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domingo, 24 de fevereiro de 2013

A RENUNCIA DE BENTO XVI

Prezados amigos, faz algum tempo que não publico nada em meu blog e posso atestar que não foi por falta de tempo. Acho que acostumei com a letargia que as férias oferece e me deixei levar pela boa vida. Neste periodo li vários livros que publicarei algumas resenhas posteriormente, mas hoje vou quebrar um pouco a linha editoral do "Prazer da Leitura" e vou comentar sobre a renuncia do Papa Bento XVI
 
Acompanhando os noticiários de todas as redes de televisão e as principais revistas , podemos notar que a principal noticia dos ultimo dias foi  a inesperada renúncia do Papa Bento XVI, que alega estar deixando seu pontificado, depois de 8 anos, por motivos de saúde, afirmando estar com a idade avançada para exercer o cargo com maestria, cumprindo tudo o que dele se espera. Porém, muito se questiona se esse é realmente o único motivo.
 Embora o Papa tenha alegado estar cansado e sem energia e isto parece ser bem claro nas suas aparições, inclusive hoje pela manhâ quando rezou para a multidão reunida na Praça de São Pedro, há fortes indícios que Ratzinger esteja isolado politicamente. Nos ultimos meses de seu papado, vem sendo cada vez mais transparente a  disputa pelo  poder. A principal causa seria o “governo paralelo” criado pelo cardeal Tarcisio Bertone, um dos favoritos à sucessão. Bertone era amigo pessoal de Bento 16 e quem mais recebeu poder na Igreja em 2005, quando o papa assumiu o trono.
Oito anos atrás, Bento 16 chegou ao trono com a promessa de que faria uma “limpeza na Igreja”. Havia uma série de denúncias contra cardeais que simplesmente eram ignoradas ou levavam anos para serem apuradas. Por exemplo, os casos de Roger Mahony, Thomas Curry e Marcial Maciel, fundador dos Legionários de Cristo e
embora tenha se esforçado, Bento 16 não conseguiu cumprir sua meta de “tolerância zero” em relação à pedofilia. Ele chegou a declarar “Quanta sujeira há na Igreja”.
Após as denúncias públicas de seu ex-mordomo, Paolo Gabriele, pesaram a revelação da corrupção existente no Banco do Vaticano. Ele perdoou o empregado, ciente que embora condenado, não agora sozinho e que atividades e manobras escusas nos bastidores da Santa Sé não paravam. Durante sua última grande missa, na Quarta-Feira de Cinzas, Bento 16 deu dicas que se preocupa que os seguidores de Cristo deveriam mostrar o verdadeiro rosto da Igreja, reconhecendo que muitas vezes essa face “aparece desfigurada por pecados”.
“Penso em particular nos atentados contra a unidade da Igreja e nas divisões no corpo eclesial”, asseverou durante a homilia na Basílica de São Pedro, quando denunciou “a hipocrisia religiosa, as atitudes que buscam aplauso e aprovação”, citando as “divisões no corpo eclesial”. Durante a missa de abertura da quaresma, disse querer chamar a atenção da igreja e denunciar “golpes” contra a mesma. Também pediu aos fieis a superar “individualismos e rivalidades”.
Esta é apenas a segunda vez que um papa da Igreja Católica renuncia ao pontificado. Antes, no ano de 1294, Celestino 5º abdicou antes de ser consagrado. Ele, que havia vivido como um ermitão antes de ser designado Papa, não se sentia preparado para assumir o comando da Igreja.
 
Embora o Papa seja o lider espiritual de milhões de catolicos espalhados por todos os cantos do mundo, também deveria ter um tempo para que o ser humano pudesse exercer um cargo tão importante. Da mesma forma que um cardeal com mais de 80 anos não pode votar e nem ser votado para a escolha do novo Papa, deveria se  estabelecer a idade limite de 85 anos para que a aposentadoria do futuros Papas acontecesse naturalmente. A alterrnancia do poder sempre é benefica para o engrandecimento das instituições.
 
Que Deus ilumine a escolha do novo Papa e que permita a Bento XVI curta o tempo final de sua vida em paz, como assim é seu desejo.
 
Fonte de pesquisa: Revista Veja e Google.