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sábado, 25 de junho de 2011

Cortar o Mal pela Raiz!

 
O tema que vou escrever na postagem de hoje refere-se ao comunismo. Mas o que é comunismo? Segundo as pesquisas que fiz em vários sites na Internet, uma melhor definição foi a seguinte:
O comunismo pode ser definido como uma doutrina ou ideologia (propostas sociais, políticas e econômicas) que visa a criação de uma sociedade sem classes sociais. De acordo com esta ideologia, os meios de produção (fábricas, fazendas, minas, etc.) deixariam de ser privados, tornando-se públicos. No campo político, a ideologia comunista defende a ausência do Estado.
As idéias do sistema comunista alemão propõem a tomada de poder pelos proletários (operários das fábricas) e a adoção de uma economia de forma planejada para acabar com as desigualdades sociais, suprindo, desta forma, todas as necessidades das pessoas, conforme relata o filosofo alemão Karl Marx, no seu livro “O Capital”
O livro “Cortar o Mal pela Raiz!”  do francês Stéphane Courtois,  historiador especializado  na história do comunismo, relata algumas histórias e memórias deste sistema de governo na Europa, baseando-se na obra “O Livro Negro do Comunismo” do mesmo autor.
Segundo o livro o comunismo marxista-leninista recebeu oposições, desde a sua propagação, tanto da política de esquerda quanto de direita. Diversos críticos atribuem ao comunismo alguns momentos em que aconteceram a violação dos direitos humanos durante o século XX, como o Genocídio Ucraniano na União Soviética ou o massacre de um quarto da população do Camboja sob o governo de Pol Pot. Há ainda críticas ao funcionamento da economia comunista, considerada por Mises (economista alemão) incompetente e por Hayek (economista da Escola Austríaca) inevitavelmente ligada à tirania.
As principais críticas ao comunismo se concentram essencialmente na idéia de que quanto maior a intervenção do Estado, mais negativa ela é. Segundo eles, o aumento da intervenção do Estado interfere na liberdade individual e livre iniciativa das pessoas e empresas, que são quem sustentam involuntariamente o Estado através dos impostos e taxas.
Ao deslocar recursos dos mais produtivos para os menos produtivos, o Estado contribui para uma diminuição da eficiência global do sistema econômico e social.  É intuitivo  a pessoa que não vê uma recompensa maior pelo seu esforço, ter a tendência de produzir menos e dessa forma todos ficam mais pobres.
O autor Stéphane Courtois relata também que o Vaticano, que tinha permanecido em silêncio contra a guerra e os excessos comunistas,  publique  um documento autorizado pelo Papa Pio XII que excomunga todos católicos que colaboram com organizações comunistas e afins. A decisão seguiu o exemplo de uma publicação anterior, de 1937, intitulado Divini Redemptoris, que fazia  uma forte crítica ao comunismo e suas variantes cristãs.
A Congregação para a Doutrina da Fé emitiu vários decretos sobre a defesa dos direitos da Igreja sobre a ordenação de bispos e a condenação de participação em partidos comunistas e organizações.
Outro lado, diria negro, foi que o regime comunista cometeu diversos crimes nos Territórios Europeus e Asiático, como:
·        Na Rússia, 25 milhões de pessoas foram assassinadas porque não adotaram ao comunismo.
·        No Camboja, 3 milhões de pessoas foram mortas por não adotarem o comunismo. Mataram quase a metade da população daquele país.
·        Na China, o número foi mais  assustador ainda, cerca de 65 milhões de pessoas foram mortas por não aderirem o comunismo,
Meus amigos, confesso que antes de ler esta obra, embora eu não fosse simpático ao comunismo, pois esta ideologia tira todo o valor do ser humano e ofusca a história dos que se destacam, percebi que o comunismo é muito pior do que eu imaginava. Matar 93 milhões de pessoas, por não aderirem a uma ideologia  que desvaloriza o ser humano com as chacinas na Rússia, Camboja e China, não é uma atitude que ajuda a sociedade, e sim uma que acaba com ela.
Um livro extraordinário.


Recomendo a todos.    

terça-feira, 21 de junho de 2011

O Pequeno Principe

Clássico da literatura mundial, “O Pequeno Príncipe” encantou milhões de leitores com sua estrutura de livro infantil, que consegue transmitir mensagem, despertar pensamentos, e fazer cada um de nós refletirmos. Este livro foi escrito por Antoine de Saint-Exupéry, e publicado em 1943 n. É o livro francês mais vendido no mundo, cerca de 80 milhões de exemplares, e entre 400 a 500 edições. Também se trata da terceira obra literária mais traduzida no mundo, tendo sido publicado em 160 línguas ou dialetos, perdendo apenas para a Biblia e O Peregrino.
O autor Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger Foscolombe de Saint-Exupéry, que ficou conhecido como Antoine de Saint-Exupéry, nasceu em Lyon, na França em 29 de junho de 1900 e faleceu em 31 de julho de 1944. Durante sua vida foi escritor, ilustrador e piloto de avião, servindo na Segunda Guerra Mundial
No livro, o autor recorda do seu primeiro desenho de criança, quando fez tentativa frustrada de os adultos entenderem o mundo infantil ou o mundo das pessoas de alma pura. Ele havia desenhado um elefante engolido por uma jibóia, porém os adultos só diziam que era um chapéu. Quando cresceu, testava o grau de lucidez das pessoas, mostrando-lhes o desenho e todas respondiam a mesma coisa. Por causa disto, viveu sem amigos com os quais pudesse realmente conversar. Pelas decepções com os desenhos, escolhera a profissão de Piloto e, em certo dia, houve uma pane em seu avião, vindo a cair no Deserto de Saara.


Na primeira noite, ele adormeceu sobre a areia. Ao despertar do dia, uma voz estranha o acordou, pedindo para que ele desenhasse um carneiro. Era um pedacinho de gente, um rapazinho de cabelos dourados, o Pequeno Príncipe. O piloto mostrou-lhe o seu desenho. O Pequeno Príncipe disse-lhe que não queria um elefante engolido por uma jibóia e sim um carneiro. Ele teve dificuldades para desenhá-lo, pois fora desencorajado de desenhar quando era pequeno. Depois de várias tentativas, teve a idéia de desenhá-lo dentro de uma caixa. Para sua surpresa, o Pequeno Príncipe aceitou o desenho.


 Foi deste modo que ele travou conhecimentos com o Pequeno Príncipe. Ele contou-lhe que viera de um planeta, que poderia ter sido o asteróide B612, que fora visto pelo telescópio uma única vez, em 1909, por um astrônomo turco. O pequeno Planeta era do tamanho de uma casa.
O Pequeno Príncipe contou o drama que ele vivia em seu Planeta, com o baobá, árvore que cresce muito; por este motivo, ele precisava de um carneiro para comer os baobás enquanto eram pequenos.




Através do Pequeno Príncipe, ele aprendeu a dar valor às pequenas coisas do dia-a-dia; admirar o pôr-do-sol, apreciar a beleza de uma flor, contemplar as estrelas... Ele acreditava que o Pequeno Principe havia viajado, segurando nas penas dos pássaros selvagens, que emigravam.


O Príncipe conta-lhe as suas aventuras em vários outros planetas: o primeiro era habitado por apenas um rei; o segundo, por um vaidoso; o terceiro, por um bêbado; o quarto, por um homem de negócios; o quinto, um acendedor de lampião; no sexto, um velho geógrafo que escrevia livros enormes, e, por último, ele visitou o nosso Planeta Terra, onde encontrou uma serpente, que lhe prometeu mandá-lo de volta ao seu planeta, através de uma picada.
No oitavo dia da pane, havia sido bebido o último gole de água e, por este motivo, eles caminharam até que encontraram um poço. Este poço era perto do local onde o Pequeno Príncipe teria que voltar ao seu planeta. A partida seria no dia seguinte. O Príncipe contou que a serpente havia combinado de aparecer na hora exata para picá-lo.


Ele estava triste, pois tomara afeição por aquela tão pequena e enigmática criatura. O Príncipe lhe disse para que não sofresse, quando constatasse que o corpo dele estivesse inerte, afirmando que devemos saber olhar além das simples aparências. Não havia outra forma de ele viajar, pois o seu corpo, no estado em que se encontrava, era muito pesado. Precisava da picada para que se tornasse mais leve.
Chegado o momento do encontro com a serpente, o Pequeno Príncipe não gritou. Aceitou corajosamente o seu destino. Tombou como uma árvore tomba e assim, voltou para o seu planeta, enfim. O piloto, dias mais tarde, conseguiu se salvar, sentindo-se consolado porque sabia que o Pequeno Príncipe havia voltado para o planeta dele, pois ao raiar do dia seguinte à picada, o corpo do seu amigo não estava mais no local.


Hoje, ao olhar as estrelas, ele sorri, lembrando-se daquele grande momento vivido.


Um livro imperdível, que todos os adultos devem ler e pensar.


Vale a pena.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Cortiço


“O Cortiço” do grande autor brasileiro, nascido em São Luis, Aluisio Azevedo, filho do vice-cônsul português David Gonçalves de Azevedo, e de D. Emília Amália Pinto de Magalhães, separada de um rico comerciante português, assiste Aluísio, quando garoto, ao desabono da sociedade maranhense a essa união dos pais contraída, algo que se configurava grande escândalo à época. Foi Aluísio, irmão mais novo do dramaturgo e jornalista Artur Azevedo, com o qual, em parceria, viria a esboçar peças teatrais e livros esplendorosos.
Hoje escreverei sobre o livro que julgo melhor e mais interessante, “O Cortiço”, no qual se tornou um clássico da literatura brasileira e mundial.
 O livro relata a história de João Romão, um português, ranzinza e ambicioso, arrecadando dinheiro na base de difíceis sacrifícios, então resolve comprar um pequeno estabelecimento comercial no subúrbio da cidade, Rio de Janeiro.
Ao lado morava uma negra, escrava fugida, trabalhadeira, que possuía uma quitanda e umas economias. Os dois aproximam-se, passando a escrava a trabalhar como burro de carga para João Romão. Com o dinheiro de Bertoloza, a ex-escrava, o português compra algumas braças de terra e expandia sua propriedade. E para agradar a Bertoleza, inventa uma falsa carta de alforria.

Com o passar do tempo, João Romão compra mais terras e nelas constrói três casinhas que sem muito esforço as aluga. O negócio dá certo, os novos cubículos se vão amontoando na propriedade do português.
A procura de habitação é enorme, e João Romão, ganancioso, acaba construindo vasto e movimentado cortiço. Ao lado vem morar outro português, mas de classe elevada, com certa pose de pessoa importante, o Senhor Miranda, cuja mulher leva vida irregular. Miranda e João Romão não se davam muito bem, Miranda não vê com bons olhos o cortiço perto de sua casa.
No cortiço moram cidadãos dos mais variados tipos: brancos, negros, mulatos, lavadeiras, malandros, assassinos, vadios, benzedeiras etc. Entre outros: a Machona, lavadeira gritalhona, cujos filhos não se pareciam uns com os outros, Alexandre, mulato pernóstico, Pombinha, moça franzina que se desvirtua por influência das más companhias, Rita Baiana, mulata faceira que andava tirando proveito da ocasião com Firmo, malandro valentão, Jerônimo e sua mulher, e outros mais.
João Romão tem agora uma oportunidade que lhe dá muito dinheiro. No cortiço há festas com certa freqüência, destacando-se nelas Rita Baiana como dançarina provocante e sensual, o que faz Jerônimo perder a cabeça. Enciumado, Firmo acaba brigando com Jerônimo e, ágil na capoeira, corta a barriga de Jerônimo com uma navalha e foge.
Naquela mesma rua, outro cortiço se forma. Os moradores do cortiço de João Romão chamam-no de Cabeça-de-gato, como vingança, recebem o apelido de Carapicus. Firmo passa a morar no Cabeça-de-Gato, onde se torna chefe dos malandros. Jerônimo, que havia sido internado em um hospital após a briga com Firmo, arma uma emboscada traiçoeira para o malandro e o mata a pauladas, fugindo em seguida com Rita Baiana, abandonando a mulher. Querendo vingar a morte de Firmo, os moradores do Cabeça-de-gato consolidam séria briga com os Carapicus.
Um incêndio, porém, em vários barracos do cortiço de João Romão põe fim à briga coletiva. O português, agora cheio da grana, reconstrói o cortiço, dando-lhe uma nova imagem e pretende realizar um objetivo que há tempos vinha alimentando: casar-se com uma mulher de fina educação, legitimamente.

Lança os olhos em Zulmira, filha do Miranda. Botelho, um velho parasita que mora com a família do Miranda e de grande influência junto deste, aplaina o caminho para João Romão, mediante o pagamento de vinte contos de réis.
E em breve os dois patrícios, por interesse, se tornam amigos e o casamento é coisa certa. Só há uma dificuldade: Bertoleza. João Romão arranja um piano para livrar- se dela: manda um aviso aos antigos proprietários da escrava, denunciando-lhe o paradeiro. Pouco tempo depois, surge a polícia na casa de João Romão para levar Bertoleza aos seus antigos senhores.
A escrava compreende o destino que lhe estava reservado, suicida-se, cortando o ventre com a mesma faca com que estava limpando o peixe para a refeição de João Romão.
Um livro fantástico, em que Aluisio Azevedo consegue fazer com que o cortiço de João Romão seja o personagem principal da trama.
Recomendo a todos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

O Velho e o Mar


Hoje vou escrever sobre um dos maiores clássicos da literatura mundial, um dos livros mais lidos em todo o mundo e que foi transformado em um lindo filme. Trata-se de “O Velho e o Mar”, de Ernest Hemingway, que num estilo de contar historia de maneira única, conta com simplicidade e muita emoção a historia de um velho pescador, que fisga o maior peixe de sua vida.
Ernest Miller Hemingway nasceu em OaK Park, Estados Unidos em 21 de julho de 1899 e morreu com 61 anos, em 2 de Junho 1961. Sua vida foi marcada por grandes emoções. Fez parte da comunidade de escritores expatriados em Paris, conhecida como "geração perdida". Na vida amorosa, casou-se quatro vezes, além de vários relacionamentos românticos. Sua carreira como escritor tem um forte laço com a Espanha, país onde viveu por quatro anos. Sua identificação com a Espanha foi tanta, que quando morava em Pamplona, encantado pelas touradas, tornar-se um toureiro amador.
Hemingway como jornalista do North American Newspaper Alliance cobriu a Guerra Civil Espanhola, em 1937 e não temeu em se aliar às forças republicanas contra o fascismo. Estas experiências deram base para um grande obra literária, onde destaca-se “O Sol Também Se Levanta”, em 1926; “Adeus às armas”, em 1929; Por Quem os Sinos Dobram, em 1940 e "O Velho e o Mar", em 1952,  com o qual ganhou o prêmio Pulitzer. Este livro foi considerado a sua obra-prima e deu a ele o Nobel de Literatura de 1954. Realmente um escritor genial. Não deixem de ler seus livros.

O livro “O Velho e o Mar” conta a historia Santiago um velho pescador, acostumado a viver e aprender com o mar,  que passa por uma maré de azar e fica cerca de 2 meses, sem apanhar um peixe sequer, o que acabou dando-lhe a fama de  um azarado sem igual.
Isto o incomodava muito, pois a única coisa que sabia fazer na vida era pescar, e foi com o apoio de um jovem companheiro, Manolin, que Santiago saiu para enfrentar o mar e tentar sair desta terrível fase.
A principio era para ser uma pesca normal e não se afastar muito da ilha onde vivia, mas durante a pescaria Santiago, cansado acaba pegando no sono e quando acorda olha em sua volta e não vê terra, apenas uma imensidão de água. Ele havia se afastado muito da costa por uma corrente marinha e agora se via sozinho, longe de casa e com pouca comida.  Mas Santiago não desistia de pegar um peixe que pudesse encerrar sua fase de azar. 
 
Tanta persistência foi recompensada quando conseguiu a façanha de fisgar um peixe gigante, o maior que ele já havia pescado, medindo cinco metros de comprimento. Para Santiago, porém, o problema dele só aumentou, pois ele queria capturar o peixe e como o peixe era muito grande, ele foi sendo puxado cada vez mais para longe. Santiago teve que lutar com o que tinha, algumas lanças, e seus dois remos, e se passaram dias e dias brigando, até que ele consegue atingir o peixe com suas lanças e amarrá-lo junto ao barco.
Para voltar a terra, com o enorme peixe amarrado ao seu barco Santiago tem que enfrentar, além do seu estado de exaustão, o ataque de tubarões, que devoram o peixe, que se encontravam amarrado ao lado do barco, Impotente, Santiago assistia a tudo sem nada poder fazer. 

Ao final de sua batalha, chega à praia da vila onde morava apenas com o esqueleto do peixe, que, ainda, assim, lhe rende a admiração e o respeito de todos.
Paciência, sabedoria, perseverança, experiência, fé em si mesmo foram os ingredientes que garantiram a Santiago o sucesso.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

sábado, 4 de junho de 2011

Na Pele de um Dalit


A India é um pais com uma das  maiores maiores concentração humana do mundo e onde existe os maiores índices de discriminação para os habitantes, onde a população é dividida por sistema de castas, onde caracteriza o mais ricos como brâmanes e os que vivem na extrema miséria como dalit.
E foi baseado nesses fatos que resolvi escrever sobre a obra de Marc Boulet, "Na Pele de um Dalit". Este livro relata uma reportagem real vivida pela autor, um francês nascido em 1959, formado em jornalismo e línguas orientais.
Marc Boulet, para dar veracidade a sua historia, faz um projeto onde  ele passa a viver como um nativo Dalit  e  consegue extrair desta experiencia  dados para contar uma bela historia,  que classifico de imperdivel para todos os leitores que apreciam uma boa leitura. Marc Boulet é poliglota e  fala albanês, inglês, chinês, coreano, hindi e italiano, mas para escrever “Na Pele de um Dalit”, Marc Boulet teve que usar muito a língua hindi,a mais usada pelos dalits. 
Para tornar seu livro  mais completo e real, resolveu estudar  os dalits, e ao “decorar” todos os seus costumes, decidiu se tornar um, para isso, teve que escurecer a pele, deixar crescer o bigode e vestir-se com uma roupa suja fedendo urina foi morar e viver de esmolas como a maioria dos indianos desta casta.
Mudou seu nome para Ram Munda, e com estas características foi encarar a vida do povo visto na India como os intocáveis, os impuros, aqueles dos quais toda população tem nojo, o Mundo Dalit.
Os dalits, também conhecidos como párias, são todos aqueles que violaram o sistema de castas por meio da infração de alguma regra social. Em conseqüência, realizam trabalhos considerados desprezíveis, como a limpeza de esgotos, o recolhimento do lixo e o manejo com os mortos. Uma vez rebaixado como dalit, a pessoa coloca todos seus descendentes nesta mesma posição.
Os “impuros” são normalmente expulsos de suas aldeias, para que não venham a contaminar as outras castas. Não podem nem mesmo utilizar os potes de água ou entrar nos templos.
Nas escolas, em certas cidades, não podem entrar nas salas de aula, devendo se manter do lado de fora. E naquelas em que lhes é permitido entrar, devem ocupar os últimos lugares.
São os conhecidos Dalits.
A palavra indiana Dalit significa “quebrado/pisado/oprimido”.
Em Bombaim, cidade conhecida mundialmente pela sujeira, a grande maioria deles está instalada em numerosas favelas, buscando refúgio nas ruelas e calçadas atulhadas de lixo e cães vadios, ou pedindo esmola aos turistas, no centro da cidade.
No tocante à religião, não possuem acesso aos templos. E só se dão conta do fosso em que vivem, quando se convertem ao islamismo ou cristianismo, pois o hinduísmo legitima o sistema de castas, a ponto de os Dalits acharem que é correto viver dessa maneira. É assim deve ser, sem questionamento ou reclamação.
No plano político, embora correspondam a um numero significativo da população indiana, não são ouvidos pelos dirigentes do país. Não possuem voz.
No plano econômico, mesmo que os governos tentem garantir-lhes o direito de posse de algumas terras, os proprietários rurais das aldeias usam de todo tipo de violência para humilhá-los e assim expulsá-los das terras.
Á vida do povo excluído e oprimido na Índia, é sufocado pelo poder tecnológico, econômico, político ou religioso que predomina no país.
Os Dalits são vítimas de uma humilhação múltipla.
Se formos analisar a situação hoje em dia percebemos que enquanto a Índia cresce cada vez mais, tanto no campo economico, como populacional, ainda prevalece na maioria do Pais, o  mesmo pensamento preconceituoso de todos os tempos, mantendo aquela discriminação inconseqüente diante do povo pobre, no qual, Marc Boulet, viveu durante algum tempo.

Os Dalits na Índia são excluídos de todo o bem comum e suas mulheres são violentadas e obrigadas a se prostituírem. São consideradas piores de que um cão, que vive na rua.
Entre os Dalits, a maioria são analfabetos e a mortalidade infantil chega a 10%.
Foi esta a vida que Marc Boulet vivenciou nos momentos que era Dalit, nos momentos em que era excluído da sociedade indiana, era oprimido, humilhado, pisado.
Ele confessa ter sido muito difícil agüentar tal discriminação, mas sua vontade de mostra ao mundo um pouco do sofrimento desse povo, venceu e deu-lhe força para continuar e escrever esta bela obra.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.