maioria, de madeira com tetos de telha, sendo também de madeira vários dos edifícios fabris. A cidade era assim, no seu todo, extremamente frágil a danos por fogo.
Hiroshima estava sempre crescendo em numero de habitantes, finanças, educação, entre outros, chegando atingir uma população de mais de 380.000 pessoas no início da guerra. 
Devido a uma mudança no sistema de administração, ordenada pelo Goveno Japonês,  antes de agosto de 1945 - quando houve o ataque com bomba atomica - Hiroshima já
tinha  o número de habitantes reduzido para aproximadamente 255.000 pessoas.
As Forças Armadas dos EUA, escolheram o dia 06 de agosto para efetuar o ataque sobre Hiroshima devido as excelentes condições do tempo. Uma hora antes do bombardeio, a rede japonesa  deu  aviso prévio de  aproximação de um avião americano em direção ao Sul do Japão.
Por volta das 8:00, o operador de radar em Hiroshima concluiu que o número de aviões que se aproximava era muito pequeno, apenas 03 aeronaves e com isso.,  o alerta de ataque aéreo foi levantado. Para poupar combustível, os japoneses tinham decidido não interceptar formações aéreas pequenas, as quais presumiam ser, na sua maioria, aviões meteorológicos. Os três aviões em aproximação eram o Enola Gay, The Great Artist e o Necessary Evil . O primeiro avião transportava a bomba, o segundo tinha como missão gravar e vigiar toda a missão, e o terceiro  encarregado de fotografar e filmar a explosão.

Os japoneses, embora não esperassem um ataque aéreo daqueles 03 aviôes, mesmo assim emitiu  aviso  á população que se abrigassem em abrigos antiaéreos, 
 Às 8:15, o Enola Gay soltou a bomba atomica sobre o centro de Hiroshima. Ela explodiu a cerca de 600 m do solo, matando um número cerca de 70.000 a 80.000 pessoas instantaneamente. Pelo menos 11 prisioneiros de guerra dos EUA morreram também.
Os sobreviventes apavorados com a tal explosão, não sabiam o que fazer, apenas queriam fugir o mais rápido possível daquele lugar, então pensando que estariam seguros, muitos vão para Nagasaki, onde ocorreria uma nova explosão no dia 9 de agosto.
Um livro fantástico. Onde retrata todo o drama vivido pelo povo japonês.
Recomendo a todos.

Papillon - o Homem Que Fugiu do Inferno

Você gosta de aventuras? A historia de Papillon é verdadeira e o que não falta é aventuras. Este livro eu encontrei num sebo já há algum ...