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quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A CICATRIZ DE DAVID



O Romance “A Cicatriz de David” escrito pela americana Susan Abulhawa, abrange com maestria em sua obra a paisagem de Israel. O fato dela ela ser de origem palestina,  filha de refugiados e ter vivenciado todo o drama desta nação e também por ter morado em diversos países do Oriente Médio permite que ela consiga dar uma narrativa que mostra a cultura, o nacionalismo, o fundamentalismo religioso daquela região e também a secreção racial que lá existe.

"A Cicatriz de David" é um romance sobre um menino palestino, chamado Ismael, que vive num campo de refugiados de Jenin e, no ano 1948, é raptado por um oficial israelense, cuja mulher não pode ter filhos. A partir deste momento ele é criado como uma criança judia passa a usar o nome de David e é educado segundo os preceitos da religião judaica.
Vinte anos depois, David vai lutar numa guerra fratricida contra o irmão mais velho, que o reconhece por causa de uma antiga cicatriz no rosto.
A história se inicia com Dália, uma jovem beduína, que num ato de coragem enfrenta e desafia as convicções da aldeia Ein Hod. Ela sempre foi uma guerreira muito preocupada em ajudar seu País. Notou, ao ficar mais velha, que seu povoado tinha grande importância no processo sionista de expansão de Israel, que foram criados em 1948.
A Palestina em Verde e Israel em Branco
Porém, somente sua coragem não foi suficiente para evitar a queda do seu povoado e em meio da expulsão dos palestinos de suas terras pelos invasores, seu filho mais novo, Ismael, que outrora havia sofrido um corte no rosto, é raptado pelo oficial israelense Moshe, que o entrega para sua esposa, que suplicava por um filho. A partir desta “adoção” Ismael passa a ser chamado de David.
Este drama foi contado pela irmã de Ismael, Amal, que anos depois consegue mudar-se para os Estados Unidos. Sua mãe, Dália, depois que teve o filho raptado, era agora uma mulher fortemente abalada pelos vários anos de guerra e opressão, tendo como maior desejo se acomodar nos aposentos de seus ancestrais palestinos, em busca de paz e aconchego.
Voltado ao personagem David, por ter sido criado como um israelense, sem saber nada de suas origens, cresceu desprezando os árabes, os palestinos enquanto seus familiares eram expulsos de suas terras para um campo de refugiados.
Moshe, o sequestrador, depois de algum tempo começa a sentir remorsos pelo ato que cometeu ao arrancar dos braços de uma mãe seu próprio filho, escutava, em pensamentos, diversas vezes os gritos sofridos e desesperados de Dália, no entanto seu sofrimento iria aumentar ao ver que o lugar onde foi reservado para o judeus poderem se sentir seguro estava mergulhado em sangue.
A luta contra os soldados de Israel
Dália também havia de sofrer mais ainda ao receber que seu marido teria sido morto durante a guerra e que se filho mais velho, Yousef, era um prisioneiro de guerra, e como tal, era constantemente espancando pelos soldados israelenses, entre eles, seu próprio irmão David, um desconhecido de sua própria origem. David foi reconhecido pelo irmão pela cicatriz que ostentava no rosto.
A formação do Estado de Israel foi precedida de muitas guerras com os árabes palestinos, que tiveram seus terrenos roubados por estradas, assentamentos, muros, entre outros. A Palestina, luta até hoje pelo seu direito de existir.
Simplesmente fantástico.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Benefícios e Malefícios



Esta semana teve uma discussão na escola sobre as vantagens e desvantagens que a tecnologia trouxe ao mundo de hoje. O avanço da informática, da Internet, aplicada à ciência, medicina e outros campos do conhecimento, trouxe grandes benefícios à raça humana, mas houve também problemas, que surgem a todo o momento, que esta mudando o comportamento de milhões de pessoas, que utilizam as redes sociais para se comunicarem e se realizarem. Sobre este assunto foi pedido uma redação, e aproveito para estender a discussão àqueles que me seguem no meu blog, e resolvi publicar a minha. Participem também. Publiquem suas opiniões.
Benefícios e Malefícios
De alguns anos pra cá, podemos afirmar que a Internet, por meio das redes sociais como chats, e sites de apresentação de perfil já faz parte da vida da grande maioria da população e lamentavelmente, de forma errônea para milhões de usuários.
Hoje, via de regra, os adolescentes estão deixando de se comunicar pessoalmente com a sociedade para poder usufruir das opções apresentadas pelo mundo virtual. Os jovens encontraram neste mundo inverídico, em certas ocasiões, um ponto de apoio para sua solidão.
A sociedade generaliza o problema “a internet”, porém se observarmos dificilmente encontrará hoje quem consegue viver, no mínimo, sem um telefone celular que hoje, com o avanço da tecnologia, este aparelho é utilizado para as mais diversas funções. Esses hábitos já fazem parte da humanidade e a tendência é aumentar cada vez mais, pois o mundo está em avanço acelerado com relação à tecnologia.
De acordo com a FECOMÉRCIO-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso são as Lan House (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet.
Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope/NETRATINGS, "o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais".
Portanto, uma solução imediata dificilmente será encontrada, pois a conscientização dos benefícios e malefícios desta tecnologia não deve ser voltada apenas aos jovens e sim, também, aos pais, que devido à dependência da tecnologia, no mundo profissional de hoje, mesmo que involuntariamente, mostra aos adolescentes que a “internet” pode resolver quase tudo, mas os escraviza, tornando-os dependentes. 
Dê sua opinião.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL


Hoje vamos falar um pouco da Historia do Brasil e prestar uma justa homenagem a um grande brasileiro, que de certa forma, este meio esquecido pelos historiados.
O que teria acontecido ao nosso país se a República não tivesse sido proclamada? Se após a morte de D. Pedro II a princesa Isabel tivesse tido a chance de manter a Monarquia por mais alguns anos? O que teria acontecido ao Brasil se o homem que substituiu o Marechal Deodoro da Fonseca na presidência do País, se não tivesse sido o Marechal Floriano Peixoto? Estas perguntas e muitas outras são respondidas no livro “FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL”, do jornalista João Natale Netto.
J.Natale Netto
O autor, natural de São Paulo, é um dos grandes profissionais do jornalismo escrito, sendo por muitos anos membro do conselho editorial da Editora Abril, onde entre outros grandes trabalhos, destacou a direção da extinta revista Realidade, considerada um marco no Jornalismo moderno brasileiro.Sobre o livro, que considero uma obra imperdível sobre a nossa historia, ele relata com detalhes sobre este grande homem que foi Floriano. Nascido a 30 de abril de 1839, na cidade de Maceió, na Alagoas.
Filho de lavradores pobres foi criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursou o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde foi mandado aos 16 anos. Revelou distinção e bravura no exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participou até o desfecho, em Cerro Corá. 
A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estado os nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias. 
A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 
Exercia, no Exercito,  o posto de ajudante general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando teve início o movimento republicano em 1889. Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assumiu a presidência e governou no regime que ficou conhecido como "mão de ferro" até o final do mandato, em 1894. 

Uma parte das forças da época o considerava um verdadeiro ditador, porém seus admiradores e o povo em geral o viam com o Salvador da Pátria, pois ele acabou com uma rebelião na época, feita pelo Monarquista, que queriam dividir o Brasil em republiquetas. Não fosse Floriano, certamente o Brasil não seria o que é hoje
Ponte Ercílio Luz -  Cartão Postal de Florianópolis
Em sua homenagem o governador catarinense Hercílio Luz decretou a mudança de nome da capital, de Desterro para Florianópolis em 10 de outubro de 1894. Abandonou a carreira política assim que deixou o cargo de presidente. Morreu em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.
Não deixem de conhecer este livro. Com certeza muitas duvidas ou fatos novos irão surgir no seu entendimento do Brasil.
Vale à pena!