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terça-feira, 20 de março de 2012

IRACEMA


No livro “Iracema” do grande escritor brasileiro, José de Alencar, conta a história de amor vivida por Martin, um português, e Iracema uma índia tabajara. Eles se apaixonaram  quase que à primeira vista. Devido a diferença étnica, por ser Iracema filha do Pajé da tribo e por um membro da tribo, o índio Irapuã  gostar dela e não permitiria jamais o relacionamento entre a índia e o português, restou somente a solução de fugirem para poderem ficar juntos,  em nome do grande amor que sentiam um pelo outro.
Então, Iracema e Martim, fogem das terras dos tabajaras, e passam a morar com os Pitiguaras, na tribo liderada por  Poti. Esta mudança causou em Iracema  um grande sofrimento, mas seu amor por Martim é  mais forte, que logo ela se acostuma, ou pelo menos, não deixa transparecer. A fuga de Iracema faz com que seja travada uma nova batalha entre os Tabajaras e os Pitiguaras.  A razão e o motivo é que  Irapuã quer se vingar de Martin, que "roubou" Iracema.  Poti, índio pitiguara, que é amigo de Martin, para protegê-lo, aceita a briga com a tribo vizinha.
Homenagem  a Iracema - Fortaleza
A nação tabajara alia-se com os franceses que lutavam  contra os portugueses, pelo domínio das  terras.  E os Pitiguaras fazem uma aliança com os portugueses. Estava pronto o cenário da guerra, que como tantas outras têm inicio com um simples pretexto.
O português Martim, com o passar do tempo começa a sentir falta das da família e das pessoas que deixou em Portugal, e  acaba de distanciando de Iracema, não dando muito atenção a ela. Esta, por sua vez, já grávida, sofre muito percebendo a tristeza e o desprezo do amado para com ela. Sabendo que é o motivo do sofrimento de Martim, ela resolve morrer depois que dar à luz ao filho.
Uma das inumeras pinturas sobre Iracema
Sabendo da ausência de Martim, Caubí, irmão de Iracema, vai visitá-la dizendo que já a perdoou por ter fugido e dado às costas à sua tribo. Acaba conhecendo o sobrinho, e promete fazer visitas com mais freqüência aos dois e Caubi conta ao seu pai, Araquém, que estava muito velho e muito doente, por causa da fuga de Iracema.
Numa época que Martim não estava na aldeia, Iracema tem seu filho, Moacir.  Os primeiros meses não foram  nada fáceis. Iracema sofria muito e não se alimentava direito. Iracema estava só e lutava com todas suas forças para sobreviver e cuidar de seu filho. Quando seu amado Martin voltou, Iracema entregou  seu filho Moacir para Martin e devido a fraqueza  que estava acometida, veio a falecer. Iracema foi enterrada ao pé de um coqueiro, na borda de um rio, o qual mais tarde seria batizado de Ceará, e que daria também nome à região banhada por este rio.
Monumento a Iracema em Fortaleza -  Ce
Ao meio desta bela história de amor, estão os conflitos tribais, intensificados pela intervenção dos brancos, preocupados apenas em conquistar mais territórios e as riquezas das terras habitadas pelos índios.

Um livro fantástico, no qual reúne contextos históricos e um romance surpreendente.

Recomendo à todos.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Visita ao E. E. Pio X


No dia 14 de março de 2012, a pedido da professora de Artes Andréia, fui a Escola Estadual Pio X, em São José do Rio Preto, para falar um pouco de quem eu sou e como começou o meu gosto por leitura.
Quando cheguei, por volta das 15:45, sem conhecer a escola, entrei e logo encontrei a Andréia, que primeiramente me levou a sala dos professores, lá fui muito bem recepcionado, mas com vários questionamentos como de costume. Bateu o sinal.
Já era hora de entrar nas salas, então soube que passaria nas salas, 8ª série A, B, C e 7ª série C.
Comecei pela 8ª C, confesso que estava um pouco ansioso, não sabia se os alunos me receberiam bem ou mal, era tudo uma incógnita. Assim que todos se acomodaram em seus devidos lugares, Andréia me apresentou e passou a palavra para que eu começasse a explicação, naquele momento a incógnita sumiu, nunca fui tão bem recebido, o foco dos alunos em minha explicação foi algo inesquecível, mas como apenas a história não comprova nada a minha leitura, foi lançado um desafio, que seria o básico, eu ler parte de um livro para eles. Aceitei, então me deram o livro Fallen, li cerca de 40 paginas e expliquei de forma resumida para eles, agora sim todos acreditaram.
Saindo da 8ª C, fui para 8ª B, onde novamente fui recebido de forma fantástica, todos muito atenciosos, não me interromperam nenhuma vez enquanto eu contava a eles minha história, também li um livro e expliquei, outra sala extraordinária.
Próxima, 7ª C por serem um pouco mais jovem, passou pela minha mente que o foco seria menor, me enganei, logo que entrei fiquei sabendo que aquela foi a sala que mais ajudou a escola em uma campanha de arrecadação de livros. Novamente expliquei minha história, li um livro e expliquei a eles o que li.
Agora só faltava uma, o 8ª A, já era a ultima aula da grade, o corpo já estava cansado, mas isso não afetou em nada a atenção para comigo, no momento em que contei a história, fizeram perguntas coerentes e estavam atentos na explicação do livro que li um trecho para eles.
Sem duvida, tenho vontade em voltar a essa Escola espetacular, cujo nome é E. E. Pio X.
Obrigado por tudo.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Auto da Barca do Inferno



Auto da Barca do Inferno é um dos livros mais lidos e comentados o grande autor Gil Vicente, pois ele consegue em um teatro mostrar como seria a decisão de quem vai para o céu e quem vai para inferno, sendo representado por Anjo e o Diabo, respectivamente.
Por este teatro passam diversos personagens, cada um com sua história, com seus acertos e erros, porém todos estão agora diante de Anjo e do Diado para através do julgamento, decidir vossos caminhos.
Fidalgo Anrique é o primeiro, trazendo consigo um pajem carregando uma cadeira com encosto e ricamente vestido. Mas este acessório não interfere em nada é um julgamento moral, ou seja, o dinheiro não tem importância alguma. Diabo é o primeiro a receber as almas, convida o fidalgo a entrar na barca, ao saber do destino ele zomba. Por ter deixado alguém que rezasse por ele queria ir para o Céu, porém que ao ser rejeitado pelo anjo ele mostra certa humildade quando se arrepende da vida vazia que levou. Pois o que havia o levado a condenação foi a tirania, a frieza e a soberba.
O próximo é o Onzeneiro Ambicioso. Este é condenado pela avareza e ganância, traz consigo uma grande bolsa onde guardava o dinheiro que roubava das pessoas quando vivo, era agiota. O Diabo o cumprimenta alegre, mas Onzeneiro se recusa a entrar nesse batel, mas é despedido pelo anjo que condena por ele ser muitíssimo ambicioso.
A próxima alma a chegar é o Parvo. Sem saber o que estava acontecendo, ele é recebido pelo diabo, que usa diversos argumentos para convencê-lo de entrar em vossa barca. Ao descobrir o destino da barca infernal, o parvo xinga o diabo e vai até a barca da glória. Ao chegar, o parvo diz não ser ninguém, mas pela sua humildade, modéstia e honestidade, a sua sentença é a glorificação.
Agora quem entra em cena para o julgamento é o Sapateiro, que traz consigo tudo o que sempre utilizou para efetuar seu trabalho. Ao saber o destino da barca do inferno, ele recorre ao anjo, mas sua tentativa é nula, pois foi condenado por roubar o povo com seu ofício durante 30 anos e por sua falsidade religiosa.
O próximo é Frade que chega ao julgamento alegre e confiante, acompanhado de sua amante e usando roupas sacerdotais por cima de uma roupa de esgrima, esporte no qual se considerava muito ágil, é convidado pelo Diado a entra na barca infernal. Achando tal proposta absurda recorre ao Anjo, que ao menos o concede a palavra e o condena ao Inferno pelo sua falsidade religiosa.
Agora era a vez Brísidia Vaz, uma mulher atraente, mas muito má, Brisidia era uma mistura de feiticeira, cafetina, entre outros. Tinha em si um forte poder de sedução. Ao chegar ao julgamento é recepciona pelo Diado que a chama para adentrar a barca do inferno, no entanto ela sente que existe possibilidades de conseguir entrar na barca do Céu, então vai até o Anjo e tentando utilizar todo seu chamar o pede para que a deixe entrar em vossa barca. O Anjo muito sábio, percebe e a condena por prostituição e feitiçaria.
A seguir, é a vez do judeu, que chega acompanhado por um bode. Mudando um pouco dos pedidos dos anteriores, ele pede para ingressar na barca do inferno, mas lá até o Diabo o recusa, não contente o judeu, muito rico, tenta suborna o Diabo que sem ceder continua a recusa-lo. O judeu fala então com o anjo, porém não consegue aproximar-se dele: é impedido pelo Parvo, que o acusa de não aceitar o cristianismo. Por fim, o diabo aceita levar o judeu e seu bode, mas não dentro de sua barca, e, sim, rebocados.
O corregedor e o procurador, representantes da justiça, chegam a seguir, trazendo diversos livros e processos. Quando convidados pelo diabo para entrar na barca, usufruindo de todo o poder de argumentação começam a elaborar suas defesas, então se encaminham ao Anjo. Na barca do céu, o anjo os impede de entrar: são condenados à barca do inferno por manipularem a justiça em benefício próprio. Ambos farão companhia à Brísida Vaz, revelando certa familiaridade com a cafetina, o que nos faz crer em trocas de serviços entre eles e ela.
O próximo a chegar é o enforcado, que acredita ter perdão para seus pecados, pois em vida foi julgado e enforcado. Mas também é condenado a ir ao inferno por corrupção. Assim se encerrar o julgamento.
Um livro fantástico.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A HOSPEDEIRA

O objetivo deste blog é divulgar o prazer da leitura. Poderia ser até um clube de leituras, mas esta ainda é uma idéia a ser desenvolvida no futuro. Dentro da filosofia do blog, eu, como leitor assíduo e avô do Luisinho, resolvi utilizar o espaço e publicar sobre um livro que acabei a leitura. Trata-se da “A Hospedeira” da aclamada escritora Stephenie Meyer, autora também da serie “Crepúsculo”.
Confesso que a principio não estava com o menor interesse neste livro e acabei iniciando a leitura mais por falta de opção do que por escolha, mas tive uma agradável surpresa. É um livro muito interessante e quanto talento tem a autora! Ela consegue dar uma dinâmica tão boa a sua obra, que é como você estar num cinema, onde o filme te envolve por completo.
“A Hospedeira” trata de um tema muito presente nos dias de hoje, que é a ficção cientifica, mas que na realidade é mais que isso, é um romance entre pessoas e corpos, numa intrigante trama, rica em detalhes e expectativas.
Na contracapa do livro você encontra vários comentários como um de Booklist que diz “Com cenas inesquecíveis e perturbadoras que apontam questões fascinantes sobre a distinção entre a essência da humanidade e seu corpo físico, é uma leitura arrebatadora”
Imagine-se viver num mundo dominado por outra espécie de civilização, onde a raça humana é serve como hospedeira. Esta é a essência do livro. A Terra foi dominada por um inimigo que não pode ser detectado. Os invasores dominam a mente dos humanos e utilizam os seus corpos e vivem a vida aparentemente sem alteração. Somente pequenos grupos de humanos ainda resistem a este processo e lutam contra os invasores.
Neste contexto vai surgir personagens apaixonantes como Peregrina, Melaine, Jared, Ian, Jamie,  Jeb e Doc, entre outros, que vai levar o leitor a horas de muito prazer. È uma trama muito bem construída, onde a autora faz prevalecer o sentimento mais nobre que é o amor. O amor pela comunidade, pela família, o amor romântico e o amor platônico.
A proposito, o filme sobre este livro vai ser lançado   em 2013.
Vale a pena.
Luis Antonio (avô)