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sábado, 26 de fevereiro de 2011

AYRTON SENNA - O HERÓI REVELADO


Ayrton Senna, um brasileiro marcado para sempre na historia do automobilismo, não apenas pelo seu talento excepcional, mas também pelo seu caráter fora e dentro das pistas. Era o herói do Brasil, do mundo, das pistas. E foi baseado nesta linda historia que Ernesto Rodrigues lançou o livro “Ayrton – O Herói Revelado”.
Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Entre os amigos, tinha um apelido: Beco. Quando pequeno, Senna sofria com alguns problemas motores, o que acabou retardando seu desenvolvimento físico. Foram estes problemas que lhe ensinaram que perseverança  o faria superar os obstáculos e dificuldades da vida. Foi logos 7 anos, que Senna mostrou que ele havia nascido para vencer nas pistas. Aproveitando-se de um descuido de seu pai, Ayrton, que passava o carnaval em Itanhaém, entrou no carro da família e, sem que ninguém jamais o tivesse ensinado a dirigir, deu partida e saiu guiando. E só foi parado por um policial, que declarou, mais tarde, que o menino mal conseguia alcançar os pedais.
Senna sempre adorou o automobilismo. Tanto que, em redações feitas na escola primária, já se descrevia como um piloto de Fórmula-1. Aos 13 anos estreou em corridas, vencendo a primeira prova de kart realizada em Interlagos. Estava dada a largada para uma vida de vitórias e conquistas.
Correndo em kart, Senna só não se sagrou campeão mundial. Campeão brasileiro durante 4 anos consecutivos. Campeão sul-americano por duas vezes seguidas, o que fez Ayrton disputar o mundial de kart.  Foi 6º em seu ano de estréia. Nos dois anos seguintes, foi vice-campeão mundial.
Seu primeiro grande desafio foi em 1981 quando disputaria o Campeonato Inglês de Fórmula Ford-1600. Contratado recentemente pela equipe Van Diemen disputou dois campeonatos simultâneos: RAC e Toensede Thorensen. Venceu ambos, com uma campanha sensacional: em 19 provas, conquistou 11 vitórias, quatro segundos lugares, um terceiro, um quarto e um quinto. Fez duas pole positions e 10 voltas mais rápida. No ano seguinte, Senna deu mais um passo em sua carreira: foi disputar a Fórmula 2000, nos campeonatos inglês e europeu, pela equipe Rusher Green. Após 28 provas, sagrou-se campeão com nova demonstração de talento: 21 vitórias e dois segundos lugares, além de 13 pole positions e 22 voltas mais rápidas. Todos notavam que um ídolo estava surgindo.

Ainda em 1982, Senna estreou na Fórmula-3, último passo antes da F-1. Já na estréia, o brasileiro fez a pole position, venceu e estabeleceu a volta mais rápida da prova. Mas não conquistou o campeonato. Mas não demorou muito para Senna conseguir conquistar este campeonato, no ano seguinte, 1983, Senna mais uma vez esbanjou talento e com 13 vitórias e dois segundos lugares em 20 provas conquistou o titulo. Na categoria, ele acumulou 14 pole positions e 13 voltas mais rápida.
Foi com esta lista de títulos em tão pouco tempo que Senna conseguiu seu primeiro contrato na Fórmula-1 pela equipe Toleman, que apesar de pequena, satisfazia a oportunidade que o brasileiro tanto sonhava.
Sua estréia ocorreu na F-1 foi no dia 25 de março de 1984, no GP do Brasil, em Jacarepaguá, ao volante de uma Toleman/Hart. Apesar dos problemas que o levaram a abandonar a corrida de estréia, Senna mostrou talento e marcou pontos nas duas provas seguintes: África do Sul e Bélgica. Mas a maior emoção do ano ficaria por conta do GP de Mônaco. Disputada sob chuva torrencial, a corrida estava ameaçada de ser suspensa. Ayrton Senna pressionava Alain Prost, então campeão mundial que corria com a McLaren. Vendo que Senna certamente venceria a prova, o belga Jack Ickx encerrou o GP momentos antes de Senna ultrapassar o francês. Como a prova foi encerrada prematuramente, os pontos foram distribuídos pela metade. Senna recebeu 3 pontos e Prost 4,5. Ao final da temporada, Prost perdeu o campeonato para Niki Lauda por apenas 0,5 ponto.
Senna terminou sua primeira temporada em 9º lugar com 13 pontos em 15 provas disputadas.
Em seu segundo ano, 1985, Senna assinou com a Lotus, equipe de maior porte que lhe possibilitaria alcançar vitórias no campeonato, algo impossível com a Toleman. E assim foi. Em Portugal, no dia 21 de abril, também sob chuva, Senna fez uma corrida perfeita, largando na pole position, liderando a prova de ponta a ponta e fazendo a melhor volta. Como nas outras categorias Senna deixaria seu nome na historia da Formula-1. No campeonato, Senna conseguiu uma melhora considerável de rendimento, marcando 38 pontos e terminando em 4º lugar.
Em 1986, Senna continuou a se destacar. As vitórias começaram a surgir na Lotus, e ele então deixou de ser apenas uma promessa e passou a ser um rapaz que mais cedo ou mais tarde conquistaria sem muito esforço o campenato mundial. Naquele ano, terminando também em 4º lugar, mas com 55 pontos, Senna se preparava para conquistar seu primeiro título na F-1, sentindo que ele não demoraria a chegar.
Em 1987, com o domínio das Williams de Nélson Piquet, outro brasileiro consagrado no automobilismo, e Nigel Mansell, Senna tentou ao máximo levar sua Lotus, já com motores Honda, aos primeiros lugares. Foram duas vitórias e uma pole position. Terminou o campeonato em 3º lugar, atrás apenas de Piquet e Mansell. Mas o melhor da temporada foi o contrato que assinou com a McLaren. A partir de então, Senna passaria a contar com um equipamento de altíssima qualidade.
Com a motivação redobrada pelos bons treinos realizados com o novo equipamento, Senna estreou na nova equipe em 1988, tendo como companheiro o já bicampeão mundial Alain Prost, vencedor dos dois últimos mundiais, ambos pela McLaren.
Devido ao verdadeiro time dos sonhos, a McLaren dominou completamente o campeonato de 1988, vencendo 15 das 16 provas, e Senna estabeleceu o recorde de 13 pole positions em uma única temporada. Para fechar o ano com chave de ouro, o brasileiro venceu oito provas - contra sete de Prost - e sagrou-se campeão mundial de F-1 pela primeira vez. A corrida decisiva aconteceu em Suzuka (JAP), e Senna, que teve problemas na largada, fez uma prova memorável, conquistando a vitória e o título.
O ano seguinte, 1989, também foi amplamente dominado pelas McLaren, que não tinha concorrentes. O campeonato seria decidido novamente entre Senna e Prost. O francês chegou ao GP do Japão com vantagem. Caso nenhum dos dois terminasse a prova, o título iria para Prost. Certamente Prost se notasse que fosse perder para Senna, tentaria o choque, o que tiraria os dois da corrida, assim o consolidando campeão pela terceira vez em quatro anos. O francês liderava a corrida e Senna tentava de todas as formas ultrapassá-lo. Até que, na 46ª volta, Senna fez o ataque definitivo. Prost bloqueou sua passagem e o choque foi inevitável. Prost imediatamente saiu do carro, mas Senna, pegando um atalho, voltou à prova.
Após parar no boxe para consertar a frente do carro, afetado no choque, Senna partiu em perseguição a Alessandro Nannini, que liderava a prova. Faltando poucas voltas para o final, Senna conseguiu ultrapassar Nannini no mesmo ponto em que havia tido o acidente com Prost, e venceu a corrida. A direção da prova, entretanto, desclassificou o brasileiro, alegando que ele utilizou um atalho para continuar na prova. Prost sagrava-se campeão pela terceira vez, com a ajuda de Jean Marie Balestre, o então presidente da FIA.
A temporada de 1990 foi marcada pela ida de Prost para a Ferrari, e pela chegada do austríaco Gerhard Berger na McLaren. Senna tinha todas as condições de ser bicampeão, pois a Ferrari apresentava alguns problemas no carro. Mas Prost, com grande maestria, levou a Ferrari à disputa do título mundial. A decisão seria novamente em Suzuka, e a largada, com Senna e Prost na primeira fila, como o mundo já estava acostumado a ouvir: ‘esta corrida promete ser emocionante. A situação era inversa em relação a 1989. Senna estava na frente no campeonato, e caso nenhum dos dois terminasse a prova, o brasileiro seria campeão. Assim que a luz verde foi acesa, Prost, que estava na pole position, manteve-se na frente deixando Senna em segundo lugar. Mas no início da primeira volta, Senna provocou um acidente com Prost, tirando o francês da pista e também deixando a prova. O bicampeonato de Senna estava garantido, mas sem o mesmo brilho de 1988, pois diferentemente de seu primeiro titulo, Senna havia utilizado uma forma não muito agradável ao publico de conquistar o segundo titulo de sua carreira.
Em 1991, a McLaren manteve sua força. Pela primeira vez as vitórias valeriam 10 pontos. Senna começou arrasador, com quatro vitórias nos quatro primeiros GPs da temporada. Mas a Williams, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese, começava a mostrar um ótimo desempenho. A vitória mais emocionante de Senna no ano foi no GP Brasil, prova que o piloto ainda não havia vencido, foi esta prova que mostrou ao mundo, que Senna era o herói das pistas. Com problemas mecânicos durante mais da metade da corrida, Senna teve que conduzir seu McLaren com apenas a sexta marcha, resistindo à aproximação de Patrese. No final, completamente esgotado, Senna mal teve forças para sair do carro. No pódio, para delírio da torcida, o piloto comemorou como se tivesse conquistado um título.
Devido a vantagem adquirida nas primeiras provas, Senna passou a administrar a liderança do campeonato, compensando no braço a superioridade tecnológica dos carros da Williams. O final da temporada não foi tão emocionante como os anteriores, mas deu ao brasileiros seu terceiro título, com 96 pontos, contra 72 de Mansell.
Os anos de 1992 e 1993 foram ruins para o piloto brasileiro. Ainda na McLaren, Senna não conseguia mais conter as Williams, que dominaram completamente as provas. Nos bastidores, ele mantinha conversas com Frank Williams e os rumores da transferência do brasileiro para a equipe inglesa eram cada vez mais fortes. Até que, em meados de 1993, após mais uma vitória no GP do Brasil, Senna anunciou oficialmente sua ida para a equipe, terminando com um casamento de seis anos com a McLaren. Mas antes de se despedir de sua principal equipe, Senna conquistou a sexta vitória em Mônaco, o que o fez conhecido como o rei de Mônaco, em sua última prova pela McLaren, em Adelaide, Austrália, Senna venceu e deu à equipe o titulo em total de vitórias sobre sua mais tradicional rival, a Ferrari.
O sonho de pilotar a Williams acabou em três provas, com três pole positions mas sem receber nenhuma bandeirada de chegada. Numa tragédia do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, deu adeus a esporte e ao mundo, ao se chocar com o muro de proteção. As investigações que se seguiram ao acidente revelaram que seu capacete foi perfurado por uma haste, o que causou a morte cerebral do melhor piloto de todos os tempos, que faleceu pouco depois de chegar ao hospital, de Bolonha, na Itália.
Ayrton Senna da Silva, faleceu em 1 maio de 1994, mas nestes 34 anos de vida, deixou mais uma vez no coração de cada brasileiro, o orgulho de seu pais, orgulho de ser brasileiro.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

MURO DE BERLIM


No livro “Muro de Berlim” do autor formado em História e Línguas Modernas na Universidade Oxford, da Inglaterra, Frederick Taylor descreve o mundo que durante duas décadas foi dividido em Capitalismo e Socialismo. O principal símbolo desta guerra, conhecida como Guerra Fria, foi o Muro de Berlim, que separava Berlim, Capital da Alemanha em Berlim Ocidental, representando o Capitalismo e Berlim Oriental, onde predominou o regime socialista.
 O extenso muro, construido em 1961, por 28 anos, demarcou a fronteira entre a Alemanha Oriental e a Alemanha Ocidental e virou a  partir de um certo momento  o maior símbolo da Cortina de Ferro, que foi uma expressão utilizada para designar o domínio da extinta União Soviética, atual Rússia, sobre os Países do Leste da Europa. O nome surgiu durante um discurso do primeiro-ministro britânico Winston Churchill.

 A Guerra Fria foi na verdade uma guerra onde não houve conflito de armas diretamente. ‘Mas porque diretamente?’ Os Países que lideravam o conflito, Estados Unidos da América e União Soviética não utilizaram armas entre si, mas em paises menores, apoiados por estas nações, surgiram vários conflitos armado, por exemplo, Guerra da Coréia, Guerra do Vietnã, Guerra do Afeganistão, que tiveram uma alta estatística de morte.
Com a  queda do Muro de Berlim em 1989,  se consolidou o fim da Guerra Fria, com vitória dos EUA, que impôs o capitalismo em quase todo o mundo, apenas Cuba, China e a Coréia do Norte adotam até hoje o sistema socialista de governar.
‘Mas o que ocorreu para ser consolidada a vitória aos norte americanos?’
Durante o período de Guerra Fria as diversas batalhas que ocorreram serviam para medir o desenvolvimento de cada super potencia, como a corrida armamentista, a corrida espacial, entre outros e os melhores resultados sempre foi obtido pelo lado capitalista, que apresentava maior tecnologia.
Sem duvida um livro fantástico.
Recomendo a todos
 

domingo, 20 de fevereiro de 2011

ORIENTE MÉDIO - "POBRE NAÇÃO"


Devido às rebeliões que estão ocorrendo no Oriente Médio, envolvendo diversas revoltas de manifestantes insatisfeitos com os governos do Egito, Líbia, Tunísia, Argélia, Jordânia, Iraque, Irã e Iêmen. Estas rebeliões estão causando um grande impacto no mundo todo, pois estão ocorrendo muitas mortes de pessoas que querem sair do regime de governo existente em cada Pais.
Estes acontecimentos me levaram a ler o livro “Pobre Nação”, do jornalista britânico Robert Fisk, que relata as guerras do Líbano no século XX. Robert Fisk, correspondente especializado em Oriente Médio, baseado em Beirute faz um apanhado de 26 anos de violência e terror no Líbano, mostrando os primeiros homens-bombas e os sucessivos ataques feitos aos americanos.
O livro “Pobre Nação” conta nas suas 919 paginas, a história detalhada das guerras ocorreram no Líbano no século XX, principalmente no relato da invasão israelense no começo da década de 80, quando o ocorreram terríveis conseqüências e massacres, em milhares de palestinos.
O livro conta ainda em estilo de reportagem de guerra e analise política a ferocidade da guerra civil libanesa, na qual as milícias não poupavam ninguém, nem americanos e nem israelenses.
No livro você ira encontrar centenas de histórias verídicas, relatos dos principais lideres da época como Arafat que através da OLP lutava pela libertação da palestina, fato este que não ocorreu até hoje, pois os atuais palestino estão alojados na Faixa de Gaza.
O palco dos acontecimentos deste livro foi na cidade de Beirute, capital do Líbano, considerada uma das cidades mais bonitas do mundo, mas infelizmente com as guerras foi destruída e reconstruída diversas no século XX.
Você, caro amigo, que gosta como eu de histórias do Oriente Médio não pode deixar de ler este livro de reportagem. Certamente vocês ficaram encantados com a clareza do texto de Robert Fisk, que também escreveu no mesmo estilo “A Grande Guerra pela Civilização”.
Vale a pena!       

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

O CÓDIGO DA VINCI




 “O Código da Vinci” obra do renomado autor, Dan Brown,  relata uma incrível trama envolvendo os personagens Robert Langdon e Shopie Neveu em .  fatos históricos e uma surpreendente historia que consegue prendero leitor da primeira a ultima pagina.
A historia começa com o assassinato do museólogo, Jacques Sauniere dentro do Museu do Louvre e deixa, pouco antes de morrer, algumas pistas. Para  ajudar na investigação  entra em cena os  principais personagens do livro: um especialista em simbologia Robert Langdom e a criptógrafa Sophie Neveu. A partir daí começa uma aventura fantástica repleta de fugas, perseguições, charadas a serem decifradas, informações sobre obras de arte, história, etc.
 Os investigadores, que acabam se tornando suspeitos pelo morte de Jaques Sauniere,  também, trazem à tona uma sinistra conspiração para revelar um segredo que foi protegido por uma sociedade secreta desde os tempos de Jesus Cristo.

Mas a uma curta distancia deles estava Silas, um albino, que era numerário da Opus Dei, uma instituição da Igreja Católica, fundada por São Josemaria Escrivá. cuja missão consiste em difundir a mensagem de que o trabalho e as circunstâncias do dia-a-dia são ocasião de encontro com Deus, de serviço aos outros e de melhora da sociedade
O chefe da policia francesa coloca no paletó de Langdon, um chip que tornaria possível a policia rastrear cada passo do principal suspeito.Sophie, a outra personagem,  enquanto ia para o museu,  faz uma ligação para Langdon, mandando ele ir para o banheiro masculino, sem que ninguém desconfiasse que a ligação havia sido dela.  Langdon em um pensamento rápido simula a morte de um amigo seu que o deixará arrasado, tendo então que ir ao banheiro para refletir um pouco.
Ao chegar no banheiro, lá estava Sophie que sabendo do chip posto em Langdon, conta a ele sobre o chip, o que ocasionou a fuga dos dois. Quando a policia desconfiou de Langdon  estar demorando demais no banheiro, já era tarde. Langdon e Sophie Neveu  ja haviam fugido.
Após a fuga, resolvem voltar ao Louvre para começar realmente as investigações, são nestas investigações de que começa todo o suspense do livro, envolvendo a sociedade secreta, Priorado de Sião, o questionamento do Santo Graal, Maria Madalena que é retratada no quadro A Ultima Ceia.
Ao descobrirem alguns fatos, percebem que Sauniere antes de morrer deixa em palavras que só eles conseguem decifrar, a chave do Banco onde Sauniere escondia o criptéx, um artefato de madeira, que escondia em seu interior um papiro onde revelava todo o segredo do Graal, entre outros.
Mesmo com tanta inteligência, eles recorrem a ajuda do Sir Leigh Teabing, um Historiador Real Britânico,  Cavaleiro da Coroa Britanica,  Mestre no Graal, e amigo de Langdon. Ele vive em Paris,  no Chateau Villette com seu fiel criado Remy.
‘Mas onde estaria Silas?’ Ele estava na casa de Teabing. Havia pulado o muro, e invadido a casa sem que ninguem percebesse, ‘será que ninguem sabia realmente?’. Silas sempre falava com um personagem  não identificado, conhecido com Chefe,  que era  quem passava a tudo que Silas deveria fazer.  ‘Quem era o chefe?’
São estas pequenas perguntas, mas com um grande grau de dificuldade para serem respondidas, que movem o suspense da obra. O suspense do livro e as perguntas vão sendo  solucionadas pagina a pagina e no final uma verdade é revelada e que causou grande manifestação popular, principalmente na Igreja Catolica, quando o autor afirma que  capitulos  Sophie Neveu é descendente de Jesus Cristo.
 Caros amigos, se vocês ainda não leram este livro, leiam e verão o suspense avassalador que Dan Brown constroi.
Um livro fantástico, que sem duvida beira a perfeição.
Vale a pena.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

SUSSURROS



“Sussurros” obra do autor inglês Orlando Figes, professor de história em uma universidade de Londres, conseguiu escrever este livro, que relata a vida das famílias soviéticas que viviam sobre a ditadura de Stalin.

Neste livro, o autor relata como era a vida da população comum diante de toda a opressão stalinista. O livro mostra o sofrimento deles, durante as prisões, muitas vezes sem motivo ou porque algum cidadão ousou falar mal do governo de Stalin. A narrativa do autor, mostra como eram os julgamentos, que sempre corriam a favor do governo, e principalmente o que mais choca a todos, os assassinatos, ‘porque eles matavam?’
Talvez, meus amigos, nem eles soubessem responder, para alguns até tinha justificativa, e quase sempre era: “este cidadão desrespeitou o governo de Stalin”. Mas como que um cidadão soviético poderia respeitar um ditador que não pensava nada em seu povo, que matava sem piedade?
Orlando Figes também revela como eram os locais onde as famílias soviéticas moravam: apartamentos comunais, bagunçados, sujos, sendo às vezes o mesmo espaço ocupado por mais de uma família. Não tinham privacidade, segurança, e não podiam se comportar normalmente, pois sabiam que estarem sendo vigiados por soldados de Stalin o tempo todo.
A população não tinha nenhum direito, era privada pela legislação imposta por Stalin. Não podiam ter uma ideologia, ou seja, não podiam pensar por si próprios, escolher seus próprios caminhos que pudessem seguir na vida. O regime imposto por Stalin dava apenas duas opções ao cidadão: ou ficava quieto em seu canto sem ser notado ou era preso e possivelmente morto.
No governo de Stalin, ele reprimiu mais de 25 milhões de pessoas e através do terror, ele conseguiu criar à antiga União Soviética, que hoje, parte dela, é a poderosa Rússia. ‘É, meus amigos, 25 milhões de pessoas reprimidas em 25 anos de governo, é um fato assustador’!
Em 1953, este terror acabou. O grande ditador que ficará gravado para sempre na história russa e mundial faleceu,
Um livro extraordinário. Onde o autor busca passar informações não só sobre o governo de Stalin e sim sobre como a população vivia.


Recomendo a todos

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

HITLER


Em “Hitler” o autor Ian Kershaw retrata a vida do maior ditador da historia mundial, Adolf Hitler, um austríaco que após sofrer muito em sua infância e adolescência, torna-se um garoto rebelde, deixando assim seu nome gravado na história alemã e mundial.
Adolf Hitler morava numa pequena localidade perto de Linz, na Alta Austria, próximo da fronteira alemã. O seu pai, Alois Hitler que nascera como filho ilegítimo, era funcionário da alfândega. Até aos seus quarenta anos, o pai de Hitler, Alois, usou o sobrenome da sua mãe, Schicklgruber. Em 1876, passou a empregar o nome do seu pai adotivo, Johann Georg Hiedler, cujo nome terá sido alterado para "Hitler" por erro de um escrivão.
Adolf Hitler chegou a ser acusado, depois, por inimigos políticos, de não ser um Hitler mas sim um Schicklgruber. A própria propaganda dos aliados fez uso desta acusação ao lançar vários panfletos sobre diversas cidades alemãs com a frase "Heil Schicklgruber" - ainda que estivesse relacionado, de fato, aos Hiedler por parte da sua mãe.
A mãe de Hitler, Klara Hitler prima em segundo grau do seu pai. Este a trouxera para sua casa para tomar conta dos seus filhos, enquanto a sua outra mulher, doente e prestes a morrer, era cuidada por outra pessoa. Depois da morte desta, Alois casou-se, pela terceira vez, com Klara, depois de ter esperado meses por uma permissão especial da Igreja Católica, concedida exatamente quando Klara já se mostrava visivelmente grávida. No total, Klara teve seis filhos de Alois. No entanto, apenas Adolf, o quarto, e sua irmã mais nova, Paula, sobreviveram à infância.
Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado, interrompendo os estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso em Linz. Após a morte da mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve em Viena. Desejava ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo uma pequena renda com a pintura de cartões postais e anúncios, e vagando de um abrigo municipal para outro.
Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente à Áustria para ser examinado para o exército e foi rejeitado como incapaz, mas quando começou a guerra de 1914, apresentou-se como voluntário do exército alemão. Serviu durante a guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois. Por bravura em ação foi duas vezes condecorado com a cruz de ferro, uma condecoração rara para um cabo. Com alta do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu regimento e designado como agente político, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães em Munique. O partido era pequeno, comprometido com um programa de princípios socialistas, de liderança dividida, e tinha apenas 53 membros quando Hitler juntou-se a ele.
No primeiro momento Hitler não foi muito bem aceito. Porém, conscientes de que o futuro do partido dependia do seu poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, os dirigentes deram-lhe a presidência com poderes ilimitados em julho de 1921. Desde logo ele decidiu criar um movimento de massas.
Movimento este de encontro de antigos e insatisfeitos soldados do exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil, e por agitadores políticos empenhados no tradicional separatismo ou em protestos contra o governo republicado de Berlim. Visando esse público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda através do jornal do partido. Assim Hitler começa a mostrar todo seu poder de liderança e sua autoridade diante de todos.

Então Hitler começou a construir o partido Nazista uma figura importante era Ernest Röhm que, além de membro do novo Partido, fazia parte do comando distrital do exercito, e era responsável por garantir a proteção do governo da Baviera, o qual, porque dependia do exército local para a manutenção da ordem, tacitamente aceitava suas violações da lei e sua política de intimidação. Röhm foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou as esquadras, o chamado "braço forte", utilizadas por Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas e os comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as ordens de Röhm em um exército privado do partido. 

O principal fator desse rápido crescimento do partido nazista na Bavária veio com a tentativa de golpe para tomada do poder, o atentado de Munique, quando Hitler e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do exército a proclamar uma revolução nacional. Quando levado a julgamento Hitler tirou vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe deu.
Vantagem esta que o fez assumir o controle da Alemanha, no momento da “Grande Depressão” que foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX.
Após assumir o controle em 1934 Hitler criou o Terceiro Reich, império alemão, se consolidando Fuhrer, líder na língua alemã.
Sua primeira medida como ditador foi a execução de milhares de judeus, comunistas, homossexuais, negros e outros nos campos de concentração. Esse episódio ficou conhecido como “Holocausto”.

Um nome fundamental no surgimento do nazismo foi Joseph Goebbels. Hábil orador, cineasta e agitador, Goebbels foi nomeado ministro da propaganda nazista. Além de censurar os veículos de imprensa, Goebbels fazia filmes que alienavam a população, com promessas de um mundo melhor, com a supremacia ariana. Controlava o rádio, a televisão e os jornais, divulgando seus filmes e discursos a favor do partido Nazista.

Em 1939, teve início a Segunda Grande Guerra. Hitler, colérico, enviou toda a tropa alemã. Depois de inúmeras derrotas, o exército alemão tentou a última cartada: em junho de 1941 invadiu a União Soviética. Apesar das vitórias iniciais, Hitler não contava com o rigoroso inverno e suas tropas foram surpreendidas, ficando cercadas por tropas russas. Sem comida, sem água e enfrentando um forte frio, o exército alemão foi derrotado. Hitler, cercado pelo exército vermelho, em seu bunker, seu esconderijo militar, suicidou-se com um tiro na cabeça.
Um livro fantástico. Uma biografia sem comparação.
Recomendo a todos.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

A HISTÓRIA DE EDGAR SAWTELLE

 “A História de Edgar Sawtelle” do autor  norte-americano David Wroblewski relata através de uma linda história, a  vida de Edgar Sawtelle um  garoto mudo   desde o nascimento, e sua dificuldade de se comunicar com as pessoas através de gestos e bilhetes  Ele morava  em uma fazenda e levava uma vida calma ao lado dos seus  pais. 
Já era  tradição da família Sawtelles  o treinamento e adestramento de cachorros.  Na fazenda havia muito cães e  Edgar sempre gostava de ficar junto com eles. Os Sawtelles treinavam esses cachorros, para deixá-los mais velozes e capazes de ajudá-los na tarefas da fazenda. Os cachorros  também eram adestrados para que ficassem mais dóceis e companheiros de toda a família.
Todo este companheirismo se mostrava em Almondine, um cachorra esperta e fiel a Edgar, que a considerava com sua melhor amiga e eterna companheira, com certeza,  o único ser além de seus pais que poderia confiar integralmente. A união de Edgar e Almondine é um fato surpreendente.
Mas foi após a morte repentina do pai de Edgar, o chefe da família Sawtelles, que a paz que reinava na fazenda  foi embora. Havia voltado  Claude, tio paterno de Edgar, que sempre foi rejeitado pela família, por causa da fama de ser  mau caráter, capaz de enganar qualquer pessoa para atingir seu desejo pessoal.
Agora ele queria enganar a esposa de seu irmão falecido.
Ao chegar na fazenda, depois de anos sem visitar ninguém de sua família, Claude  vai consolar a mãe de Edgar, que ainda chorava pela morte de seu marido e pai de seu filho que tanto precisava dele. 
Foi neste momento de tristeza e carência que rodava o peito de sua cunhada, que Claude começa a ganhar o coração daquela abalada mulher, com atos carinhosos e inesquecíveis, igual a que seu marido  fazia. Este comportamento foi a deixando cada vez mais apaixonada pelo irmão de seu marido já falecido, vindo tornar-se  sua namorada.
Por estar apaixonada, ela não conseguia enxergar o que realmente ocorria em sua vida e não conseguia notar que Claude só queria se aproveitar da sua família, retirando aos poucos todo patrimônio deixado pelo seu irmão que muito valioso
 Edgar e Almondine, sua cachorra já haviam notado as intenções de Claude, mas falar para sua mãe não mudaria muita coisa, teria que provar esta afirmação, fazendo com que ela  visse com seus próprios olhos, que Claude não sentia amor por ela e sim o desejo de arrancar todo seu dinheiro e bens, um de cada vez.
‘Mas como que um garoto mudo conseguiria mostrar a sua mãe apaixonada, que seu amor era apenas uma ilusão? Em que ponto um cachorro adestrado conseguiria ajudar um mudo a provar o roubo do tio Claude?’. São estas duas perguntas que David coloca na cabeça do leitor, deixando o livro realmente emocionante. Leiam e notarão o que vale a pena descobrir o desenrolar da história protagonizada por um garoto que tem como sua fiel companheira uma cachorra.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

O PODEROSO CHEFÃO


Hoje li um livro conhecido mundialmente, o best seller, “O Poderoso Chefão” de Mario Puzo, cujo principal foco é relatar como agia a família mais poderosa da máfia americana, a familia Corleone
A saga da Família Corleone, tem início quando os pais e o irmão mais velho de Vito Andollino, então uma criança, são assassinados pela Gomorra, máfia Italiana. Com o pássar dos anos Vito Andollino  chega na América, mas precisamente Estados Unidos. Um fato muda completamente  sua vida, quando mesmo tentando fugir seu destino o persegue incansavelmente, fazendo matar um mafioso, integrante da Mão Grande. Após este acontecimento, ele recebe o nome de Don Corleone, o mais temido chefe da máfia americana, capaz de matar qualquer pessoa que pudesse interferir em seus negócios. Don Corleone, tendo ao lado sua familia, passou a dominar a Mafia Americana, dominando quase todo o mercado ilegal dos EUA.
‘Mas o que fez aquele garoto Vito tornar-se o mafioso mais temido dos EUA?’, o ocorrido que o fez deste jeito foi a cruel morte de seus pais quando ainda jovem. Mesmo com tanto dinheiro arrecadados com a máfia Don Corleone nunca se esqueceu de quem matou seus pais e nem da maneira cruel que foi feito o assassinato. Embora o fato tenha ocorrido quando ainda era jovem, ele  retorna à sua cidade natal para vingar a morte de sua família.
Ao voltar para os EUA torna-se conhecido "Capo" da Cosa Nostra, vindo a enfrentar nomes como Al Capone, que como Don Corleone também era muito temido pela população. ‘Agora ninguém acabaria mais com a família Corleone?’ Errado! Tanto sucesso trouxeram inumeros inimigos a Corleone, envolvendo diversas batalhas e muitas mortes. Foi em uma dessas "guerras" que Don Corleone acabou sendo morto, deixando a responsabilidade de manter a Máfia para seu filho Michael Corleone.
Michael Corleone, a principio queria se manter longe do mundo de seu pai, mas com a morte de seu pai, ele assume o comando e , manda matar todos que tramaram a morte de Don Corleone, incluindo seu cunhado que provocou a morte de seu irmão mais velho.
E partir de então a vida segue. Mario Puzo é um brilhante escritor.
 
Um livro fantástico, envolvendo ação e muitos fatos históricos.
Recomendo a todos.