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domingo, 31 de outubro de 2010

200 mil páginas

Caros amigos, 200 mil páginas é a quantidade de paginas que li até hoje. Estas páginas estão inseridas nos 595 livros dos mais diversos autores. Sobre isso é que vou escrever na publicação de hoje.

Quando comecei a ler, “incentivado” pelo meu pai, que me colocou de castigo por não ter tido notas aceitáveis em História, eu não tinha a pretensão de criar um diferencial de leitura e nem de ficar conhecido, como acabou acontecendo. Eu queria acabar rápido o meu “castigo”! Ai, o tiro saiu pela culatra. Os 10 primeiros livros – começou com o “Código da Vinci”, de Dan Brown- foram seguidos de outros e mais outros e não parou mais.

Eu estava lendo mais de 150 páginas por hora e notava que minha velocidade de leitura vinha aumentando a cada dia e cada livro e o meu quarto ficando pequeno, pois chegavam novos livros diariamente. Minha biblioteca particular hoje é muito rica. Tenho mais de 450 livros, que considero um tesouro inestimável.

Estava lendo 300 paginas por hora e já devorava um livro normal de 350 paginas em pouco mais de 01 hora, quando o Jornal a Folha de São Paulo, sabendo do meu feito, através do repórter Ricardo Westin, fez uma reportagem comigo e partir daí, houve uma mudança muito grande na minha vida. Logo em seguida fui entrevistado pela Rede Record, pela Rede Globo, pela Revista Galileu e pelo jornal da minha cidade Diário da Região.

Desde então fiquei conhecido na minha escola, fiz novos amigos e resolvi então criar o meu blog com o propósito de contar um pouco do que estou lendo, oferecer algumas dicas que considero importante e principalmente criar e fortalecer novas amizades. Já venho publicando resumos de livros e pretendo seguir nesta linha, mas convido a todos para participarem também. Aproveitem o espaço e publiquem o que achar interessante. Talvez aquela redação que você fez na sala de aula ficou tão boa que muita gente gostará de conhecê-la.

Hoje, consigo ler muito rápido e já leio 600 paginas por hora. Tá achando o numero alto e difícil de assimilar? Pois é, também acho, mas não consigo explicar como leio nesta velocidade. O que posso afirmar é que quando vou ler, me concentro, me desligo de tudo e fico focado somente no livro que estou lendo. Não permito neste momento que nenhum outro pensamento possa me distrair. Se não estou totalmente concentrado eu não leio. Acho que este é o caminho. Somente esta semana, li exatamente, 20 livros.

Falar individualmente de cada livro é uma tarefa árdua e difícil, por isso sempre que possível, publicarei comentários condensados dos livros que mais me chamaram a atenção e servem apenas como indicação para futuros leitores. O objetivo não é fazer resumos dos livros que leio, e sim, mostrar com meus comentários resumidos, a qualidade da obra.

Vocês podem acompanhar tudo o que li até agora, acessando o site http://www.skoob.com.br/usuario/227636.

Venham comigo!

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Moby Dick

Amigos, hoje li  "Moby Dick" de Herman Melville. O clássico “Moby Dick”, relata uma aventura em alto mar e  retrata a história do Capitão Ahab, um caçador de baleias que sempre velejou pelos mares sem grandes problemas até encontrar um dos animais mais temidos das águas, uma enorme e rara baleia branca - Moby Dick  -,  que atacou o navio onde ele se encontrava. A baleia  atacou o navio, com pulos chegando a cerca de 10 metros fora da água. Foram  momentos de terror vividos pela tripulação, onde vários morreram. Capitão Ahab, por alguns instantes pensou também que iria morrer, mas nem por isso se encolheu em algum canto rezando para que o melhor acontecesse; lutou contra Moby Dick tentando matá-la com golpes de faca e com lanças. Ele foi um guerreiro valente, mas sua valentia não foi o bastante para evitar que a baleia levasse sua perna esquerda. O Capitão Acab jurou que procuraria e mataria Moby Dick  a qualquer custo.
Assim começa a  perseguição de Ahab por Moby Dick. Ahab reune um grupo de marinheiros experientes e retorna aos mares, mas desta vez era para matar Moby Dick.  Jurava conhecer todas as manchas do corpo da baleia e conseguia lembrar de cada pulo daquele imenso animal e desta vez não teria como errar.
Foi uma longa jornada até encontra - lá. A tripulação do navio já  estavam exaustas de navegar os mares por vários meses atrás de Moby Dick, até encontra-la e foi neste momento de cansaço que Ahab sentiu as mesmas sensações quando avistou a baleia pela primeira vez. Moby Dick estava lá para mais um encontro e o. Capitão Ahab ao vê-la avisou a tripulação para preparar os equipamentos,  'quem venceria desta vez, Moby Dick ou Ahab e sua tripulação?'

 A tripulação no momento em que viu o tamanho da baleia, sentiu medo, sustos e uma série de outros sentimentos, mas o que prevalecia era o pânico, e o medo da morte. A tripulação nos seus pequenos barcos, atacaram o imenso cachalote, ferindo-o diversas vezes. Moby Dick então atacou os barcos e o primeiro a morrer foi o Capitão Ahab. Em seguida, a baleia, com o corpo de Ahab preso em seu corpo pela corda dos arpões atacou os barcos pequenos com a tripulação e em seguida o navio Pequod, que veio afundar em seguida. A tripulação tentou, mas Moby Dick era muito forte e ágil, o que tornava quase impossível matá-la.

Mesmo sabendo que a morte já estava próxima, os marinheiros não desistiam,  e tentavam arpoar Moby Dick, mas era uma luta em vão. Vários tripulantes já haviam morrido,  quando chegou a hora do ultimo encontro.
"Quem vence desta vez, Moby Dick ou Acab e sua tripulação?’. Desta vez a resposta seria concreta. Como ocorreu em todas as ‘batalhas’ quem tomava a iniciativa era a baleia que atacava com violência e  com precisão nos golpes, mas a tripulação também estava preparada e pode se dizer que ‘batalharam’ de forma espetacular, acertando algumas lanças na baleia, mas como citei anteriormente, “Moby Dick era muito forte”, capaz de aguentar aqueles ferimentos em seu corpo e continuar batalhando, até matar  toda a tripulação.
Houve desta batalha somente um sobrevivente, Ismael, encontrado a deriva pelos ingleses no meio do oceano. Herman Melville, é o autor de "Moby Dick", um livro emocionante, didático que consegue prender numa leitura interessante e deixar momentos  de interrogação em nossa mente.
Livro fantástico. Recomendo.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

"Clarissa" e "Infância"

Meus amigos, nesta tarde li 2 livros,  “Clarissa” de Erico Veríssimo e “Infância” de Graciliano Ramos. Erico e Graciliano são autores que já provaram a todos a capacidade de emocionar o leitor com críticas sociais e romances inesquecíveis.

E como prova de tudo isso Graciliano emociona o leitor na sua obra “Infância”, livro de memórias sobre a  infância pobre que teve.  Foi um garoto humilde na sua infância e não perdeu a humildade mesmo depois de conquistar a fama.  Apesar de passar Graciliano Ramos toda a infância e adolescência na extrema pobreza,  ele supera isto com felicidade e descontração. As pessoas  pensavam que era ingenuidade,  mas não,  Graciliano só queria mostrar a todos que o dinheiro não traz felicidade, o que traz é a vontade de progredir superando todas as dificuldades que a vida  apresenta.
Era o que Graciliano fazia; esquecia o sofrimento; procurava sempre aumentar a auto-estima de seu pai e de sua mãe, e seguia em frente na espera de um dia realizar todos seus sonhos.

Erico Veríssimo em sua obra Clarissa, logo nas primeiras páginas conquista o leitor com a personagem Clarissa, uma mulher forte, mas simples e humilde. Ela sempre respeitava tudo e todos, mas nunca deixava de impor suas vontades e necessidades. Era uma pessoa boa e com grande capacidade de expressar seus desejos e vontades.
Clarissa tinha um amigo chamado Amaro, rapaz de quarenta anos mas muita vitalidade física e espiritual. Estes  motivos  aproximaram Clarissa de Amaro,que a encantava com sua garra e determinação. Através destes personagens é que Erico Verissimo desenvolve o romance  deste livro.
São livros ótimos. Como já disse anteriormente, os autores  fazem críticas sociais  dentro de um romance. Recomendo a todos.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Três Biografias


“Madame Mao” de Roxane Witker é uma obra que revela a vida da mulher de Mao Tsé Tung. Ele foi um grande homem e sua vida resume toda a história da China, pois  Mao Tsé Tung é a pessoa mais lembrada na parte política ou social de todos os tempos. Depois de sua morte sua mulher,  Madame Mao assumiu o posto para governar a China e manteve o mesmo esquema político de seu marido. Pelo seu ótimo trabalho e por conseguir agradar quase todas as classes, ela é comentada até hoje. Vale a pena conhecer este livro.


“Getulio Vargas” livro escrito pelo filho de Getulio, Luthero Vargas,  retrata a biografia de um homem que apesar de implantar a ditadura no Brasil conquistou vários admiradores. Seu filho além de mostrar todo seu poder político, conta como Getulio se comportava diante da família e como era o dia-a-dia dele. Luthero diz que seu pai sempre foi um homem determinado, mas muito descontraído e divertido, quando estava ausente da cadeira que assumia diante do Brasil, a Presidência. Livro imperdivel que relata um fato histórico, que todos devem conhecer.


“Saddam Hussein e a Crise do Golfo” de Judith Miller e Laurie Mylroe, fala sobre a vida do presidente do Iraque, Saddam Hussein, que para fortalecer seu País, lutou contra muitas potências econômicas, e até armamentistas.Nem todos os iraquianos consideram Saddam como  ‘terrorista’ ou "ditador". Eles acreditam que Saddam guerreou com esses Países foi por amor ao Iraque. A intenção de Sadam, segundo os autores, na Guerra do Golfo, foi conseguir vantagens economicas para o povo iraquiano, o que acabou não acontecendo, mas isto é historia. Vale a pena ler este livro.

Todos os livros são biografias espetaculares, sobre pessoas influentes, cada uma em seu País.
Vale a pena.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Livros Fantásticos

Meus amigos, hoje li 3 livros, são eles: “Olga” de Fernando Morais, “A Febre Starbucks” de Taylor Clark e “O Castelo de Vidro” da Jannette Walls.
Em “Olga”, o autor retrata a história de uma mulher batalhadora, Olga Benario Prestes, uma judia e esposa do Luis Carlos Prestes, que teria sido entregue aos nazistas, grupo dominado por Adolf Hitler, pela ditadura que exercia sobre o Brasil na época da Segunda Guerra Mundial, o governo de Getulio Vargas. Este livro consegue transmitir tudo o que o povo judeu sofreu naquele momento, pelo fato de Hitler considerá-los uma sociedade inferior, e Olga é a protagonista desta triste e comovente história.
“A Febre Starbucks” revela como uma simples dose dupla de cafeína pode fazer tanto sucesso entre os americanos. O segredo segundo o autor está no forte marketing, e no alto dinheiro investido para passar o que realmente agrade o consumidor, tendo uma boa aparência e principalmente um ótimo produto, mas o autor confessa que a Starbucks teve sorte, pois há muitas outras empresas no mesmo ‘nível’, então chegamos à conclusão que montar um grande comércio depende da qualidade do produto, da aparência e deve contar com a sorte.
Já a obra “O Castelo de Vidro”, o melhor do dia em minha opinião, este livro leva o leitor a pensar em outra maneira de viver a vida. Pois é livro que mostra as histórias de uma família sofrida, sem recursos financeiros, um povo humilde, mas que apesar de todos estes fatos sempre prezou pela felicidade e harmonia na sociedade, tentando transformar esta vida difícil em uma história divertida e unida, porque a união familiar pode ‘levantar’ uma sociedade em pouco tempo.
É um livro que devemos parar e refletir se todo aquele rancor que apresentamos a nossos familiares após um dia cansativo, ‘será que isto pode destruir minha família?’, ‘como fazer para manter a harmonia nesta casa?’ são duas perguntas que fazemos no decorrer de toda obra. A resposta é simples, sempre quando notar algum sofrimento na pessoa que você sinta afeto, abrace-a para que ela sinta que você está ali para protegê-la, quando perceber que a fase emocional ou financeira estiver dificil não desista e encare isto sempre com o sorriso no rosto, pois a felicidade abre portas para todos.
Este é o caso da família de Jannette, que mesmo passando toda sua adolescência vendo a falta de dinheiro dos pais, seguiu em frente enfrentando todos os problemas e hoje é uma escritora prestigiada em todo o planeta, realmente uma obra impressionante, e por todo este contexto ficou durante dois anos na lista dos mais vendidos do New York Times, um dos melhores jornais dos Estados Unidos da América.
Recomendo todos os livros, mas principalmente “O Castelo de Vidro”.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Crime e Castigo


Meus amigos, hoje li o clássico “Crime e Castigo” de Fiódor Dostoiévski, livro este que na minha visão é um dos mais bem escrito e contagiante que já li.
A obra de Dostoiévski contém uma trama que já impressiona o leitor desde o início. Raskólnikov, um rapaz que vivia perambulando pelas ruas, sujo de cal, fedendo, mas a população pouco se importava já que isto é uma das características do povo de São Petersburgo.
Raskólnikov era uma pessoa pobre, que logo no inicio surpreende os leitores indo até a casa de sua vitima, a senhora Alioná Ivánovna, no caminho ele pensava em como cometer o assassinato sem deixar vestígios, então é neste ato que começa esta história, cujo é um romance policial que tem com principal característica dar pistas simples do porque aquele estudante de Direito decide matar a velha.
Entre todo este mistério Raskólnikov, conhece uma garota que se prostitui com o intuito de ‘bancar’ financeiramente sua família já que seu pai é um alcoólatra que gasta o salário no bar, local este onde se escuta muitas ofensas à senhora Alioná, ‘mentirosas ou verdadeiras?’, não tem como saber, pois Dostoiévski nos dá indícios de que todas as ofensas são falsas, como revela pista de que tudo o que dizem é verdade, ‘e será que aquela garota tem ligações com a velha?’, é outro fato que só teremos conhecimento no fim do livro.
Depois deste forte suspense, o autor nos revela o porquê do nome ”Crime e Castigo”, mostrando que realmente a velha Alioná era sim uma criminosa e que como castigo, Raskólnikov resolveu matá-la, ‘mas que crime é este?’ é o que fiquei me perguntando o livro todo, até descobrir que os atos cometidos pela velha era realmente algo fora do comum.
E é para que vocês tentem descobrir o que esta senhora fez é que recomendo este livro fantástico.

sábado, 9 de outubro de 2010

Sofrimento Judaico


Corria com medo, imaginava que estaria sendo perseguido, essa era a vida do judeu Thomas Llombard, rapaz branco, cheio de saudade, mas não tinha certeza alguma por quanto viveria, por quanto tempo conseguiria fugir dos nazistas.
Nazistas estes que chegaram a matar milhões de judeus, para satisfazer a vontade de um cara chamado Adolf Hitler, um austríaco que teria sofrido quando era crianças e que a partir da sua adolescência revoltou-se com os judeus pelo fato de ter em mente que o povo judaico era inferior aos alemães.

Thomas acabará de chega em seu Gueto, onde morava com foragidos, tinha em seu bolso o retrato de seus pais que teriam sido assassinados à dois dias em uma câmara de gás, sentia muito sua falta, mas agora teria que aprender a viver sozinho tendo apenas seu colegas do Gueto para compartilhar momento tristes e felizes.

O dia já clareava, era hora de começar tudo de novo, levantou-se, trocou de roupa e como fazia diariamente saiu em busca de comida. Caminhava apreensivo pelas ruas, sempre ao seu redor na espera de um nazista, apesar da demora logo a frente estaria um grupo aliado de Hitler à procura de judeus para mandar ao campo de concentração, Thomas lembrou-se de seus pais quando teriam sido pegos. Será que essa seria sua vez?


Logo mais saberia a resposta, vendo que não teria como correr se escondeu em um beco escuro que tinha ali do seu lado, ficou apenas observando se eles passariam pelo beco e não o notariam, lá estavam eles, armados e cientes do que estavam fazendo, Thomas logo pensou: “Me safei de novo”. Estava enganado, após um leve descuido acabou fazendo um barulho baixo, mas suficiente para eles perceberem que teria alguém no beco, certamente um judeu.

Já no campo de concentração, junto com os outros judeus que esperavam pacientemente a morte que logo viria se seria envenenado ou com um tiro na cabeça, o modo pouco os importava, o que eles queriam era rezar para que Deus os aceitassem de braços abertos. Thomas agora só era mais um judeu que daqui alguns minutos ou até dias morreria.

Eram apenas minutos, estava na hora, foram chamados por um guarda que os dirigiram para a câmara de gás, sem ao menos se manifestar Thomas entrou e esperou a morte, câmara de gás fechada, o veneno já estava no ar agora era só esperar o novo encontro com seus pais, só que agora junto a Deus.

Padre Cícero


Caminhava pela rua deserta, passos lentos, era fácil saber que o santo nordestino, Cícero Romão Batista, mais conhecido com padre Cícero estava preocupado, pois tinha consciência que está noite iria rezar uma das missas mais conturbadas de sua vida.

Havia ameaças de revoltas contra o padre durante a missa, pessoa que ao contrário da maioria do povo nordestino pensavam que os milagres e as palavras ditas por Cícero a cada missa rezada não se passava de uma grande mentira. “Como convencer este povo meu pai (Deus), como mostrar a eles está luz que à em ti?” pensava o padre, procurava nas bíblias, por toda parte, queria ter a resposta desse questionamento que tanto o perturba.

Já estava na hora de seu almoço, mas como estava sem apetite resolveu ir a Igreja pedir a Jesus que o ajuda–se neste dia tão difícil, logo após fazer seu pedido sentou–se no banco e começou a se lembrar de como foi o momento em que realmente se entregou de corpo e alma a Jesus, seu único e melhor amigo.

Amigo que o ajudou a sair da pobreza, transformando–o em um padre capaz de arrebatar milhões de fieis, construindo sua terra Juazeiro do Norte em um dos maiores pontos de encontro do mundo.

Em menos de vinte minutos começaria sua missa, e como o prometido os protestantes tomavam o fundo da Igreja juntamente com seus fieis que abrangiam toda a parte a frente do palco, esperando suas palavras sobre o Senhor Jesus.

Estava apreensivo, não sabia como se comportar com aquela situação jamais vivida, então disse: “Deixo em suas mãos senhor”. Dirigiu-se ao palco recebendo vaias e aplausos, pegou o microfone e logo começou a falar do poder que Jesus nos concedeu principalmente o poder de amar há todos, respeitando as diferenças e a fé que existe no coração de cada um de nós, mostrando–nos que o importante é a fé que cada nasce ou adquiri com o decorrer do tempo e não a religião ou o modo de se expressar. Fim de missa. “Foi melhor do que esperava”, pensou padre Cícero, ele acabará de conseguir tornar aqueles protestantes em pessoas realmente ligadas a Jesus, fazendo eles se preocuparem com Deus ao invés de se importar com a fé de outros. Caminhava lentamente, mas agora com ar de dever cumprido.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Homem Cinderela e Cidade de Ladrões

Meus amigos, nesta tarde li os livros“Homem Cinderela”  Jeremy Schaap e “Cidade de Ladrões” de David Benioff.
O primeiro livro, “Homem Cinderela”,  revela a biografia  do lutador, James J. Braddock,  apelidado de Homem Cinderela. James  foi um rapaz que conseguiu superar as dificuldade que apareceram em seu caminho com muito esforço. Não era uma pessoa de classe alta, o que conquistava em sua vida pessoal e comercial era através de sua garra, garra esta que deu a ele uma oportunidade de crescer na vida, e foi aproveitada.
A vida mostrou-lhe o boxe, certamente seu destino já estava traçado, pois qualquer pessoa que  visse lutar num simples treino ou em uma luta  se surpreendia, pois não era comum alguém com tão pouco tempo de boxe, pudesse ter adquirido a capacidade de nocautear adversários , na categoria peso-leve, sem grandes dificuldades criando com isso uma espécie de fenômeno.  James se destacou e recebeu o apelido de Homem Cinderela , foi na categoria de meio-pesados, onde enfrentou  lutadores que assistia pela televisão,quando era ainda aprendiz. Ele admirava a técnica destes lutadores e agora, como lutador, teria que enfrentar seus idolos e suas técnicas para ser um vencedor. 
No inicio de cada luta, James, sentias apreensivo, mas esta sensação acabava tão logo o combate se iniciava. Este apreensão era transformada em força, que permitia a o Homem Cinderela derrotar todos seus oponentes.
Realmente foi fantástica toda sua carreira de herói americano, um lutador espetacular.

O livro “Cidade de Ladrões”,  relata a historia de dois prisioneiro de guerra que tiveram que lutar pela suas vidas num desafio inusitado: conseguir uma duzia de ovos para serem utilizados no bolo do casamento da Princesa da Russia. O autor relata a história de dois jovens Lev Deniov e Koyla, presos numa prisão russa, na cidade de Leningrado, por ocasião do cerco dos alemães, durante a Invasão do Exercito Alemão à Russia.
 Lev, um alemão tímido e sem muitos amigos,  teria sido preso pelo exercito russo por  não respeitar o toque de recolher, o que na época era considerado um crime gravíssimo. Na prisão conhece Koyla,  uma pessoa extrovertido, carismático,  acusado de abandonar a frente russa durante as batalhas.
Ambos são incumbidos pelo comandante da prisão conseguir ovos para o bolo de casamento da Princesa da Russia, sob pena de não conseguir, serem executados e dai o livro se desenrola, contando a angustia, o sofrimento de um povo sofrido pela guerra, onde um simples ovo era um tesouro muito valioso.
Uma bela trama, onde o autor pode mostrar que  desafios simples como conseguir ovos, nos dias de hoje, foi transformado numa missão bastante árdua, que precisou de muita coragem, sabedoria e amizade para conseguir. A vitória da missão resultou na liberdade de ambos, condicionado a continuarem ajudando o exercito russo na luta contra os alemães.
Uma linda historia!

 Ambos os livros são ótimos, cada um com seu estilo, mas  são muito bem escritos, recomendo a todos.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Política e Bullying

Amigos, hoje li 2 livros de temas totalmente diferentes, são eles “Pornopolítica” de Arnaldo Jabor e “Pedagogia da Amizade” de Gabriel Chalita.

O livro do comentárista da rede Globo, Arnaldo Jabor, escreve uma obra sobre a área que ele domina, política, neste livro ele compara todo amor da nação brasileira com a ‘pornografia’ do governo nacional. Por que ‘pornografia’? Esta é a resposta que o autor tenta nos explicar em toda a obra.

A resposta segundo Arnaldo é bem simples, o termo ‘pornografia’ primeiramente nos leva a pensar em alguma sacanagem, o que de fato aconteceu em todos os governos já passados pelo Brasil, sacanagem é os altos impostos pagos pela população, o número expressivo de desemprego, falta de trabalhos para a sociedade, o forte índice de pobreza, entre outros, também lembramos ao ouvir a palavra ‘pornografia’ do termo ‘besteira’ e a principal são as inúmeras promessas feitas por candidatos há Deputado Estadual e Federal, Governador, Senador e Presidente, promessas estas que a maioria dos eleitos não cumpre, pois utilizam o artefato de não ter o dinheiro necessário.


Já o livro de um dos membros da Academia Paulista de Letras, Gabriel Chalita, nos mostra um tipo de agressão verbal, em muitos casos pode se tornar pior do que a física, esta humilhação é chamada de Bullying, acredito que todos já escutaram esta palavra, mas poucos sabem o que realmente significa. Bullying segundo Gabriel é uma forma de o agressor mostrar superioridade a sua vítima, este desejo de mandar quase sempre vem de algum fato que ocorre ou já aconteceu com quem pratica este tipo de atitude, isto tende a crescer cada vez mais porque como já dito anteriormente o agressor geralmente um dia de sua vida sofreu o Bullying, então se pararmos para pensar veremos que essas vítimas de hoje provavelmente queiram fazer outros sofrerem igual a ele.

Ambos os livros são ótimos, recomendo a todos, pois são livros que nos fazem repensar todos nossos princípios e conceitos.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Capitães de Areia


Meus amigos, hoje li um dos clássicos da literatura brasileira, "Capitães de Areia" de Jorge Amado, um dos escritores mais influentes na história literária do Brasil, no século XX.
Esta obra é um romance que nos mostra como sobrevive a população realmente pobre, na Bahia, então Jorge Amado para nos transmitir toda esta idéia de vida a um grupo de garotos, os Capitães de Areia, esta pequena 'tribo' era composta inicialmente por quatro integrantes, Pedro Bala que sempre foi o líder desse grupo e como prova de toda sua coragem tinha um cicatriz de navalha que atravessava todo seu rosto, Pirulito era representado pelo seus forte grau de religiosidade fazendo-o rezar todas as noites pedindo para que Deus livrasse ele de todos seus pecados, Professor era o unico letrado de todo o grupo e por isso sempre foi o mais sensato nas decisões e o sedutor Gato que obteve este apelido por ter a facilidade de conquistar qualquer pessoa.
Estes eram os quatro componentes deste grupo de baianos, procurados pelas polícia, pelo fato de serem pessoas que por não ter o que comer, vestir, beber, entre outros, tinham que roubar carteiras, dar golpes em pessoas mais bem sucedidas, esta era a vida dos Capitães de Areia e de seu líder Pedro Bala.
Certamente ninguém gostava desses garotos, mais como em todo o mundo sempre existe uma excessão chamada Dora, uma garota capaz de qualquer negócio para fazer para da 'tribo' Capitães de Areia, a principio Pedro Bala já com novos integrantes como João Grande, Boa-Vida e Sem pernas, não aceitou a presença de uma mulher no grupo, pois pensava que as mulheres fossem inferiores aos homens, então Dora com toda sua garra começou a mostrar ao chefe do grupo que tinha condições de ser a única senhorita dentro dos Capitães de Areia.
Estava formada uma nova tropa agora composta por Pedro Bala, Pirulito, Professor, Gato, João Grande, Boa-Vida, Sem Pernas e Dora, tropa esta que iria sofrer, principalmente no momento em que Pedro Bala fosse preso, levando Dora a uma depressão que há coloca em uma cama de hospital na espera do seu grande amor Pedro, que fugiria da prisão atrás de sua paixão Dora. Foi até o hospital, lá estava ela com febre e realmente destruida, mas ao ver Pedro levantou-se como se o mau estar tivesse acabado, toda esta felicidade durou pouco eram as ultimas horas de vida da amada guerreira e apaixonada Dora.
E assim foi se acabando o grupo Capitães de Areia, os garotos foram tomando juizo e resolveram estudar e ser alguém nesta longa vida que teriam pela frente, e Pedro Bala seguiu sua vida mas sem nunca esquecer de seu grande e verdadeiro amor, Dora.
Um livro fantástico por toda sua emoção e toda sua critica social, recomendo a todos.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Papoulas Vermelhas


Amigos, hoje li "Papoulas Vermelhas" de Alai, autor que apesar de não conhecer todos seus livros conseguimos identificar toda sua técnica para prender e emocionar o leitor.
Este  livro revela as histórias de um povo sofrido, que ainda luta por independência, mas sempre fiel a sua religião. O autor nos mostra todos estes fatos através da família Maichi, com o seu chefe poderoso, sua esposa Han, seu filho mais velho e mais novo. Clã é um garoto que pelo simples fato de ser o caçula sempre foi considerados pela família e sociedade como um idiota, o que ninguém imaginava é que este ser conquistaria a 'fama' de jovem Mestre, o único capaz de acabar com o mito de que o Tibete era uma terra habitada somente por monges, mostrando ao  mundo toda riqueza tibetana, toda a cultura daquele povo, visto por muitos uma população isolada. Por exemplo a China , que apesar de pedidos e até invasões, não cedem a independência para este povo tranquilo e incapaz de fazer algum mal para qualquer raça.
Realmente um livro que consegue nos passar toda essa cultura tibetana, e principalmente nos ensinar que estes monges são pessoas altamente religiosas mas que sempre presam pelo respeito e pela confraternização de todas as religiões, católica, evangélica, espirita, entre outras. "Papoulas Vermelhas" é um livro extraordinário, principalmente nas partes em que o livro nos transmite emoção, por exemplo, toda 'luta' do corajoso Clã em sua maneira de mostrar ao mundo que é o Tibete.
Recomendo a todos que queiram saber um pouco mais sobre tudo que ocorre neste planeta Terra e também sobre quem habita nele.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Diversidade Literária

Meus amigos, hoje resolvi ler três livros, "Filha Mãe Avó e Puta" da autora Gabriela Leite, "Correndo com Tesouras" de Augusten Burroughs, e "Urupês" de um dos melhores escritores brasileiros Monteiro Lobato. O primeiro livro, obra de Gabriela Leite, retrata a vida de uma mulher que quando cursava filosofia em uma das faculdades mais prestigiadas do Brasil, a USP, também trabalhava como secretária para conseguir sustentar sua família. Vendo que o salário não era suficiente resolveu se prostituir, montou um bordel, deixou que fizessem de tudo com seu corpo, mas sempre rezou para que sua filha não seguisse a mesma direção, situação que não ocorreu, sua filha tornou-se uma mulher decente, casou-se, e teve uma filha. O livro mostra que apesar daquela filha, mãe e avó ter se perdido no lado da prostituição, seu principal intuito era ajudar a família.
O segundo livro, obra de Augusten Burroughs, nos revela através do humor como que a infância de um homem pode afetar o decorrer de sua vida, o mais engraçado de todos o fatos é saber que tudo aquilo ocorreu com o próprio autor, e apenas pela forma de escrever o leitor consegue ter a sensibilidade de perceber como toda essa loucura da família realmente modifica o ser humano.
Já o terceiro livro, de Monteiro Lobato, narra os acontecimentos com nosso povo, as diversas histórias contadas por caipiras e índios, realmente é um livro que teve a capacidade de mostrar para o mundo como somos, como surgimos e como vivemos, mostrou nossas diversidades, raciais e culturais. E como ilustre personagem, Monteiro Lobato deu vida a Jecá Tatu, caboclo brasileiro responsável por nos mostrar este pais lindo em que vivemos.
Recomendo todos os livros, "Filha Mãe Avó e Puta" indico para os leitores que gostem de ver a luta de uma senhora para ajudar sua família, "Correndo com Tesouras" para quem goste de relaxar e se divertir com o livro, "Urupês" recomendo para as pessoas que se interresem por saber um pouco mais do nosso pais, nossas culturas e nossas raças.