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quinta-feira, 19 de julho de 2012

O HOMEM QUE OUVE CAVALOS


Este é um  livro emocionante.  Ele  traz o relato pessoal das descobertas de Monty Roberts sobre cavalos, a realidade que se torna tão extraordinária diante de nossos olhos, que quase poderia ser um relato ficcional. Porém, Monty Roberts utilizando toda sua habilidade, seduz o leitor para continue a se emocionar com essa bela história. A jornada deste criador e domador de cavalos é sem duvida um exemplo de vida.  Nascido na Califórnia e filho de pais envolvidos na criação e doma de cavalos, Monty estava sobre um desses magníficos animais antes mesmo de completar um ano.

Começava desde já seu amor incessante por aqueles animais,  amor que o fez discutir inúmeras vezes  com seu pai, porque ele domava os animais na base da chibata, tendo até um nome para esse método, “machuca-los para não ser machucado”. Monty Roberts passava boa parte de seus dias junto com os cavalos, e tal a convivência fez surgir em Monty a compreensão dos sentimentos dos cavalos; o que eles desejavam; como eles estavam, Ele ouvia os animais. E E para ter mais conhecimento sobre a língua dos cavalos Monty começou a estudar a língua “Equus”. Já conseguindo ouvir os anseios dos cavalos, ele começou a participar de corridas e rodeios sem chicotes e esporas, o que surpreendeu a todos, pois ele não utilizava violência alguma e mesmo assim conseguia ser eficiente na condução das suas montarias.

Monty possuía uma deficiência visual. Ele, por ser daltônico enxergava tudo em branco e preto, mas soube tirar vantagens desta  deficiência, pois conseguia enxergar durante a noite, na escuridão, com mais clareza tudo que estava em sua volta. Esta habilidade permitia estudar  o comportamento dos cavalos durante a noite e pode descobrir, por exemplo, que a égua mais velha maltratava os potros rebeldes para educa-los, que o papel dos garanhões era proteger seus haréns e vigiar os animais predadores. Além de domar esses cavalos participar de corridas, rodeios expondo suas técnicas de doma, Monty participava de shows equestres, chegou a ser duble de cavaleiros no cinema, jóquei de quarto de milha e treinador de famosos campeões renomados de corridas.

Com todas essas atividades e ter passado  tantos anos montando  cavalos, teve problemas na  coluna, sendo obrigado a se submeter a uma cirurgia de espinha dorsal,  que o deixou afastado das suas atividades por vários meses e quando voltou, as pessoas estavam curiosas para conhecer sua técnica de doma de animais selvagens e isso fez com que Monty Roberts percorresse os Estados Unidos e Europa fazendo palestras e apresentação. Ele mostrava ao publico que em menos de 40 minutos conseguia transformar um animal por mais xucro que fosse, em um animal capaz de  obedecer na mais boa vontade todos seus comandos.

É um livro imperdível. De fácil leitura, tem aquele gosto de “vou ler somente mais uma página”.

Imperdível.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A MENINA QUE ROUBAVA LIVRO



O período que os alemães sob a tutela de Hitler dominaram parte da Europa, milhares de historias aconteceram e milhares foram retratadas em fotos, filmes, livros. Um deles é “A Menina que Roubava Livros” de Marcus Suzak, que conta a historia de Liesel Meminger. O diferente deste livro é o fato da Morte ser a contadora da historia.
Liesel era judia e já tinha “conversado” com a Morte em outras ocasiões, quando seu irmão mais novo foi morto, quando vivenciou a morte de um piloto alemão e quando perdeu seus pais, que pereceram após um bombardeio na rua em que moravam. Após a morte dos pais, ela foi morar com um casal, Has Hubermann, seu pai adotivo de olhos cristalinos  e Rosa Hubermann, sua mãe adotiva.
Liesel era  semi analfabeta, mas por intuição ou mesmo sem perceber o que estava fazendo, por ocasião do funeral do seu irmão menor, o funcionário que estava providenciando o sepultamento, deixou cair um livro “O Manual do Coveiro”, ela o pegou e guardou para si. Já morando com a nova família, ela tinha a referencia da “mãe”, uma mulher mal educada, que usava sempre palavrões em tudo que fazia e o “pai”, um homem carinhoso e que lhe passou a ensinar a ler no livro que ela havia roubado.
Como o modelo de ensino da Alemanha na época do nazismo não era um primor, Liesel podia ser considerada uma péssima aluna e vivia sempre as turras com os professores, de quem sempre levava sonoras surras. O que realmente gostava era jogar futebol com os garotos da rua e com seu melhor amigo Rudy Steiner, com que viveu as melhores aventuras de sua vida.
A cidade de Molcking, onde morava era extremamente fanática por Hitler e periodicamente, para atender a insensatez do seu líder, eram feitas fogueiras de livros, visando acabar com o memória de ideais anti nazistas e numa destas fogueiras, Liesel consegue roubar seu segundo livro, um pouco chamuscado “O dar de ombros”
Com o avanço da guerra, a situação econômica da Alemanha foi piorando e a falta de dinheiro e de trabalho foi assolando a população. Has Hubermann, seu pai adotivo, que tocava acordeom como hobby e era pintor de paredes, por não ter se filiado ao Partido Nazista, tinha grande dificuldade em conseguir trabalho, enquanto sua mulher Rosa, ajudava  lavando roupas para as famílias mais ricas da cidade e contava com a ajuda de Liesel para as entregas. Liesel sempre fazia este trabalho em companhia de seu amigo Rudy. Ele era apaixonado por Liesel e sempre estava disposto a ajuda-la, independente da confusão ou aventura que fossem arrumar. O seu desejo era ganhar um beijo em troca e ela sempre recusava.
Certa ocasião, quando fazia uma entrega de roupas na casa do prefeito, Liesel foi surpreendida pela esposa dele, que a convidou para conhecer a biblioteca da casa e disse que poderia ler o livro que quisesse. Com o avanço da guerra e o dinheiro escasso, as pessoas começaram a cancelar os pedidos à Rosa e os Hubermann estavam na miséria.
Umas das últimas clientes de Rosa Hubermann era Ilsa, a esposa do prefeito, quando Liesel foi entregar a roupa ela deu um livro a menina e cancelou o serviço que Rosa fazia. Revoltada pela situação a menina explodiu em sua fúria e não aceitou o presente e xingou ela e o prefeito. Depois veio arrependimento e ela e seu amigo Rudy voltaram a casa do prefeito e ela subiu por uma janela e roubou o livro que havia ganhando anteriormente da biblioteca. Este procedimento se repetiu sempre que Liesel ficava angustiada.
Na época, ser judeu era ser condenado e nesta situação teve que aprender a guardar um segredo. Durante a primeira guerra, Hans foi ferido e salvo por um amigo, que agora lhe pedira para proteger seu filho Max das loucuras dos nazistas. Hans então fez o que podia significar a morte de toda sua família: esconder Max no porão de sua casa junto com as tintas que utilizava para pintar paredes. E lá ficou por muito tempo, até que teve que sair para fugir da policia nazista, mas se reencontram no final da guerra.
Neste período, Liesel fica amiga de Max que a ajudou nas leituras dos seus livros e com ele dividiu seus sonhos e pesadelos. Ninguém podia saber que Max morava ali e para a menina, agora seu mundinho se dividiam em dois, da porta da dentro onde todos ficavam apreensivos com um judeu escondido no porão e da porta para fora onde tinha seu melhor amigo Rudy e os outros moleques da pelada.
Com o inicio dos bombardeios dos aliados se aproximando da cidade. Liesel e Rudy  davam vazão as suas angustias  com o estranho hábito de roubar:  ela roubava livros enquanto Rudy era um eterno esfomeado, magro igual um graveto, ele só pensava em roubar comida da casa alheia ou plantações. Foi a leitura que salvou Liesel do bombardeio que matou seus pais adotivos Rosa e Has e seu melhor amigo Rudy. Depois de morto Rudy ganhara o tão esperado beijo da menina.
 Os ataques da guerra começaram também a atingir a Rua Himmel, onde Liesel e Rudy moravam. Sempre que eram alertados todos os moradores se dirigiam a um abrigo subterrâneo, onde o medo tomava conta de crianças e adultos. Liesel começou a ler em voz alta para todos, perpetrando nela a paixão pelos livros e pelas palavras. Foi exatamente isso que lhe salvou a vida. Numa noite, sem aviso prévio os ataques dos aliados destruíram completamente a rua que morava, enquanto ela, por acaso, se encontrava no porão escrevendo sua historia. Foi a única sobrevivente, que surpreendeu até a “Morte”, que a viu agarrada aos livros que tanto gostava.
Um livro muito bacana, com uma historia envolvente e difícil de ser resumida em poucas palavras, mas recomendo muito sua leitura.
Vale a pena.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

ROBERTO MARINHO




Hoje, quando ligamos a televisão, quase que automaticamente damos uma olhada na Rede Globo. Creio que acontece com quase todas as televisões do Brasil. Mas como a Rede Globo chegou ao que é hoje. Esta é uma longa historia, que o livro Roberto Marinho  tem a proposta de mostrar. Escrito pelo jornalista Pedro Bial, o leitor vai conhecer a vida  de um dos homens mais poderosos e influentes do país no século 20, proprietário do maior conglomerado de comunicação do Brasil e um dos maiores do mundo, as Organizações Globo.


Filho do jornalista Irineu Marinho Coelho de Barros e Francisca Pisani Barros, Roberto Pisani Marinho nasceu no Rio de Janeiro no dia 3 de dezembro de 1904 e teve mais quatro irmãos, dois homens e duas mulheres. Foi casado por três vezes e teve quatro filhos, todos de seu casamento com sua primeira esposa, Stela Marinho, sendo eles: Roberto Irineu, José Roberto, João Roberto e Paulo Roberto.
Com seu gênio empreendedor, em sete décadas de trabalho, investiu nas mídias de rádio, televisão, jornal, editora, produção de cinema, vídeo, internet e distribuição de sinal de TV paga e de dados. Suas empresas atravessaram a virada do século 21 com mais de 15 mil funcionários e faturamento de aproximadamente US$ 2 bilhões, tornando-o um dos homens mais ricos do mundo.
Roberto Marinho estudou na Escola Profissional Sousa Aguiar e nos Colégios Anglo-Brasileiro, Paula Freitas e Aldridge. Sempre teve  sua vida sempre ligada ao jornalismo. Em 1911, seu pai fundou o jornal A Noite, o primeiro vespertino moderno do Rio de Janeiro, que logo conquistou a liderança de vendas entre os jornais da então Capital do Brasil.
O livro conta que Irineu Marinho vendeu o jornal “A Noite” e  fundou o jornal  ‘O GLOBO’ dando inicio ali a história da Rede Globo. Nessa época, Roberto Marinho, agora com 20 anos, foi trabalhar com o pai, atuando como repórter e secretário particular. Infelizmente, uma tragédia se abateu sobre Roberto Marinho, pois  21 dias depois do lançamento do jornal, o seu pai, Irineu Marinho morreu de infarto enquanto tomava banho em sua casa.
Apesar da pressão da família para assumir a direção do”O Globo”, Roberto Marinho preferiu deixar o comando da empresa nas mãos do jornalista Euclydes de Matos, amigo de confiança de seu pai. Enquanto isso continuou trabalhando como copidesque, redator chefe, secretário e diretor.Assumiu a direção do jornal somente em  1931, com a morte de Euclydes de Matos.
Roberto Marinho começou a administrar “O Globo” sem modificações, mantendo a mesma gestão do seu antecessor, mas a partir de 1944, ele decidiu investir para expandir sua empresa e comprou uma rádio transmissora e lançou a Radio Globo, a  primeira emissora que marcou o início da formação do seu conglomerado de mídia. Mas o melhor ainda estava por vir, em 1955, onze anos depois da inauguração da Rádio Globo, Roberto Marinho ganhou a permissão de instalar seu canal de TV.
Roberto Marinho tinha 60 anos quando teve o início das transmissões em 1965 com o Canal 4 do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o empresário adquiriu em São Paulo a TV Paulista, Canal 5. Era os primeiros passos para o que hoje é uma das maiores empresas  de televisão do mundo, reunindo mais de 113 emissoras entre Geradoras e Afiliadas.
Assis Chateabriand
Como diz o ditado que por trás de toda fortuna sempre existe algum fato obscuro, isto trouxe a ele também pessoas não eram o podia-se chamar de amigos, entre eles Assis Chateaubriand, Samuel Wainer, Carlos Lacerda, Leonel Brizola e outros que a historia esqueceu tudo por conta de suas  relações com o Governo do Brasil. Ele era acusado muitas vezes  trabalhar pró-governo, principalmente durante a  Ditadura Militar. Coincidência ou não foi quando suas empresas mais cresceram.
Roberto Marinho se afastou do comando das Organizações Globo em 1998 e dividiu com seus filhos a direção da empresa: Roberto Irineu ficou com supervisão da Rede Globo de Televisão; João Roberto ficou responsável pelo Jornal “O Globo” e José Roberto, todo o sistema de rádio.
O jornalista Roberto Marinho morreu no dia 6 de agosto de 2003, com 98 anos, vitima de enfisema pulmonar, originado por uma trombose.
Um livro impecável.


Recomendo a todos.

domingo, 1 de julho de 2012

FAHRENHEIT - 11 DE SETEMBRO


O Jornalista e repórter americano, Michael Moore, sentiu a necessidade de investigar o fato, já que havia muita obscuridade nas declarações do presidente George W. Bush. De posse de provas, documentos e depoimentos e raciocínio lógico, produziu o documentário “Fahrenheit 11 de setembro”, apresentando uma visão diacrônica que mostra o envolvimento do presidente dos EUA em relações comerciais com o Bin Laden e, vai mais além, explicando que a “guerra contra o terror” era apenas uma manobra publicitária para expandir seus negócios na área de armamentos e utensílios de uso militar.
 O livro "Fahrenheit" descreve o drama  vivido pelos norte-americanos, que começa pouco antes das eleições para presidente. De forma milagrosa, George W. Bush, governador da Carolina do Norte, com alto índice de recusa por parte de seus eleitores, sai do segundo lugar na preferência do eleitorado e se destaca na reta final da campanha. Usando o poder de influência de seu pai, George Bush, que recebera dos príncipes árabes a quantia de um bilhão e quatrocentos milhões de dólares, para financiar negócios da família, o presidenciável injetou dinheiro na campanha e, comprando a mídia eletrônica em todo o país, induziu o colégio eleitoral a votar nele, como melhor opção.
Após a posse o presidente Bush foi passear com sua família, passando maior parte dos seus primeiros oito meses de mandato de férias, pescando, caçando e dando entrevistas, alegando que a segurança americana estava indo “de vento em popa”, motivo pelo qual as famílias estadunidenses poderiam ficar tranquilas enquanto ele se divertia. Depois de cortar as verbas dos setores de segurança nacional, George W. Bush ignorou o alerta dado pela CIA, a polícia federal americana, que descobriu que Osama Bin Laden planejava atacar os Estados Unidos e havia infiltrado muçulmanos em cursos de aviação civil. No dia 10 de setembro de 2001 Bush viajou para o estado da Carolina, onde planejava fazer campanha, para aumentar os índices de aceitação perante o povo. Ele começou a visitar escolas. 

No dia 11 o presidente americano estava discursando numa escola, quando recebeu o telefonema alertando que a primeira torre do World Trade Center havia sido atingida. O chefe de estado não mencionou palavra alguma e, após novos ataques, que derrubaram a segunda torre e destroçaram o Pentágono, símbolo do poder bélico norte-americano, o presidente continuou imóvel, sem nada dizer.
Enquanto Nova Iorque pedia socorro ao mundo, Bush mal sabia o que fazer, principalmente porque não poderia saber se algum dos seus amigos árabes, incluindo a família Osama haviam o traído. A Força Aérea americana bloqueou o espaço aéreo, obrigando até o ex-presidente George Bush, pai do chefe de governo e de estado a viajar de carro, mas os mais de vinte familiares da família do maior terrorista do mundo foi retirada de jatinho às pressas dos EUA, furando o bloqueio das forças armadas por ordem direta da Casa Branca.

A resposta presidencial aos ataques terroristas foi que Osama Bin Laden iria pagar pelo que fez e nenhum terrorista ou presidente que o apoiasse ficaria ileso. As forças aliadas da OTAN, Organização do Tratado do Atlântico Norte, resolveram se unir aos americanos, e como resposta aos terroristas, acusaram os iraquianos, que nunca sequer ameaçaram um americano, de estarem produzindo armas de destruição em massa e bombas nucleares, além de abrigar o terrorista mais procurado do mundo. Iniciados os ataques ao Iraque e Afeganistão, dois dos maiores produtores de petróleo do planeta, seus presidentes foram capturados e o seu poder reduzido a cinzas.
Uma boa sugestão de leitura. 
Vale a pena!
Recomendo a todos