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domingo, 29 de maio de 2011

O Menino do Pijama Listrado



Tenho publicado no blog vários resumos falando sobre o holocausto, com certeza, a maior tragédia a humanidade. Milhões de pessoas perderam suas vidas e milhares de sobreviventes perderam mais que suas vidas, perderam suas famílias, suas historias e restaram sofrimentos. A ultima publicação sobre este assunto que fiz foi a “Lista de Schindler”, um livro que conta uma historia real de milhares de pessoas que conseguiram passar vivos pela Segunda Guerra Mundial, levando junto uma historia que poderia ser publicada por qualquer editora do mundo que seria um enorme sucesso. O tema holocausto, embora este episódio tenha acontecido a mais de 60 anos, ainda permanece presente na memória de todos, dos que viveram este período, que infelizmente, já estão na sua grande maioria morrendo, e dos que estão chegando agora, que querem conhecer este triste episódio da humanidade.
Na resenha que vou publicar hoje, vou comentar sobre uma historia que poderia realmente ter acontecido, mas como a historia talvez não tenha este registro, creio que o drama se desenrolou através da criação de John Boyne, autor irlandês, que brilhantemente escreveu o livro “O Menino do Pijama Listrado”. Este autor também publicou mais 6 romances e foi ganhador de dois “Irish Book Awards”, o maior premio editorial da Irlanda e também foi finalista do British Book Awards, um premio idealizado pelo jornal britânico Publishing News.
O livro, que teve sua historia transformada em filme, retrata a história de Bruno, um garoto de 9 anos de idade, nascido em Berlim, filho de um oficial alemão. Ele vivia uma vida tranqüila com seus pais, sua irmã e sempre cercado pelos seus melhores amigos.  Devido ao trabalho de seu pai, um guarda alemão, que fora transferido para Polônia, para trabalhar no campo de concentração Haja-Vista, um lugar feio, pequeno e muito sujo, Bruno teve sua vida totalmente transformada.
O local onde foi morar era isolado e Bruno não tinha amigos e nem com que brincar e sem saber nada do que estava acontecendo, Bruno tenta convencer seu pai a voltar para Berlim e continuar com a vida anterior a mudança, mas em época de guerra as tentativas de Bruno eram impossíveis de serem atendidas.

Bruno que sempre foi um garoto alegre e divertido, agora se transformara em um menino quieto e insatisfeito. Nem a companhia de sua irmã o agradava. Ele passava o tempo todo dentro de casa, não gostava de sair e ver a cidade feia e esquisita, onde morava.
Certa vez Bruno, angustiado por estar solitário, resolve explorar um lado de sua casa, que fora proibido pelo seu pai.  Bruno, quando passa pelo portão que dava acesso ao “terreno proibido”, encontra logo depois um enorme campo de concentração, onde por acaso, ele encontra Shmuel do outro lado de uma enorme cerca, junto com centenas de prisioneiros judeus. Ali começava uma grande amizade e uma grande tragédia.

Shmuel era um garoto de também 09 anos, filho de prisioneiros que aguardavam suas execuções, embora não soubessem e a exemplo de Bruno, também se sentia solitário por permanecer num campo de concentração cercado de adultos e não outros amigos para brincar. Havia, entretanto, um grande problema na amizade dos dois meninos: Bruno era filho de um soldado alemão, enquanto Shmuel era filho de judeu, portanto, a amizade dos dois era proibida,
Mesmo sendo proibida, a amizade de Bruno e Shmuel, ficava cada vez mais forte e intensa. Mesmo separados pela cerca, passavam horas e horas conversando e se divertindo com as curiosidades de Shmuel sobre Berlim, e a de Bruno sobre a Polônia. Este e vários outros assuntos cada vez mais apertavam os laços de amizade entre os dois.
Shmuel como prisioneiro de guerra, como modo de identificação dos judeus, usava uma roupa listrada em azul em escuro e claro, o que mais parecia um pijama qualquer e era a forma dos guardas alemães saberem quem era judeu e quem era alemão.
Mas devido à curiosidade que caracteriza toda criança, Bruno queria saber para que servia aquele ‘pijama’. Então Shmuel disse que arranjaria um ‘pijama’ daqueles para Bruno, o que acabou acontecendo.
Já vestido com um pijama listrado, Bruno conseguiu passar por baixo da cerca e ficar do outro lado, com Shmuel, e ficaram muito felizes, agora poderiam brincar a vontade e a todo o momento.

Essa felicidade durou pouco, pois quando Shmuel pediu ao Bruno que o ajudasse a procurar seu avô, no campo de concentração, e depois de vasculharem diversos locais, acabaram sendo conduzidos para dentro de um enorme galpão, que na realidade era uma câmara de gás, Eles não sabiam o que era aquilo, mas ao verem aquelas inúmeras pessoas tumultuadas, consideram a possibilidade de que o avô de Shmuel poderia estar lá.
Gritando pelo avô, os meninos circulavam entre a multidão confinada dentro do galpão quando a porta da câmara se fechou e dos chuveiros localizados no teto barracão, saia o gás que matou todo aquele povo, inclusive Bruno e Shmuel.

É realmente um grande livro, uma historia comovente que vale a pena ser lido.

Recomendo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

A CIDADE E AS SERRAS



 “A Cidade e as Serras” foi publicado em 1901, um ano depois da morte de Eça de Queiroz, escritor extraordinário que representa muito para a história de Portugal. Foi ele que implantou o Realismo, trazendo assim uma nova escola literária para Portugal, berço de muitos dos melhores escritores do mundo da época.

O livro conta a história de Jacinto,  um rapaz riquíssimo, que vivia numa maravilhosa mansão, nos Campos Elíseos 202 em Paris.  Esta propriedade primeiro pertencera a seu avô, depois ela foi passada ao seu pai, e assim sucessivamente.  Jacinto tinha como seus grandes amigos Zé Fernandes e o negro Grilo. Ele acreditava que o homem só é feliz quando é bem civilizado, sendo assim, abominava a vida no campo, amava e glorificava a cidade e seu ritmo. Seu amigo, Zé Fernandes, chamado pelo seu tio, parte para Guiães, na casa de seus parentes nas serras e Jacinto lamentou pelo amigo e assim ficaram separados por sete anos.
Quando da sua chegada, Zé Fernandes, encontrou o amigo Jacinto abatido e tomado pelo tédio de viver em uma mansão e ter uma vida cheia de “civilização”. Jacinto estava cansado de elevador, milhares de volumes de livros, abotoadores de sirolas, relógio com o horário de todas as capitais do mundo e as órbitas dos planetas. A vida seguia em meio a todas essas modernidades.
Em certa ocasião Jacinto recebeu uma carta que informava que o local em Tormes onde estavam enterrados seus avôs e o resto da família havia desmoronado e Jacinto ordenou a construção de um novo local para colocar os mortos.
A vida de Jacinto, no seu dia a dia estava cada vez mais enfadonha. Ele aquela vida, os bailes, como era realizados para o Grão Duque, já não o satisfaziam mais e os passeios que faziam aos bosques da região também não.
Foi então que ele anunciou sua partida para o campo, com a intenção de presenciar a cerimônia em homenagem aos seus familiares com a construção do novo mausoléu feito para seus antepassados. Para atender suas necessidades de civilização, a casa foi preparada para atendê-lo e vários artefatos foram enviados às serras onde a fazenda se localizava
. Partiu em abril e junto com ele José Fernandes e Grilo. Depois de uma longa jornada, chegaram a Tormes, no entanto nada estava pronto nem mesmo a chegada deles era esperada e para piorar a situação suas malas haviam sido perdidas, mesmo assim instalaram-se na fazenda.
No dia seguinte José Fernandes foi pra Guiães, que era a fazenda vizinha e com o propósito de mandar algumas roupas para Jacinto para que pudesse embarcar de volta , mas Jacinto resolve se instalar na fazenda e não ir embora e passou a reformá-la totalmente.
Quando chegou o dia da cerimônia do reenterro dos mortos, Jacinto veio saber que na verdade nenhum deles era seu parente. Foi um choque para Jacinto, mas sem poder fazer nada, resolve seguir a vida.
Jacinto passou a viver na fazenda, mas com certa mordomia, mas nada se comparando as modernidades que tinha em Paris.
Instalara-se de tal forma que planejou a criação de rebanhos destinados à queijaria que queria construir, mas desistiu do projeto e acabou mesmo foi fazendo uma reforma diferenciada, podia se dizer que foi uma reforma caridosa.
Construiu novas casas para os trabalhadores da fazenda e aumentou os seus salários. Planejou a construção de uma farmácia, uma biblioteca e uma creche, e com isso tornou-se popular entre a população dali.
No aniversário do seu amigo José Fernandes, Jacinto foi para Guiães onde seria realizado  um pequeno baile em comemoração a data. A festa foi meio tensa por que muitos achavam que Jacinto participava do Miguelismo, um partido político absolutista e de extrema direita.
No dia seguinte à festa José Fernandes levou Jacinto até a fazenda do pai de sua prima Joana, a quem ele queria apresentar na festa, mas não pode, pois a moça não havia comparecido, pois seu pai estava com um furúnculo e precisava dela. Conheceram-se e depois de cinco meses se casaram.
Daí nasceu dois filhos Terezinha e Jacinto.
Depois de casado, Jacinto passou a morar em definitivo na fazenda e por muitas vezes quis levar a família para conhecer Paris, mas a viagem era sempre adiada pelos mais diversos motivos. Assim o tempo passava, na casa da fazenda, onde , notava-se uma presença maior de modernidades, mas nada exagerado.
José Fernandes, seu amigo, então voltou a Paris, mas não por muito tempo, pois logo que chegou viu como era horrorosa e desagradável a capital francesa. Ele chegou a encontrar com diversos amigos, que permitiu que ele notasse que na havia mudado e que a rotina de outrora continuava a mesma. Ele volta então às serras, e fica junto com Jacinto e sua família. 

Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Mulher, Companheira, Avó!

´Minha querida AVÓ

Meus amigos, hoje vou novamente sair da minha linha de publicações e vou prestar uma homenagem a minha querida avò Zezé, que na data de hoje completa 60 anos. Quero deixar registrada nesta mensagem todo o meu carinho, meu amor e meu agradecimento por tudo que ela tem feito por nos. Ela é uma pessoa maravilhosa e merece toda a felicidade do mundo.
Espero que gostem. Foi escrito com muito amor.

 Parte 1 – Contada pelo meu avô

Em fevereiro de 1969 foi quando conheci a mulher que resolveu cuidar de mim e mudar minha vida. Junto com um grupo de amigos fomos à cidade de Porto Ferreira em uma Kombi velhinha, com o propósito de arrumar uma namorada.  Era normal naquela época onde as opções de divertimento eram raras e caras, os rapazes irem às cidades vizinhas a procura de diversões, como quermesses, bailes, coisas do gênero.  Havia uma grande dose de inocência, mas era também muito divertido.
Às vezes, a chegada de um grupo de jovens numa cidade pequena, como aconteceu comigo quando conheci minha esposa Maria José, nem sempre era bem recebida pelos jovens locais, e inúmeras vezes houve brigas entre visitantes e locais.  O propósito era sempre o mesmo: causar boa impressão as mulheres da localidade visitada. Foi uma boa época.
Pois bem, conheci a Zezé na praça central de Porto Ferreira, que era o "point” da moçada da época. Após um flerte que durou quase uma hora, me enchi de coragem e fui lá, instigado pelos amigos, conhecê-la.  Uma conversa aqui, outra conversa ali, pronto, saiu o convite: posso te acompanhar até sua casa? E a clássica resposta: não sei! Acabamos de nos conhecer, etc., mas por fim, a concordância. Aquela caminhada seria o inicio de uma jornada de mais de 40 anos juntos. Lamento não saber o dia exato deste encontro, mas sei que este dia mudou minha vida para sempre.


O casamento de 04 de dezembro de 1971
Casamos em dezembro de 1971 e deste casamento nasceram nossos filhos Evandro, Fernando e Maria Fernanda e deles nossos netos Sabrina, Ana Lygia, Juninho, Victor, Luisinho, Murilo, Nathalia e Camila (in memória).
O que pode parecer fácil hoje, nem sempre foi assim, Zezé veio de uma família pobre, de pessoas simples, mas honradas, onde seu Tonico e D.Maria lutaram muito para criar uma família numerosa. Foram 10 filhos.
Hoje, quando a Zezé chega ao Clube dos 60, até nisso ela é minha companheira, pois ingressei neste clube a menos de 01 mês e ela, pra não me deixar sozinho, deu um jeitinho e entrou também, com certeza não vai deixar de lembrar alguns momentos de nossas vidas que ficaram marcadas para sempre, como:
  •  O almoço que decidimos nos casar e ela me comprou o terno. Nem pra isso eu tinha dinheiro.
  •  O porre que eu tomei no dia do casamento. A festa estava tão boa que  acabamos  perdendo o trem para Colina, onde seria nossa viagem de núpcias.
  •  A noite de núpcias na casa da Claudete. Inesquecível, mas ninguém merece. Era uma casa pequena, sem forro, sem porta, somente uma cortina separava o quarto da sala, onde dormia a familia da Claudete.
  •  O nascimento do nosso filho Evandro
  •  O roubo da nossa vitrolinha e todos os discos infantis
  •  A construção da nossa casa, que fizemos sozinho. A casa era pequena e era a única do quarteirão;
  •  O nascimento do nosso filho Fernando
  •  O primeiro carro. Um TL azul. Fomos até Aparecida do Norte com ele
  •  O nascimento da nossa filha Maria Fernanda
  •  O primeiro bom emprego - Concrebrás
  •  A mudança para Sorocaba
  •  A mudança para Descalvado
  •  À volta para nossa primeira casa, agora reconstruída e com vizinhos
  •  O casamento dos nossos filhos
  •  O nascimento de cada neto
Enfim, se fosse enumerar, certamente o numero de boas lembranças seria muito maior, mas com certeza, a Zezé sabera contar estas e outras boas historias que passamos juntos. 
Nesta singela homenagem, que é muito mais que isso, quero reafirmar minha alegria em te-la conhecido, de te-la como companheira e o reconhecimento de ter realmente encontrado a pessoa certa, a pessoa que é o elo mais forte da família. Ela é a grande mãe, a avó adorada e a esposa dedicada.
Espero que um dia possamos compensar todo este amor que ela nos dedica.
Obrigado por tudo
.

Parte 2 – Fatos que vivenciei

Eu,  e com certeza minha irmã, Ana Lygia, podemos afirmar que os momentos em que passamos com a minha avó foram e serão sempre mais divertidos, pela sua alegria contagiante, pela sua maneira de nos tratar, com carinho, atenção, sempre a disposição para o que der e vier, mantendo-se ao nosso lado mesmo nos momentos em que estamos errados. Esta é minha querida avó.
Desde criança eu, minha irmã e meus primos, passávamos fins de semana na casa de minha avó, fazíamos uma grande bagunça. Mas teve alguns momentos que ficaram marcados em minha vida e estes são algumas provas de tudo que disse acima.
Por exemplo, muitas vezes durante o almoço de domingo, dia que se reunia toda a família , eu ou minha irmã acabava largando um pouco de comida no prato, e como todo o pai que se preocupa com o filho, o meu falava para comermos tudo  e como já estavamos satisfeitos falávamos pra minha avó: “Vó, não estou mais agüentando, já estou cheio” e ela sem hesitar pegava o garfo e faca e comia, ou dava para meu primo Victor, sem que meu pai visse, é claro, sempre com o objetivo de nos ajudar.
Outro acontecimento que sempre ficara guardado em minha memória, foi quando meus avos decidiram levar todos os netos para uma viagem a Caldas Novas. Esta foi a viagem que melhor posso resumir toda atenção que minha avó tinha conosco, mantendo-nos longe dos perigos e unidos sempre com muita alegria. Ela não conseguia se divertir se não estivesse com todos os netos a vista e olha que na epoca estavamos em 05 crianças e eu era o caçula da turma e tinha no máximo 06 aninhos.
Estes são alguns fatos que resumem bem o que minha avó significa para mim, companheira, amiga, alegre, responsável e querida, as cinco virtudes que levam a pessoa a ser adorada e amada por todos, “o que é o seu caso Vó”.
Agora estou na adolescência e morando cerca de 200Km de distancia, mas a distancia não significa que não estamos mais unidos. Praticamente nos encontramos quase todo fim de semana e espero que continue assim, pois quando minha avó vem nos  visitar  a alegria toma conta de nós e enquanto ela não chega ficamos ansiosos e então fazemos a pergunta de sempre aos meus pais: “Que horas que a vó vai chegar?”. É só tocar a campainha que corremos para atender na esperança de ser ela,  e as vezes, podemos até  não demonstrar, mas a felicidade e o prazer de estar ao seu lado parece que não cabe no corpo, é muito maior.
Minha avó com meus pais e minha irmâ Ana, no aniversário do meu avô
“Vó, obrigado por ser esta pessoa tão legal comigo, tanto nas horas de festejar com nas minhas conquistas, quanto nas horas de lamentar os meus fracassos, obrigado por tudo. Saiba que o orgulho que tenho de ser seu neto, é algo inexplicável. Obrigado por ser a minha Vô”
Luisinho

segunda-feira, 16 de maio de 2011

A Lista de Schindler


Na década de 30, o mundo conheceu uma das ideologias mais violentas que já se teve notícia no mundo: o nazismo. Idealizado pelo austríaco Adolf Hitler, o nazismo era um movimento antidemocrático que visava conter o avanço comunista (decorrente da vitória socialista na Revolução Russa) e reerguer a Alemanha, após sua derrota na Primeira Guerra Mundial. Através dessas propostas, o nazismo ganhou força, conquistando milhares de alemães. Mas, no decorrer de sua atividade, o nazismo foi mostrando realmente seu objetivo: erradicar judeus, comunistas, homossexuais, entre outros que poderiam colocar em risco o objetivo principal de seu doente líder: a supremacia da raça ariana.
Hitler perseguia os judeus com a justificativa de que eles foram responsáveis pela derrota alemã na Segunda Guerra. Além dos judeus, foram perseguidos homossexuais, comunistas, negros, testemunhas de Jeová, deficientes e opositores à ideologia nazista. Para abrigar todos os prisioneiros do regime, foram construídos campos de concentração onde os prisioneiros eram torturados, humilhados e mortos. As condições eram péssimas, alguns prisioneiros morriam de fome ou de doenças adquiridas no local. A execução se dava através de fuzilamento ou câmara de gás. O mundo assistia a essas execuções de forma neutra. Hitler, livre para matar, ordenou a aniquilação de mais de sete milhões de pessoas, inaugurando o Holocausto.
O campo de concentração mais conhecido é o de Auschwitz, na Polônia. Possuía várias câmaras de gás e fornos crematórios, onde os corpos eram incinerados. Sobreviventes do Holocausto dizem que uma fumaça negra pairava sobre o campo e o cheiro de morte tomava conta do local. Em 1945, a Segunda Guerra chegava ao final. Hitler, derrotado, suicidou-se, assim como sua esposa. Os campos de concentração foram desmantelados e os presos liberados. O mais famoso, Auschwitz, foi libertado por meio da operação militar Vistola-Oder, realizada em janeiro de 1945 pelo exército soviético.
“A Lista de Schindler” do autor australiano Thomas Keneally, retrata a história de Oskar Schindler que vivenciou todo o Holocausto, período que marcou toda a história mundial. 
Oskar Schindler, um antigo militar polonês, bem relacionado com a SS, progride rapidamente nos negócios ao se apropriar de uma fábrica de panelas, após o decreto que proibia aos judeus serem proprietários de negócios.
Oskar Schindler nasceu em 28 de abril de 1908 em Zwittau na Morávia. Filho de um industrial bastante rico, ele cresceu numa família muito religiosa.
A sua família de classe média católica pertencia à comunidade que falava alemão nos Sudetos. O jovem Schindler, que estudava engenharia, esperava ser algum dia igual ao seu pai e tomar conta da fábrica de máquinas agrícolas. Casou-se aos dezenove anos com Emilie Schindler depois de seis anos de namoro. Logo após, Schindler tornou-se alcoólico e começou a trair a sua mulher, tendo resultado no nascimento de duas crianças de outra mulher. 
Alguns dos colegas e vizinhos amigos de Schindler eram judeus, mas ele não estabeleceu nenhuma amizade íntima e duradoura com nenhum deles. Tal como muitos dos jovens que falavam alemão dos Sudetos, ele inscreveu-se no partido alemão Konrad Henlein’s Sudeten,  e mais tarde no partido nazista, depois da anexação alemã dos Sudetos em 1938.
Schindler ficou desempregado quando os seus pais perderam o respectivo negócio durante a grande depressão, tendo ido para Cracóvia, na Polônia, onde encontrou emprego como vendedor de máquinas.
Pouco depois do inicio da guerra em Setembro de 1939, Schindler com 31 anos de idade foi para a ocupada Cracóvia. A cidade continha cerca de 60.000 judeus e sob a administração alemã, a Generalgouvernement, provou ser muito atrativa para os empresários alemães, que desejavam capitalizar as adversidades existentes no país ocupado.
Com muita naturalidade, Schindler apareceu, a principio, para alcançar algum sucesso por aqueles lados. Em Outubro de 1939, apropriou-se de uma fábrica até então de propriedade  de um judeu. Como resultado de algumas manobras — através o conselho comercial de um contabilista judeu polonês, Itzhak Stern, Schindler começou a construir a sua própria fortuna.
Em Zablocie, arredores de Cracóvia, uma pequena fábrica de equipamento de cozinha para o exército alemão começou a crescer. Em apenas três meses, a fábrica já empregava cerca de 250 polonês, incluindo sete judeus. No final de 1942, a fábrica expandiu-se para a produção de munições, ocupando cerca de 45.000 m² e empregando quase 800 homens e mulheres. Destes, 370 eram judeus do gueto de Cracóvia, estabelecido pelos alemães depois de terem entrado na cidade.
Desde cedo que Schindler adotou um estilo de vida extravagante, divertindo-se à noite na companhia de altos oficiais das SS, e na companhia de uma mulher polonesa bastante bonita. Até certa altura dos acontecimentos, o que o colocou longe dos benefícios da guerra foi o tratamento humano para com os seus trabalhadores, nomeadamente para com os judeus.

Schindler se valeu de sua fortuna crescente para "comprar" membros da Gestapo e dos altos escalões nazistas com bebida, mulheres e produtos do mercado negro. Seu afiado senso de oportunidade o levou a contratar Itzhak Stern,um contador judeu, mais barato do que um profissional polonês. Com o argumento de que os trabalhadores judeus representavam uma lucratividade maior para o negócio, Itzhak Stern convenceu Schindler a fazer destes 100% da força de trabalho empregada em sua fábrica. Com o tempo, famílias judias passaram a trocar suas reservas financeiras por postos de trabalho, permitindo que os negócios crescessem ainda mais.
A guerra ganhou proporções maiores e Hitler lançou a campanha de "Solução Final", que acabava definitivamente com os guetos, transferindo toda a população judia para os campos de concentração e assim executando todos.
Amon Goeth foi o comandante de um desses campos e um dos amigos mais próximos que Schindler teve entre os oficiais da Gestapo. Quando os trabalhadores de sua fábrica começaram a ser transportados para o campo de Plaszóvia, depois de muita negociação Schindler convenceu Goeth a colocá-los num ambiente separado dos outros, um lugar onde ficassem mais protegidos.
Em maio 1940, os alemães começaram a expulsar os judeus de Cracóvia para o campo vizinho. Em março de 1941, a maioria dos judeus havia sido enviada para o campo. Somente  15.000  judeus ainda estavam em Cracóvia.  Os alemães requisitaram o estabelecimento de um gueto, situado em Podgorze, no sul de Cracóvia, melhor que em Kazimierz, o quarteirão judeu tradicional da cidade e neste espaço foram concentrados os judeus restantes de Cracóvia.  Quase 20.000 judeus foram confinados neste local que foi cercado por arame farpado e por um muro de pedra. Bondes viajavam através do gueto mas não faziam nenhuma parada lá dentro.
Os alemães estabeleceram diversas fábricas dentro do gueto, entre elas a Optima e as fábricas de Madritsch, onde judeus eram usados para trabalho forçado. Centenas de judeus também foram empregados em fábricas e projetos de trabalho forçado fora do gueto.
Em março de 1942, os alemães prenderam aproximadamente 50 intelectuais no gueto e deportaram eles para o campo de extermínio de Auschwitz-Birkenau. Na segunda metade de 1942, os alemães deportaram por volta de 13.000 pessoas do gueto. Durante as deportações, Plac Zgody e a fábrica Optima foram os pontos de conjunto principal. A maioria dos deportados foram enviados pra o campo de extermínio de Belzec. Alguns foram enviados para Auschwitz, que estava a apenas 64 Km de Cracóvia. Centenas de pessoas foram executadas durante as deportações do gueto.
Em março de 1943, os alemães destruíram o gueto de Cracóvia. Mais de 2.000 pessoas foram deportadas para Auschwitz-Birkenau e assassinadas. O resto da população do gueto foi deportada para o campo de Plaszóvia. 
Numa determinada noite, passando perto de um dos parques de Cracóvia, Schindler assistiu à invasão do gueto da cidade. Dias mais tarde, ele acompanhou uma ida de Goeth ao campo de concentração e assistiu às instruções que este recebeu para cremar os cadáveres dos mortos no massacre do gueto.
Schindler e o contador passaram a noite a digitar os nomes das famílias que seriam transportadas para a Tchecoslováquia ao invés de irem para Auschwitz. Para cada um dos 1.100 nomes que comporiam a lista, Schindler viria a pagar um boa soma de dinheiro a Goeth, que tomaria as medidas necessárias para o que o desvio de rota fosse bem sucedido.
Schindler fundou a fábrica de utensílios de cozinha Emalia para enriquecer com a guerra. Nela empregou entre 1939 e 1944 muitas centenas de judeus. Eram a sua força de trabalho, empregados especializados, mesmo que não o fossem, não deixavam de ser escravos. Pensou, durante algum tempo, que bastava aos seus judeus e aos outros manterem-se saudáveis para chegarem ao fim da guerra vivos. Percebeu que não, depois percebeu que iam morrer todos e usou a fortuna que ganhara com eles para salvar alguns. Mais de mil. Schindler escreveu os seus nomes numa lista e deu-lhes vida.
“A lista de Schindler” sem duvida um livro fantástico que procura resumir o que foi o Holocausto visto por dentro dele. Thomas Keneally se mostrou um autor extraordinário.
Recomendo a todos.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

QUERIDO JOHN


Hoje resolvi escrever sobre o livro “Querido John” que um dos maiores sucessos editoriais do momento. Seu autor Nicholas Sparks reside hoje na Carolina do Norte com a esposa e cinco filhos e já conseguiu muito sucesso com seu primeiro livro “Diário de Uma Paixão”. Seus livros já foram transformados em filmes, todos  alcançando grande sucesso.

O livro Querido John conta a historia de John Tyree, que para abrir novos horizontes para sua vida ingressa nas Forças Armadas, depois de uma longa e difícil convivência com o pai, um sujeito retraído, cuja única paixão era seu amor por uma coleção de moedas, que havia iniciado com seu pai.
Depois de passar um longo período prestando serviços a Forças Armadas, John vem passar sua primeira licença em visita ao pai, em Wilmington Num passeio que fazia à praia, ele conhece Savannah Lynn Curtis, uma linda garota que estava em companhia de amigos num deck sobre o mar e numa brincadeira de um dos colegas, tem sua bolsa arremessada ao mar e John, mergulha no mar e resgata a bolsa. Agradecida pelo feito, Savannah o convida para um churrasco, junto com seu grupo de amigos. Uma forte emoção surge entre ambos e eles não conseguem mais ficar distantes um do outro.
Depois de passarem alguns dias juntos, já apaixonados um pelo outro, John é obrigado a retornar para o Exército. Ela promete esperar sua volta, depois do término das obrigações com as Forças Armadas.
Quando já estava perto de concluir seu tempo de serviço com o Exercito, e os dois já fazendo planos para uma vida juntos, houve o atentado às Torres Gêmeas, em Nova York, em 11 de setembro de 2001, que mudou o mundo e também a vida de John e Savannah.
Com o patriotismo em alta, John renova seu tempo de trabalho na Forças Armadas e o sonho de viver com a mulher de sua vida fica adiado por mais dois anos. Ele presta serviço na Alemanha e Savannah escreve a ele constantemente e ele a ela. O amor entre eles é grande, mas a distancia e o tempo conspiram contra.

Uma certa ocasião, John recebe uma carta de Savannah terminando o relacionamento. Arrasado pela termino do relacionamento com a mulher que amava intensamente, ele se dedica ao trabalho, tentando esquecê-la e o tempo passa.
Voltando a visitar a cidade onde morava, após uma licença da Forças Armadas, ele consegue se entender com seu pai e ficam amigos até sua morte.
Com a morte do pai, John herda uma grande coleção de moedas, fruto de uma vida de privação. Ele dá instruções para que esta coleção seja guardada e parte para procurar Savannah, seu grande amor, embora agora ela já estivesse casada com Tom, um dos sujeitos que John havia conhecido e gostado muito, quando também conheceu Savannah.
Chegando a cidade onde Savannah mora, ela a encontra em uma fazenda e é recebido por ela com muita alegria. Passam alguns momentos juntos e quando ele pergunta pelo marido ela diz que ele esta muito doente, mas que o amava muito e que a doença do marido era quase incurável, mas a possibilidade de cura era muito cara e eles não tinham dinheiro para o tratamento.
Como prova de amor, John vende as moedas que seu pai havia deixado em herança e doa o dinheiro para que o marido de Savannah receba o tratamento e se cure.
Um historia comovente, de um amor muito grande e que não pode deixar de ser lido por todos aqueles que gostam de uma boa literatura.


Recomendo a todos.




Fonte de imagens: Google.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Quem Mexeu no meu Queijo?


“Quem mexeu no meu queijo” do autor Spencer Johnson, M.D., é uma obra que o leitor além de entender o mecanismo da história retratada, ele deve perceber toda a metáfora que está por trás do livro, toda a filosofia de vida apresentada na obra.
Um grupo de amigos se reúne em Chicago para conversar e contar algumas histórias. Michael, um dos participantes da reunião,  inicia a conversa com uma historia que segundo ele o teria ajudado a enfrentar os medos que a vida oferece e  sobre mudança de sua vida.
A história conta a vida dos ratinhos Hem, Haw, Scurry e Sniff que saem a procura de queijo num labirinto onde moravam. O queijo nesta obra é tido como  o que desejam da vida. Após longas caminhadas pelo labirinto eles encontram o Posto C, um local onde havia muito  queijo.
Nos dias seguintes, os ratinhos Sniff e Scurry passam a acordar de manhã e correr pelo labirinto sempre pelo mesmo caminho até o posto C. Já  Hem e Haw acordavam sem muita pressa e caminhavam lentamente em direção ao Posto C para apreciar o queijo.
Depois de um tempo, o queijo no Posto C acaba, Hem e Haw ficam extremamente decepcionados, Hem não conseguia aceitar de maneira alguma aquilo. Já Sniff que já imaginava a possibilidade de aquilo acontecer, se juntou a Scurry e juntos foram em busca de um novo queijo.
Hem e Haw continuaram visitando o Posto C durante mais uns dias com a esperança de ter o queijo de volta um dia.Depois de alguns dias Haw decide enfrentar a situação e passa a querer procurar um novo queijo no labirinto, diferente de Hem, que continuava insistindo em ficar no Posto C.
Haw prepara-se para sair do Posto C e começa uma longa jornada pelo labirinto. Enquanto isso Sniff e Scurry encontram o Posto N, onde havia muito queijo. Haw enfrenta seus medos e inseguranças dentro do labirinto e vai aprendendo com sua longa jornada até que chega ao Posto N e se encontra com os ratinhos Sniff e Scurry.

Os amigos então começam a discutir sobre a história e começam a se identificar com cada um dos personagens. Eles percebem que conhecem várias pessoas que tem medo das mudanças e não conseguem aceita-las como Hem ou  como Haw, que aprende a adaptar com o tempo; como Sniff, que prevê uma mudança e já se prepara para ela; ou como Scurry, que age imediatamente quando enfrenta uma mudança.
Apesar de toda está história, a verdadeira essência do livro esta na capacidade que Spencer Johnson, M.D.,  fazer o leitor pensar, de  o fazer refletir e assim tentar descobrir qual é o seu queijo. Muitas pessoas não sabem ainda qual é o seu queijo, ou seja, não sabe que caminho seguir na vida.
Então caros leitores, façam igual Haw, Scurry e Sniff e não se acomodem com o fácil, com o tranqüilo, procurem sempre algo novo, dinamizem a sua vida, tenham atitudes, não esperem que a vida te ajude, pelo contrario, ajudem sua vida. Corram atrás de seu queijo, descubram qual é o seu verdadeiro queijo (sonho), e o siga incansavelmente, pois só assim você obterá sucesso em sua vida.
Mas caso você queira se acomodar como Hem, que se acostumou a sempre pegar queijo no ponto C e não correr atrás de algo novo, a vida dele  ficou acomodada, parou de evoluir, mesmo com o queijo do posto C já ter acabado, ele não saiu do conforto, não foi buscar uma coisa nova para sua vida, se manteve ali, tranqüilo, sossegado, na esperança de que o queijo voltasse novamente, sem precisar de qualquer esforço.
‘Sinceramente vocês pensam que a vida dará ao Hem novamente o queijo?’, Não! A vida nunca fornecerá nada a ninguém, se você não correr atrás do que você quer, se você não batalhar pelo o que é de seu interesse, sua vida estacionará, como aconteceu com Hem.
Fica a critério de cada um decidir se prefere acomodar no que já está disponível, ou correr alguns riscos e ver que o resultado depois será gratificante.
‘Em quem vocês se espelharam, no Haw, Scurry e Sniff que lutaram pelos seus objetivos, ou no Hem que se acomodou com vida medíocre?’. A decisão esta nas mãos de cada um de vocês. Ninguém nunca irá influenciá-los, apenas te darão opções, e cabe a vocês escolher.
A grande lição que aprendemos neste livro é que seja qual for mudança na vida, devemos sempre estar preparados e se adaptar mesmo que demore um pouco. As mudanças são os grandes desafios que a vida pode dar a um homem, e talvez o mais difícil. Vivam, mudem e aprendam, estas são as palavras que melhor resume esta obra.
Um ótimo livro, em apenas 107 paginas Spencer Johnson, M.D., dá a todos o seus leitores uma grande lição de vida.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A morte de Bin Laden

Paquistanês narrou no Twitter ataque que matou Bin Laden sem saber

O grande assunto do momento, publicado em todos os jornais e revistas do mundo foi a morte de Osama Bin Laden. Numa operação de guerra do exercito americano, soldados altamente treinados, conseguiram invadir a fortaleza onde morava o lider da Al Qaeda, na cidade de Abbottabad, no Paquistão. Na invasão, segundo a imprensa especializada, houve troca de tiros e ocasionou a queda de um helicoptero que fazia parte da operação.
Osama Bin Laden foi morto com tiro na cabeça, segundo os jornais e seu corpo, para não causar o efeito "martir" foi jogado no mar. Este procedimento, bem como o ataque, embora comemorado pelos americanos, que choram ainda hoje a tragédia de 11 de setembro de 2001, quando com ordem do maior terrorista do mundo, houve o choque de 02 aviões com as torres gemêas do Word Trade Center, matando quase 4000 pessoas.

Word Trade Center, logo após o choque dos aviões
Embora já tenha publicado a resenha do livro "Sob a Sombra do Terror", que conta, na narrativa de uma ex-esposa e de um filho, a historia deste personagem que causou tanta tragédia no mundo, resolvi faze-lo novamente com o intuito de despertar o interesse na leitura deste livro que conta de maneira bem detalhada o perfil e a forma de pensar de Bin Laden.
Abaixo o resumo já publicado anteriormente;

11 de setembro de 2001 é considerado um marco na nova ordem mundial. Neste dia, terrorista da Al Qaeda conseguiram seqüestrar 04 aviões comerciais nos Estados Unidos e jogaram 02 contra as Torres World Trade Center em Nova Iorque, 01 contra o Pentágono e o quarto avião foi derrubado pelos passageiros antes de atingir algum alvo pré-determinado. Estes ataques resultaram na morte de quase 3000 pessoas e centenas de feridos e esta ação reflete até hoje no noticiário local, onde a imprensa afirma que somente este ano morreram mais de 700 soldados estrangeiros no Afeganistão. Esta guerra foi criada a partir da vontade de um dos maiores terroristas de todos os tempos: Osama Bin Laden.
O livro “Sob a Sombra do Terror”, de Jean Sasson, trata sobre este assunto, mas visto de outra maneira: Ela retrata o lado família de Osama Bin Laden e toda a cronologia dos acontecimentos a partir de seu nascimento na Arábia Saudita em 1957 até divulgação da última fita de áudio atribuída ao terrorista em 2009, contada por dois personagens de sua vida: Sua primeira esposa Najwa Bin Laden e seu quarto filho Omar Bin Laden.
Osama Bin Laden viveu na Arábia Saudita, casou-se com a primeira esposa quando tinha 17 anos. Filho de família riquíssima, Osama passou apenas parte de sua vida voltado para os negócios da família. Com esta esposa, teve 11 filhos e teve mas 09 filhos com suas outras 04 esposas. Apesar da riqueza, nunca deu a sua família conforto material, sempre oferecendo aos filhos e esposas uma vida simples, dura, chegando até momentos de passarem fome, quando moraram nas montanhas do Afeganistão.
O livro conta em detalhes toda a trajetória de Osama, dos seus filhos, de seu tempo de morada na Arábia Saudita, onde foi expulso quando brigou com a Família Real, do seu tempo de morada no Sudão, de onde também foi expulso até sua chegada ao Afeganistão, onde leva a família para morar nas montanhas daquele país, sem a menor condição de sobrevivência.
Contado pelo seu filho Omar, nota-se que Osama não tinha apego aos filhos. Preocupava-se unicamente com a religião Islâmica, com o treinamento dos soldados, e do seu ódio pelo Estados Unidos da América. Contra este País planejou vários atentados, que causaram milhares de morte.
“Sob a sombra do Terror” é um livro que não deve ser deixado de ser lido por ninguém que queira entender o que aconteceu em 11 de setembro de 2001, em Nova York e que mudou o mundo desde então.
O livro conta os bastidores da guerra do Afeganistão contra os russos, a Guerra Civil deste País, que já matou milhares de pessoas; relata ainda no ataque que os Estados Unidos, com seu poderoso corpo de guerra, desfechou contra o Afeganistão, terminando com o Governo Talibã e até hoje ainda mantém esta guerra viva.
Um livro genial. Vale a pena conhecer uma parte da vida de Osama Bin Laden, que até hoje ainda é uma preocupação para os governantes do mundo, pois sua morte nunca foi confirmada e ainda acredita-se que esteja vivo, morando nas montanhas do Paquistão, junto com alguns de seus filhos.

Jean Sasson
A  autora estava correta na suas observações, visto que a ação militar ocorreu realmente numa pequena cidade do Paquistão.