sábado, 26 de fevereiro de 2011

AYRTON SENNA - O HERÓI REVELADO


Ayrton Senna, um brasileiro marcado para sempre na historia do automobilismo, não apenas pelo seu talento excepcional, mas também pelo seu caráter fora e dentro das pistas. Era o herói do Brasil, do mundo, das pistas. E foi baseado nesta linda historia que Ernesto Rodrigues lançou o livro “Ayrton – O Herói Revelado”.
Ayrton Senna da Silva nasceu em São Paulo, em 21 de março de 1960. Entre os amigos, tinha um apelido: Beco. Quando pequeno, Senna sofria com alguns problemas motores, o que acabou retardando seu desenvolvimento físico. Foram estes problemas que lhe ensinaram que perseverança  o faria superar os obstáculos e dificuldades da vida. Foi logos 7 anos, que Senna mostrou que ele havia nascido para vencer nas pistas. Aproveitando-se de um descuido de seu pai, Ayrton, que passava o carnaval em Itanhaém, entrou no carro da família e, sem que ninguém jamais o tivesse ensinado a dirigir, deu partida e saiu guiando. E só foi parado por um policial, que declarou, mais tarde, que o menino mal conseguia alcançar os pedais.
Senna sempre adorou o automobilismo. Tanto que, em redações feitas na escola primária, já se descrevia como um piloto de Fórmula-1. Aos 13 anos estreou em corridas, vencendo a primeira prova de kart realizada em Interlagos. Estava dada a largada para uma vida de vitórias e conquistas.
Correndo em kart, Senna só não se sagrou campeão mundial. Campeão brasileiro durante 4 anos consecutivos. Campeão sul-americano por duas vezes seguidas, o que fez Ayrton disputar o mundial de kart.  Foi 6º em seu ano de estréia. Nos dois anos seguintes, foi vice-campeão mundial.
Seu primeiro grande desafio foi em 1981 quando disputaria o Campeonato Inglês de Fórmula Ford-1600. Contratado recentemente pela equipe Van Diemen disputou dois campeonatos simultâneos: RAC e Toensede Thorensen. Venceu ambos, com uma campanha sensacional: em 19 provas, conquistou 11 vitórias, quatro segundos lugares, um terceiro, um quarto e um quinto. Fez duas pole positions e 10 voltas mais rápida. No ano seguinte, Senna deu mais um passo em sua carreira: foi disputar a Fórmula 2000, nos campeonatos inglês e europeu, pela equipe Rusher Green. Após 28 provas, sagrou-se campeão com nova demonstração de talento: 21 vitórias e dois segundos lugares, além de 13 pole positions e 22 voltas mais rápidas. Todos notavam que um ídolo estava surgindo.

Ainda em 1982, Senna estreou na Fórmula-3, último passo antes da F-1. Já na estréia, o brasileiro fez a pole position, venceu e estabeleceu a volta mais rápida da prova. Mas não conquistou o campeonato. Mas não demorou muito para Senna conseguir conquistar este campeonato, no ano seguinte, 1983, Senna mais uma vez esbanjou talento e com 13 vitórias e dois segundos lugares em 20 provas conquistou o titulo. Na categoria, ele acumulou 14 pole positions e 13 voltas mais rápida.
Foi com esta lista de títulos em tão pouco tempo que Senna conseguiu seu primeiro contrato na Fórmula-1 pela equipe Toleman, que apesar de pequena, satisfazia a oportunidade que o brasileiro tanto sonhava.
Sua estréia ocorreu na F-1 foi no dia 25 de março de 1984, no GP do Brasil, em Jacarepaguá, ao volante de uma Toleman/Hart. Apesar dos problemas que o levaram a abandonar a corrida de estréia, Senna mostrou talento e marcou pontos nas duas provas seguintes: África do Sul e Bélgica. Mas a maior emoção do ano ficaria por conta do GP de Mônaco. Disputada sob chuva torrencial, a corrida estava ameaçada de ser suspensa. Ayrton Senna pressionava Alain Prost, então campeão mundial que corria com a McLaren. Vendo que Senna certamente venceria a prova, o belga Jack Ickx encerrou o GP momentos antes de Senna ultrapassar o francês. Como a prova foi encerrada prematuramente, os pontos foram distribuídos pela metade. Senna recebeu 3 pontos e Prost 4,5. Ao final da temporada, Prost perdeu o campeonato para Niki Lauda por apenas 0,5 ponto.
Senna terminou sua primeira temporada em 9º lugar com 13 pontos em 15 provas disputadas.
Em seu segundo ano, 1985, Senna assinou com a Lotus, equipe de maior porte que lhe possibilitaria alcançar vitórias no campeonato, algo impossível com a Toleman. E assim foi. Em Portugal, no dia 21 de abril, também sob chuva, Senna fez uma corrida perfeita, largando na pole position, liderando a prova de ponta a ponta e fazendo a melhor volta. Como nas outras categorias Senna deixaria seu nome na historia da Formula-1. No campeonato, Senna conseguiu uma melhora considerável de rendimento, marcando 38 pontos e terminando em 4º lugar.
Em 1986, Senna continuou a se destacar. As vitórias começaram a surgir na Lotus, e ele então deixou de ser apenas uma promessa e passou a ser um rapaz que mais cedo ou mais tarde conquistaria sem muito esforço o campenato mundial. Naquele ano, terminando também em 4º lugar, mas com 55 pontos, Senna se preparava para conquistar seu primeiro título na F-1, sentindo que ele não demoraria a chegar.
Em 1987, com o domínio das Williams de Nélson Piquet, outro brasileiro consagrado no automobilismo, e Nigel Mansell, Senna tentou ao máximo levar sua Lotus, já com motores Honda, aos primeiros lugares. Foram duas vitórias e uma pole position. Terminou o campeonato em 3º lugar, atrás apenas de Piquet e Mansell. Mas o melhor da temporada foi o contrato que assinou com a McLaren. A partir de então, Senna passaria a contar com um equipamento de altíssima qualidade.
Com a motivação redobrada pelos bons treinos realizados com o novo equipamento, Senna estreou na nova equipe em 1988, tendo como companheiro o já bicampeão mundial Alain Prost, vencedor dos dois últimos mundiais, ambos pela McLaren.
Devido ao verdadeiro time dos sonhos, a McLaren dominou completamente o campeonato de 1988, vencendo 15 das 16 provas, e Senna estabeleceu o recorde de 13 pole positions em uma única temporada. Para fechar o ano com chave de ouro, o brasileiro venceu oito provas - contra sete de Prost - e sagrou-se campeão mundial de F-1 pela primeira vez. A corrida decisiva aconteceu em Suzuka (JAP), e Senna, que teve problemas na largada, fez uma prova memorável, conquistando a vitória e o título.
O ano seguinte, 1989, também foi amplamente dominado pelas McLaren, que não tinha concorrentes. O campeonato seria decidido novamente entre Senna e Prost. O francês chegou ao GP do Japão com vantagem. Caso nenhum dos dois terminasse a prova, o título iria para Prost. Certamente Prost se notasse que fosse perder para Senna, tentaria o choque, o que tiraria os dois da corrida, assim o consolidando campeão pela terceira vez em quatro anos. O francês liderava a corrida e Senna tentava de todas as formas ultrapassá-lo. Até que, na 46ª volta, Senna fez o ataque definitivo. Prost bloqueou sua passagem e o choque foi inevitável. Prost imediatamente saiu do carro, mas Senna, pegando um atalho, voltou à prova.
Após parar no boxe para consertar a frente do carro, afetado no choque, Senna partiu em perseguição a Alessandro Nannini, que liderava a prova. Faltando poucas voltas para o final, Senna conseguiu ultrapassar Nannini no mesmo ponto em que havia tido o acidente com Prost, e venceu a corrida. A direção da prova, entretanto, desclassificou o brasileiro, alegando que ele utilizou um atalho para continuar na prova. Prost sagrava-se campeão pela terceira vez, com a ajuda de Jean Marie Balestre, o então presidente da FIA.
A temporada de 1990 foi marcada pela ida de Prost para a Ferrari, e pela chegada do austríaco Gerhard Berger na McLaren. Senna tinha todas as condições de ser bicampeão, pois a Ferrari apresentava alguns problemas no carro. Mas Prost, com grande maestria, levou a Ferrari à disputa do título mundial. A decisão seria novamente em Suzuka, e a largada, com Senna e Prost na primeira fila, como o mundo já estava acostumado a ouvir: ‘esta corrida promete ser emocionante. A situação era inversa em relação a 1989. Senna estava na frente no campeonato, e caso nenhum dos dois terminasse a prova, o brasileiro seria campeão. Assim que a luz verde foi acesa, Prost, que estava na pole position, manteve-se na frente deixando Senna em segundo lugar. Mas no início da primeira volta, Senna provocou um acidente com Prost, tirando o francês da pista e também deixando a prova. O bicampeonato de Senna estava garantido, mas sem o mesmo brilho de 1988, pois diferentemente de seu primeiro titulo, Senna havia utilizado uma forma não muito agradável ao publico de conquistar o segundo titulo de sua carreira.
Em 1991, a McLaren manteve sua força. Pela primeira vez as vitórias valeriam 10 pontos. Senna começou arrasador, com quatro vitórias nos quatro primeiros GPs da temporada. Mas a Williams, com Nigel Mansell e Riccardo Patrese, começava a mostrar um ótimo desempenho. A vitória mais emocionante de Senna no ano foi no GP Brasil, prova que o piloto ainda não havia vencido, foi esta prova que mostrou ao mundo, que Senna era o herói das pistas. Com problemas mecânicos durante mais da metade da corrida, Senna teve que conduzir seu McLaren com apenas a sexta marcha, resistindo à aproximação de Patrese. No final, completamente esgotado, Senna mal teve forças para sair do carro. No pódio, para delírio da torcida, o piloto comemorou como se tivesse conquistado um título.
Devido a vantagem adquirida nas primeiras provas, Senna passou a administrar a liderança do campeonato, compensando no braço a superioridade tecnológica dos carros da Williams. O final da temporada não foi tão emocionante como os anteriores, mas deu ao brasileiros seu terceiro título, com 96 pontos, contra 72 de Mansell.
Os anos de 1992 e 1993 foram ruins para o piloto brasileiro. Ainda na McLaren, Senna não conseguia mais conter as Williams, que dominaram completamente as provas. Nos bastidores, ele mantinha conversas com Frank Williams e os rumores da transferência do brasileiro para a equipe inglesa eram cada vez mais fortes. Até que, em meados de 1993, após mais uma vitória no GP do Brasil, Senna anunciou oficialmente sua ida para a equipe, terminando com um casamento de seis anos com a McLaren. Mas antes de se despedir de sua principal equipe, Senna conquistou a sexta vitória em Mônaco, o que o fez conhecido como o rei de Mônaco, em sua última prova pela McLaren, em Adelaide, Austrália, Senna venceu e deu à equipe o titulo em total de vitórias sobre sua mais tradicional rival, a Ferrari.
O sonho de pilotar a Williams acabou em três provas, com três pole positions mas sem receber nenhuma bandeirada de chegada. Numa tragédia do Grande Prêmio de San Marino, em Ímola, deu adeus a esporte e ao mundo, ao se chocar com o muro de proteção. As investigações que se seguiram ao acidente revelaram que seu capacete foi perfurado por uma haste, o que causou a morte cerebral do melhor piloto de todos os tempos, que faleceu pouco depois de chegar ao hospital, de Bolonha, na Itália.
Ayrton Senna da Silva, faleceu em 1 maio de 1994, mas nestes 34 anos de vida, deixou mais uma vez no coração de cada brasileiro, o orgulho de seu pais, orgulho de ser brasileiro.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

Um comentário:

  1. Excelente resenha. Sempre fui de Airton Senna e acompanhei toda sua carreira e fiquei muito contente em notar que você foi muito bem no enfoque dos detalhes e nos principais momentos do principal piloto de formula 1, na minha visão, de todos os tempos.
    Parabéns.

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