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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Meu Pé de Laranja Lima


Parece que foi ontem que terminaram as provas finais do ano letivo de 2011 e já estamos arrumando as mochilas para voltar as aulas novamente. As férias passaram "voando" e já estamos de volta. Espero que todos que acompanham o meu blog tenham se divertido, descansado e estejam prontos para enfrentar os professores em 2012.
Este ano vou mudar de escola. Minha irmã, Ana Ligya vai estudar na Unip e para facilitar a logistica e aproveitar a carona com meu pai, estou me transferindo para o Colégio Copen, que fica proximo da faculdade.
Como meu blog é voltado para a leitura, quero comentar nesta ultima publicação antes do inicio das aulas sobre um romance que lí no ano passado e gostei muito e espero que vocês gostem também. Trata-se do livro Meu Pé de Laranja Lima, do escritor brasileiro José Mauro de Vasconcellos. Este livro é um romance juvenil e foi lançado em 1968, sendo um grande sucesso editorial da epoca, inclusive sua historia foi transformada em filme.
Conta a historia de um menino de cinco anos chamado Zezé, que pertencia a uma família muito pobre e muito numerosa. Zezé tinha muitos irmãos, a sua mãe trabalhava numa fábrica, o pai estava desempregado, e como tal passavam por muitas dificuldades.
Que cuidava de Zezé eram suas irmãs mais velhas e ele cuidava de seu irmão mais novo, o meu xará Luis.
O personagem principal do livro era um garoto alegre, interessado em aprender  coisas novas, novas palavras, palavras difíceis que o seu tio Edmundo lhe ensinava, mas adorava fazer "arte"pela rua, a pregar peças aos outros.
Era normal Zezé ser castigado e repreendido pelos pais e irmãos, que sempre diziam que ele era um menino mau, que gostava de fazer maldades. Acontece que Zezé vivia praticamente sozinho e quase não tinha contato com sua sua mãe que trabalhava fora e muito. Ele carecia de carinho, atencão e ternura, como toda criança. Recebia um pouco mais de atenção de sua irma, Gloria, que ele a chamava de " Godóia ".
Certa ocasião, sua familia muda-se e Zezé encontra no quintal de sua nova casa um pequeno pé de laranja lima. Nosso heroi, a principio não fez muito caso da arvorezinha, mas com o passar do tempo a pequena árvore passa ser sua grande amiga,que a chamava de Minguinho, pois ao desabafar com ela suas tristezas, repara que ela fala e que é capaz de conversar consigo e  lhe dar todo o carinho que  não recebia em casa da sua família.

Zezé fez também uma grande amizade com um português que o ensinava muitas coisas, inclusive a não falar palavrões. Esta grande amizade foi terminada de uma maneira cruel, quando seu amigo foi morto ao ser atropelado por um trem. O garoto entrou numa depressão profunda, e como a família desconhecia a sua amizade com o português, eles acharam que foi a notícia que seu pé de laranja lima seria cortado.
O garoto permaneceu dias comendo pouco, sem falar, deitado em sua cama e querendo morrer. Mas com as palavras de Glória, sua irmã preferida, ele conseguiu retornar a sua vida normal.

Uma historia comovente, que recomendo a todos.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

SAGARANA

Guimarães Rosa é um dos meus autores prediletos, um dos melhores escritores brasileiro de todos os tempos. Ele publicou inúmeras obras, todas sensacionais e hoje vou escrever sobre “Sagarana”, um livro muito interessante, que possui nove contos, que citarei mais abaixo. Grande contador de historias, João Guimarães Rosa nasceu em Cordisburgo, cidade mineira em 27 de junho de 1908 e foi o primeiro dos seis filhos de D. Francisca, Chiquitinha, Guimarães Rosa e de Florduardo Pinto Rosa, mais conhecido por "seu Fulô" comerciante, juiz de paz, caçador de onças e contador de histórias.
O BURRINHO PEDRÊS Esta é a historia de Sete de Ouros, um burrinho decrépito que já fora bom e útil para seus vários donos. Esquecido na fazenda do Major Saulo, tem o azar de ser avistado numa travessia pelo dono da fazenda, que o escala para ajudar no transporte do gado. Na travessia do Córrego da Fome, todos os cavalos e vaqueiros morrem, exceto dois: Francolim e Badu; que conseguem se salvar, um montado e outro agarrado ao rabo do Burrinho Sete de Ouros.
A VOLTA DO MARIDO PRÓDIGO
Outro conto do livro é sobre Lalino, um típico malandro que não aprecia o trabalho, apenas a boa vida. Abandona o serviço na estrada de ferro e vai para o Rio de Janeiro, largando sua mulher, Maria Rita, a Ritinha, na região. No seu retorno, a encontra casada com o espanhol Ramiro. Lalino torna-se cabo eleitoral do Major Anacleto, que, graças a ele, ganha a eleição. Laio, como também é conhecido, reconcilia-se com Maria Rita no fim do conto.
SARAPALHA

Esta é a  história de dois primos, Ribeiro e Argemiro, que foram contaminados pela malária que se espalhou no vau de Sarapalha. Os dois primos estão solitários na região, já que parte da população morrera e os demais fugiram, entre os quais a mulher de Ribeiro, Luísa. O primo Argemiro, imaginando que não sobreviveria à doença e querendo ter a consciência tranqüila na hora da morte, confessa o interesse pela esposa do Ribeiro.  Esta confissão não agradou ao primo Ribeiro, reage à confissão de forma agressiva e expulsa Argemiro de suas terras, sem nenhuma complacência.
DUELO

Turíbio flagra sua mulher, Silvana, com o ex-militar Cassiano Gomes. Turíbio, com o intuito de vingar sua honra, confunde-se e acaba matando o irmão de Cassiano Gomes.  Desesperado, Turíbio foge para o sertão e é perseguido pelo ex-militar. Nessa disputa, os dois alternam os papéis de caça e de caçador. Cassiano adoece e, antes de morrer, ajuda um capiau chamado Vinte e  Um, que passava por dificuldades financeiras e em troca pede para ele vingue a morte de seu irmão. Turíbio, ao saber da morte de Cassiano volta para casa e é surpreendido por Vinte e  Um, que o executa para vingar seu benfeitor.
MINHA GENTE
Conta a história de Emilio, que é apaixonado por sua prima Maria, além de o problema de serem primos, Maria não corresponde ao amor de Emilio, pois ela amava Armando, então ele no intuito de fazê-la sentir ciúmes finge estar namorando com outra mulher.O autor desenrola neste conto, uma situação bastante presente nos dias atuais. O amor não correspondido.
SÃO MARCOS
Este conto é sobre José, um homem supersticioso, mas que mesmo assim zomba dos feiticeiros do Calango-Frito, em especial de João Mangolô. Izé, como é conhecido, recita por gozação a Oração de São Marcos para Aurísio Manquitola, que lhe custou uma dura repreensão por banalizar uma prece tão poderosa.
Certo dia, caminhando no mato, Izé fica subitamente cego e passa a se orientar por cheiros e ruídos. Perdido e desesperado recita novamente a Oração de São Marcos. Guiando-se pela audição e pelo olfato, descobre o caminho certo: a cafua de João Mangolô. Lá, tenta estrangular o feiticeiro e, ao retomar a visão, percebe que o negro havia colocado uma venda nos olhos de um retrato seu para vingar-se das constantes zombarias.
CORPO FECHADO
O conto agora é sobre Manuel Fulô, um contador de histórias que se faz de valente, e é dono de uma mula cobiçada pelo feiticeiro Antonico das Pedras-Águas. Este, por sua vez, tem uma sela desejada por Manuel. Enquanto o Manuel se gaba de sua invejada valentia, o verdadeiro valentão do pedaço, Targino, aparece e anuncia que dormirá com a noiva de Manuel.   Desesperado, Manuel, o desafia para um duelo.  O feiticeiro visita Manuel Fulô e promete fechar-lhe o corpo, em troca da mula. Após o trato, há o duelo, o feitiço parece funcionar e Manuel vence a batalha e perde a mula.
CONVERSA DE BOIS
Guimaraes Rosa nos conta a viagem de um carro de bois, com oito animais, que leva uma carga de rapadura e um defunto. À frente vai Tiãozinho, o guia, lamentando a morte de seu pai, ali transportado. Tiãozinho que se tornara, após a morte de seu pai, dependente de Agenor Soronho, o dono da boiada. Homem cruel maltratava o menino e havia transado com a mãe de Tiãozinho, durante a doença do pai.  Os maus tratos com o menino são tantos que os bois comentam entre si as atitudes do carreiro Agenor. Para exibir seus talentos como carreiro, obriga, de forma cruel, os bois a superar a ladeira onde a carroça de João Bala havia tombado. Superado o obstáculo, os bois, furiosos, aproveitam-se do cochilo de Agenor e puxam bruscamente a carroça, matando seu algoz.
A HORA E A VEZ DE AUGUSTO MATRAGA
Augusto Esteves Matraga, um poderoso fazendeiro da região, impunha um modo ditatorial no vilarejo em que vivia. Com a morte de seu pai e com a vida desregrada que levava perdeu todos os bens, sendo uma parte para seu inimigo, Major Consilva que, no passado também fora inimigo de seu avô Matraga. Indignado com a situação, Augusto Esteves vai à casa do Major Consilva, que o aprisiona e manda que seus capangas o marquem a ferro e o matem. Augusto depois de ser espancado e marcado a ferro no glúteo se joga em um em um rio para se livrar da morte. Julgando-o morto, sua A sua mulher, Dinorá e sua filha também vão morar com Ovídio Moura.
Um casal de negros encontra Augusto moribundo e cuidam de seus ferimentos físicos e espirituais. Augusto decide abandonar a antiga vida e muda-se, com o casal, para o único chão de terra que restara de sua herança. Em Tombador, torna-se um homem de bem, trabalhador e honesto.
Quando um jagunço conhecido e temido do sertão, Joãozinho Bem-Bem, aparece na região, os dois se tornam amigos. Mas a Augusto e o jagunço se desentendem e pressentindo que chegara sua “hora e vez”, Augusto decide sair de Tombador e acaba encontrando Joãozinho Bem-Bem que estava no local para executar, por vingança, uma família da região. Augusto intervém, pedindo que o jagunço desista da execução, mas ele recebe a atitude do amigo como uma afronta e em um duelo, ambos morrem.
Guimarães Rosa - Autor de Sagarana
Um livro fantástico, que demonstra ao leitor contos, que se lidos com atenção, uma mensagem para toda a vida.
Recomendo a todos.












sábado, 7 de janeiro de 2012

O HOMEM QUE QUERIA SALVAR O MUNDO

Capa do Livro
Bom ano a todos. Estamos agora iniciando oficialmente as atividades do blog "Prazer da Leitura" em 2012 e espero continuar contando a participação de vocês, que sempre me apoiaram desde o lançamento deste cantinho dedicado a leitura. Antes de falar sobre o livro de hoje, queria convida-los a interagir comigo no blog. Mandem sugestões de leitura, comentários sobre livros lidos, textos para publicação. Vocês, se quiserem podem postar no setor comentários do blog ou escrever direto pra mim  pelo endereço l.anton300@gmail.com
Estou a disposição.
" O Homem que Queria Salvar o Mundo”, relata a história de Sergio Vieira de Mello, um dos mais carismáticos diplomatas brasileiro de sua época, que viveu e morreu servindo o País em várias partes do mundo.
Este livro foi escrito por Samantha Power, jornalista e professora de relações internacionais da Universidade de Harvard, hoje uma das maiores autoridades nos assuntos. Parte de sua grande experiência foi adquirida como assessora de política internacional do então senador americano Barack Obama, no período de 2005 a 2008.
O livro é praticamente uma biografia de Sergio Vieira de Mello, que nasceu em 15 de março de 1948, no Rio de Janeiro. Punido pelo regime militar, seu pai foi obrigado a se mudar com a família para o exterior e com isso, Sergio ingressou cedo na carreira diplomática, seguindo a profissão de seu pai, aos 21 anos, Mello começou a atuar na ONU - Organização das Nações Unidas , conciliando o seu trabalho com os estudos de filosofia na Universidade de Paris, onde morava.
Sede da ONU - Organização das Nações Unidas
Na ONU, o brasileiro atuou no setor para refugiados, em Genebra, e serviu em operações humanitárias e de paz por regiões onde havia conflitos e guerras como em Bangladesh, Sudão, Chipre, Moçambique e Peru. Hábil negociador Mello se destacou na suas atividades e em 1981, foi nomeado para o cargo de Conselheiro Político Sênior das forças da ONU, no Líbano.
Sergio Vieira de Mello
Depois disso, ocupou diversas funções importantes na instituição, como a de diretor de departamento regional para Ásia e Oceania, enviado especial do Alto Comissário ao Camboja e coordenador humanitário da ONU na região dos Grandes Lagos, na África.
Em 1996, Mello foi nomeado Assistente do Alto Comissário da ONU para refugiados e, dois anos depois, assumiu em Nova Iorque o cargo de Subsecretário Geral para Casos Humanitários e Coordenador de Emergência.
Em Kosovo, assumiu temporariamente a função de representante geral do Secretário-Geral da ONU. Quando atuou no Timor Leste, Mello ocupou o cargo de
Administrador Transitório da ONU, tendo como maior feito, o encaminhamento que levou o Pais à Independência e à realização de eleições livres.
Em missão no Iraque
Em 12 de setembro de 2002, atingiu seu auge na questão de Direitos Humanos da ONU, quando foi nomeado para o cargo de Alto Comissário de Direitos Humanos da ONU, permanecendo nesta função até 2006. Na seqüência, no mesmo ano, assumiu como representante especial do Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, para o Iraque, onde ficou apenas 4 meses. Sua missão era restabelecer a tranqüilidade e ajudar o País a construir um governo democrático no pós-guerra.
Sergio Vieira de Mello teve sua capacidade comprovado pelos diversos cargos de grande importância que ocupou na ONU em diversas partes do mundo, e já se previa no futuro, a possibilidade de vir a ser o Secretário Geral, um dos cargos com mais poder no mundo, mas sua missão foi interrompida após a explosão de um carro-bomba estacionado em frente ao hotel que servia de sede provisória da ONU no país. Neste ataque terrorista, o mais violento ataque realizado contra uma missão civil da ONU até aquela época, alem do Sergio Vieira, outros 21 funcionários foram mortos e cerca de 150 pessoas ficaram feridas. Este ataque foi atribuído pelo Estados Unidos à rede Al Qaeda, de Osama Bin Laden. Após o ataque houve a retirada dos funcionários estrangeiros da ONU no território iraquiano.

Tumulo de Sergio Vieira de Mello
O corpo do diplomata foi enterrado no cemitério de Plainpalais, em Genebra. Alguns meses após o atentado, a ONU realizou uma homenagem póstuma, entregando o Prêmio de Direitos Humanos das Nações Unidas àquele que foi um dos mais importantes diplomatas do Brasil e da entidade.  Na vida pessoal, Sergio era separado de sua esposa Annie, com quem teve dois filhos Laurent e Adrian.

Um livro fantástico! Sergio Vieira de Mello foi um exemplo do que é ser brasileiro.

Recomendo a todos.


HITLER, UMA BIOGRAFIA


Em “Hitler” o autor Ian Kershaw retrata a vida do maior ditador da historia mundial, Adolf Hitler, um austríaco que após sofrer muito em sua infância e adolescência, torna-se um garoto rebelde, deixando assim seu nome gravado na história alemã e mundial.
Adolf Hitler morava numa pequena localidade perto de Linz, na Alta Austria, próximo da fronteira alemã. O seu pai, Alois Hitler que nascera como filho ilegítimo, era funcionário da alfândega. Até aos seus quarenta anos, o pai de Hitler, Alois, usou o sobrenome da sua mãe, Schicklgruber. Em 1876, passou a empregar o nome do seu pai adotivo, Johann Georg Hiedler, cujo nome terá sido alterado para "Hitler" por erro de um escrivão.
Adolf Hitler chegou a ser acusado, depois, por inimigos políticos, de não ser um Hitler mas sim um Schicklgruber. A própria propaganda dos aliados fez uso desta acusação ao lançar vários panfletos sobre diversas cidades alemãs com a frase "Heil Schicklgruber" - ainda que estivesse relacionado, de fato, aos Hiedler por parte da sua mãe.
A mãe de Hitler, Klara Hitler prima em segundo grau do seu pai. Este a trouxera para sua casa para tomar conta dos seus filhos, enquanto a sua outra mulher, doente e prestes a morrer, era cuidada por outra pessoa. Depois da morte desta, Alois casou-se, pela terceira vez, com Klara, depois de ter esperado meses por uma permissão especial da Igreja Católica, concedida exatamente quando Klara já se mostrava visivelmente grávida. No total, Klara teve seis filhos de Alois. No entanto, apenas Adolf, o quarto, e sua irmã mais nova, Paula, sobreviveram à infância.
Hitler teve pouco rendimento na escola e não recebeu o certificado, interrompendo os estudos aos 16 anos, em 1905. Por dois anos viveu ocioso em Linz. Após a morte da mãe, Klara Hitler, em 1908, ainda vivia de pequeno rendimento, com o qual se manteve em Viena. Desejava ser estudante de arte, mas falhou duas vezes que tentou entra para a Academia de Artes. Por alguns anos viveu só e isolado, conseguindo uma pequena renda com a pintura de cartões postais e anúncios, e vagando de um abrigo municipal para outro.
Em 1913 Hitler mudou para Munique. Foi chamado temporariamente à Áustria para ser examinado para o exército e foi rejeitado como incapaz, mas quando começou a guerra de 1914, apresentou-se como voluntário do exército alemão. Serviu durante a guerra, foi ferido em 1916 e envenenado por gás dois anos depois. Por bravura em ação foi duas vezes condecorado com a cruz de ferro, uma condecoração rara para um cabo. Com alta do hospital após a derrota alemã, ficou alistado no seu regimento e designado como agente político, juntou-se ao pequeno Partido dos Trabalhadores Alemães em Munique. O partido era pequeno, comprometido com um programa de princípios socialistas, de liderança dividida, e tinha apenas 53 membros quando Hitler juntou-se a ele.
No primeiro momento Hitler não foi muito bem aceito. Porém, conscientes de que o futuro do partido dependia do seu poder de organizar a publicidade para conseguir fundos, os dirigentes deram-lhe a presidência com poderes ilimitados em julho de 1921. Desde logo ele decidiu criar um movimento de massas.
Movimento este de encontro de antigos e insatisfeitos soldados do exercito alemão, relutantes de retornar a vida civil, e por agitadores políticos empenhados no tradicional separatismo ou em protestos contra o governo republicado de Berlim. Visando esse público, Hitler engajou-se em uma incansável propaganda através do jornal do partido. Assim Hitler começa a mostrar todo seu poder de liderança e sua autoridade diante de todos.

Então Hitler começou a construir o partido Nazista uma figura importante era Ernest Röhm que, além de membro do novo Partido, fazia parte do comando distrital do exercito, e era responsável por garantir a proteção do governo da Baviera, o qual, porque dependia do exército local para a manutenção da ordem, tacitamente aceitava suas violações da lei e sua política de intimidação. Röhm foi de grande ajuda. Foi ele quem recrutou as esquadras, o chamado "braço forte", utilizadas por Hitler para proteger os comícios do partido, atacar os socialistas e os comunistas. Em 1921 estas foram formalmente organizadas sob as ordens de Röhm em um exército privado do partido. 
O principal fator desse rápido crescimento do partido nazista na Bavária veio com a tentativa de golpe para tomada do poder, o atentado de Munique, quando Hitler e o general Erich Luderndorff tentaram forçar o comando do exército a proclamar uma revolução nacional. Quando levado a julgamento Hitler tirou vantagem da imensa publicidade que o acontecimento lhe deu.
Vantagem esta que o fez assumir o controle da Alemanha, no momento da “Grande Depressão” que foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX.
Após assumir o controle em 1934 Hitler criou o Terceiro Reich, império alemão, se consolidando Fuhrer, líder na língua alemã.
Sua primeira medida como ditador foi a execução de milhares de judeus, comunistas, homossexuais, negros e outros nos campos de concentração. Esse episódio ficou conhecido como “Holocausto”.
Um nome fundamental no surgimento do nazismo foi Joseph Goebbels. Hábil orador, cineasta e agitador, Goebbels foi nomeado ministro da propaganda nazista. Além de censurar os veículos de imprensa, Goebbels fazia filmes que alienavam a população, com promessas de um mundo melhor, com a supremacia ariana. Controlava o rádio, a televisão e os jornais, divulgando seus filmes e discursos a favor do partido Nazista.
Em 1939, teve início a Segunda Grande Guerra. Hitler, colérico, enviou toda a tropa alemã. Depois de inúmeras derrotas, o exército alemão tentou a última cartada: em junho de 1941 invadiu a União Soviética. Apesar das vitórias iniciais, Hitler não contava com o rigoroso inverno e suas tropas foram surpreendidas, ficando cercadas por tropas russas. Sem comida, sem água e enfrentando um forte frio, o exército alemão foi derrotado. Hitler, cercado pelo exército vermelho, em seu bunker, seu esconderijo militar, suicidou-se com um tiro na cabeça.
Um livro fantástico. Uma biografia sem comparação.
Recomendo a todos.