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sábado, 29 de dezembro de 2012

JOAQUIM BARBOSA - O MINISTRO DO POVO

 
Estamos terminando 2012. Foi um ano especial pra mim, afinal de contas terminei o ensino médio, fiz muitos amigos, enfrentei, junto com a familia as dificuldades da vida moderna, mas estamos todos bem. Em 2013 tudo vai melhorar e espero continuar contando com o acompanhamento de vocês, que me motiva a continuar escrevendo sobre livros e de vez em quando, sobre fatos atuais. Hoje, para terminar o ano, vou escrever alguma coisa sobre o Presidente do Tribunal Superior, Joaquim Barbosa.
O que me motivou a escrever sobre este assunto foi uma noticia que vi hoje na Internet que a Assembléia Legislativa da Bahia recusou-se a homenagear Joaquim Barbosa, com o titulo de cidadão baiano. A honraria foi negada pela bancada do PT, talvez numa retaliação ao julgamento do mensalão, que atingiu,com o resultado, profudamente as bases do partido. Ainda acredito que muita coisa irá acontecer sobre assunto.
Li muito a respeito do julgamento do mensalão e dificil imaginar um brasileiro que mesmo rapidamente não tenha tido contato com este escandalo, que movimentou a midia de uma forma nunca antes feito, numa matéria técnica, que é o julgamento.
O povo brasileiro sente pela politica, que sempre foi marcada pela corrupção e falta de transparencia, a sensação de decepção,  injustiça, de estar sendo enganado a todo instante, mas tudo começou a mudar devido ao ministo Joaquim Barbosa.
O ministro Joaquim Barbosa sofreu quando criança. Era um garoto humilde, filho de pedreiro, que apesar de todas as dificuldades, batalhou, estudou e colheu o que plantou com louvor no cargo que exerce hoje.
 
 
Aos 58 anos, ele comandou a atitude que a população brasileira clamava, com o julgamento e a condenação dos mensaleiros, exterminando a defesa dos petistas. José Dirceu, Delubio Soares e José Genoino, além de outros condenados, afirmando e apresentando a maneira como era feito o desvio de verba dos cofres publicos para suborno de parlamentares e apoio ao governo Lula.
 
Como relator do processo, o ministro sempre procurou demostrar de forma clara sua afirmações e convicções, sempre muito questionado pelo ministro revisor do processo Ricardo Lewandowski, que na maioria das vezes mostrara contra a condenação de alguns envolvidos no processo do mensalão, principalmente de José Dirceu, mas no fim prevaleceu o bom senso e a grande maioria foi condenada.
Tudo isso é apenas um pouco do que este brasileiro fez pela população, e apesar do reconhecimento publico, ele fez o que se espera de todos os politicos: honestidade e que lute pelos interesses da população, que respeite sua nação, que honre sua Pátria. E este homem corajoso demostrou e serve de exemplo para todos; O poder nas mãos certa é uma ferramenta de progresso e todos se valem dele, mas em mãos erradas e o caminnho para a ganância, onde apenas alguns ganham, e muito. Um pequeno comparativo que deveria ser corrigido: após 08 anos um politico se aposenta, enquanto o trabalhador precisa de 25 ou 30.
 
A novela da noite diz "Salve Jorge", mas deveria ser "Salve Joaquim".
 
 
Feliz 2013 a todos




 

domingo, 2 de dezembro de 2012

101 DIAS EM BAGDÁ

 
Esta semana reli o livro "101 Dias em Bagdá", da jornalista norueguesa Asne Seierstad, autora também de outro sucesso editorial "O Livreiro de Cabul". Ela conta, nesta reportagem, o tempo que permaneceu no Iraque em plena guerra, quando houve a invasão das forças da ONU, que culminou com a queda do ditador Saddan Hussein, no periodo de janeiro a abril de 2003.
Qual foi a motivação de publicar uma resenha sobre este livro agora, considerando que este assunto já foi bastante explorado, discutido, criticado e elogiado por milhões e milhões de pessoas no mundo todo? Foi a reeleição do presidente americano Barack Obama. Estranha motivação, mas explico: em outubro de 2011, Obama confirmou a retirada total das tropas americanas do Iraque. Até o fim de 2011, a maioria dos soldados americanos já tinha deixado o país, restando apenas grupos de treinamento para as forças iraquianas. O Anuncio pôs um fim definitivo a uma guerra que já se estendia por nove anos, que matou mais de 4400 soldados americanos e um numero infinitamente maior de iraquianos. Esta guerra e sua motivação, dividiu o povo americano, nos que eram pro ou contra a Guerra do Iraque.
Barack Obama e os soldados no Iraque
O cronograma para a retirada de tropas foi selado entre os paises ainda durante o  governo do  presidente George W. Bush e foi tema de campanha eleitoral de Barack Obama, que prometeu acabar com a guerra e trazer de volta todos os soldados americanos envolvidos no conflito e cumpriu o prometido.
Voltando ao livro "101 Dias em Bagdá", a autora relata o que viu e viveu em Bagdá, mostrando uma cronica do cotidiano da guerra, da vida dos iraquianos, a reação aos bombardeios das forças aliadas, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futur e a censura à imprensa estrangeira, entre outros assuntos, ajudando a compreender os conflitos da sociedade iraquiana, revelando com isso, aspectos inexplorados pela midia mundial.
Asne Seierstad
O livro apresenta um texto gostoso e durante a leitura, você caro amigo, vai encontrar histórias tocantes como as de familias que precisam abandonar suas casas em busca de abrigo ou a de jovens voluntários que querem trabalhar como escudos humanos, descrevendo de uma forma envolvente, como um país inteiro, se preparou, enfrentou e ainda hoje enfrenta, devido a ação de grupos interessados no poder do Iraque, para agir diante do conflito e suportar a perda que a morte causa durante o desenvolvimento de uma guerra.
Vale a pena ler este livro.



























quinta-feira, 15 de novembro de 2012

ENQUANTO O DITADOR DORMIA...


 Já publiquei neste blog algumas resenhas de livros que falam de historias vividas durante a Segunda Guerra Mundial, um momento conturbado da humanidade, mas rico em momentos que viraram grandes sucessos editoriais. Escrever sobre Hitler, Churchill, Mao Tse Tung e outros lideres mundiais é sempre sinônimo de sucesso, daí a grande quantidade de livros sobre este homens que ficaram pra sempre marcados na Historia.
A Europa viveu durante a guerra sob o domínio de ditadores, como Mussolini, na Itália e Antônio de Oliveira Salazar, em Portugal e é sobre Salazar que vou escrever a resenha de hoje. Trata-se do livro “Enquanto o Ditador Dormia...”, de Domingos de Freitas Amaral, escritor português, formada pela Universidade Católica Portuguesa e com mestrado pela Universidade de Columbia.
O livro conta o momento vivido em Lisboa pós-guerra, aonde milhares de refugiados, entre eles atrizes, judeus e espiões chegaram àquela metrópole e aqueceu muito o comercio de Portugal, tornando-a palco para o surgimento de grandes fortunas. Mas o que fazia Lisboa ser tão especial?
Antonio de Oliveira Salazar
Antonio de Oliveira Salazar pode ser a resposta, pois durante a guerra, a aparente neutralidade portuguesa no conflito, garantida com mão de ferro pelo seu governante maior, que controlava, ou acreditava que contralava tudo. Na realidade, em Lisboa era um local de encontros secretos e era frequentados por comunistas, ingleses, alemães, apoiadores de Salazar e amigos do ditador. Estes últimos, apesar de gozarem da intimidade do líder, não deixavam, contraditoriamente, de admirar o perfil liberal do general inglês Winston Churchill.
O livro relata através do personagem Jack Gil Mascarenhas Deane, 85 anos, filho de mãe portuguesa e pai inglês, dono de companhia de navegação, volta a Lisboa, depois de mais de 50 anos longe da cidade, para participar do casamento de um neto. Ele representava a fragilidade que existia na no submundo da guerra.
Lisboa de 1945
Salazar, que a tudo dominava, segundo a lenda criada, multiplica seus olhos e ouvidos por cada viela de Portugal, mas quando ele dormia – segundo os relatos – ele dormia pouco – Lisboa se despertava para um mundo mágico, de amores, traições e grandes personagens que inspiraram e continuam inspirar até hoje o imaginário de milhões de pessoas, que viveram ou tiveram conhecimento daquela época, que embora seja uma página negra na historia do mundo, é também uma lição aprendida que deve ser contada pra sempre.
Leiam o livro “Enquanto o Ditador Dormia...” e terão uma ideia bem atualizada dos meandros da política da Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
Vale a pena!
 

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

A CICATRIZ DE DAVID



O Romance “A Cicatriz de David” escrito pela americana Susan Abulhawa, abrange com maestria em sua obra a paisagem de Israel. O fato dela ela ser de origem palestina,  filha de refugiados e ter vivenciado todo o drama desta nação e também por ter morado em diversos países do Oriente Médio permite que ela consiga dar uma narrativa que mostra a cultura, o nacionalismo, o fundamentalismo religioso daquela região e também a secreção racial que lá existe.

"A Cicatriz de David" é um romance sobre um menino palestino, chamado Ismael, que vive num campo de refugiados de Jenin e, no ano 1948, é raptado por um oficial israelense, cuja mulher não pode ter filhos. A partir deste momento ele é criado como uma criança judia passa a usar o nome de David e é educado segundo os preceitos da religião judaica.
Vinte anos depois, David vai lutar numa guerra fratricida contra o irmão mais velho, que o reconhece por causa de uma antiga cicatriz no rosto.
A história se inicia com Dália, uma jovem beduína, que num ato de coragem enfrenta e desafia as convicções da aldeia Ein Hod. Ela sempre foi uma guerreira muito preocupada em ajudar seu País. Notou, ao ficar mais velha, que seu povoado tinha grande importância no processo sionista de expansão de Israel, que foram criados em 1948.
A Palestina em Verde e Israel em Branco
Porém, somente sua coragem não foi suficiente para evitar a queda do seu povoado e em meio da expulsão dos palestinos de suas terras pelos invasores, seu filho mais novo, Ismael, que outrora havia sofrido um corte no rosto, é raptado pelo oficial israelense Moshe, que o entrega para sua esposa, que suplicava por um filho. A partir desta “adoção” Ismael passa a ser chamado de David.
Este drama foi contado pela irmã de Ismael, Amal, que anos depois consegue mudar-se para os Estados Unidos. Sua mãe, Dália, depois que teve o filho raptado, era agora uma mulher fortemente abalada pelos vários anos de guerra e opressão, tendo como maior desejo se acomodar nos aposentos de seus ancestrais palestinos, em busca de paz e aconchego.
Voltado ao personagem David, por ter sido criado como um israelense, sem saber nada de suas origens, cresceu desprezando os árabes, os palestinos enquanto seus familiares eram expulsos de suas terras para um campo de refugiados.
Moshe, o sequestrador, depois de algum tempo começa a sentir remorsos pelo ato que cometeu ao arrancar dos braços de uma mãe seu próprio filho, escutava, em pensamentos, diversas vezes os gritos sofridos e desesperados de Dália, no entanto seu sofrimento iria aumentar ao ver que o lugar onde foi reservado para o judeus poderem se sentir seguro estava mergulhado em sangue.
A luta contra os soldados de Israel
Dália também havia de sofrer mais ainda ao receber que seu marido teria sido morto durante a guerra e que se filho mais velho, Yousef, era um prisioneiro de guerra, e como tal, era constantemente espancando pelos soldados israelenses, entre eles, seu próprio irmão David, um desconhecido de sua própria origem. David foi reconhecido pelo irmão pela cicatriz que ostentava no rosto.
A formação do Estado de Israel foi precedida de muitas guerras com os árabes palestinos, que tiveram seus terrenos roubados por estradas, assentamentos, muros, entre outros. A Palestina, luta até hoje pelo seu direito de existir.
Simplesmente fantástico.
Recomendo a todos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Benefícios e Malefícios



Esta semana teve uma discussão na escola sobre as vantagens e desvantagens que a tecnologia trouxe ao mundo de hoje. O avanço da informática, da Internet, aplicada à ciência, medicina e outros campos do conhecimento, trouxe grandes benefícios à raça humana, mas houve também problemas, que surgem a todo o momento, que esta mudando o comportamento de milhões de pessoas, que utilizam as redes sociais para se comunicarem e se realizarem. Sobre este assunto foi pedido uma redação, e aproveito para estender a discussão àqueles que me seguem no meu blog, e resolvi publicar a minha. Participem também. Publiquem suas opiniões.
Benefícios e Malefícios
De alguns anos pra cá, podemos afirmar que a Internet, por meio das redes sociais como chats, e sites de apresentação de perfil já faz parte da vida da grande maioria da população e lamentavelmente, de forma errônea para milhões de usuários.
Hoje, via de regra, os adolescentes estão deixando de se comunicar pessoalmente com a sociedade para poder usufruir das opções apresentadas pelo mundo virtual. Os jovens encontraram neste mundo inverídico, em certas ocasiões, um ponto de apoio para sua solidão.
A sociedade generaliza o problema “a internet”, porém se observarmos dificilmente encontrará hoje quem consegue viver, no mínimo, sem um telefone celular que hoje, com o avanço da tecnologia, este aparelho é utilizado para as mais diversas funções. Esses hábitos já fazem parte da humanidade e a tendência é aumentar cada vez mais, pois o mundo está em avanço acelerado com relação à tecnologia.
De acordo com a FECOMÉRCIO-RJ/Ipsos, o percentual de brasileiros conectados à internet aumentou de 27% para 48%, entre 2007 e 2011. O principal local de acesso são as Lan House (31%), seguido da própria casa (27%) e da casa de parente de amigos, com 25% (abril/2010). O Brasil é o 5º país com o maior número de conexões à Internet.
Segundo Alexandre Sanches Magalhães, gerente de análise do Ibope/NETRATINGS, "o ritmo de crescimento da internet brasileira é intenso. A entrada da classe C para o clube dos internautas deve continuar a manter esse mesmo compasso forte de aumento no número de usuários residenciais".
Portanto, uma solução imediata dificilmente será encontrada, pois a conscientização dos benefícios e malefícios desta tecnologia não deve ser voltada apenas aos jovens e sim, também, aos pais, que devido à dependência da tecnologia, no mundo profissional de hoje, mesmo que involuntariamente, mostra aos adolescentes que a “internet” pode resolver quase tudo, mas os escraviza, tornando-os dependentes. 
Dê sua opinião.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL


Hoje vamos falar um pouco da Historia do Brasil e prestar uma justa homenagem a um grande brasileiro, que de certa forma, este meio esquecido pelos historiados.
O que teria acontecido ao nosso país se a República não tivesse sido proclamada? Se após a morte de D. Pedro II a princesa Isabel tivesse tido a chance de manter a Monarquia por mais alguns anos? O que teria acontecido ao Brasil se o homem que substituiu o Marechal Deodoro da Fonseca na presidência do País, se não tivesse sido o Marechal Floriano Peixoto? Estas perguntas e muitas outras são respondidas no livro “FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL”, do jornalista João Natale Netto.
J.Natale Netto
O autor, natural de São Paulo, é um dos grandes profissionais do jornalismo escrito, sendo por muitos anos membro do conselho editorial da Editora Abril, onde entre outros grandes trabalhos, destacou a direção da extinta revista Realidade, considerada um marco no Jornalismo moderno brasileiro.Sobre o livro, que considero uma obra imperdível sobre a nossa historia, ele relata com detalhes sobre este grande homem que foi Floriano. Nascido a 30 de abril de 1839, na cidade de Maceió, na Alagoas.
Filho de lavradores pobres foi criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursou o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde foi mandado aos 16 anos. Revelou distinção e bravura no exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participou até o desfecho, em Cerro Corá. 
A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estado os nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias. 
A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início  em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora. 
Exercia, no Exercito,  o posto de ajudante general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando teve início o movimento republicano em 1889. Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assumiu a presidência e governou no regime que ficou conhecido como "mão de ferro" até o final do mandato, em 1894. 

Uma parte das forças da época o considerava um verdadeiro ditador, porém seus admiradores e o povo em geral o viam com o Salvador da Pátria, pois ele acabou com uma rebelião na época, feita pelo Monarquista, que queriam dividir o Brasil em republiquetas. Não fosse Floriano, certamente o Brasil não seria o que é hoje
Ponte Ercílio Luz -  Cartão Postal de Florianópolis
Em sua homenagem o governador catarinense Hercílio Luz decretou a mudança de nome da capital, de Desterro para Florianópolis em 10 de outubro de 1894. Abandonou a carreira política assim que deixou o cargo de presidente. Morreu em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.
Não deixem de conhecer este livro. Com certeza muitas duvidas ou fatos novos irão surgir no seu entendimento do Brasil.
Vale à pena!





sábado, 29 de setembro de 2012

DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS


Jorge Leal Amado de Faria – Jorge Amado, como ficou conhecido, nasceu em Itabuna, cidade próxima a Ilhéus, no sul da Bahia, região que o autor reproduziu em vários de seus romances, principalmente Gabriela, que hoje é apresentado na Rede Globo. Jorge Amado foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.
 
A grande maioria de suas obras foi adaptada para o cinema, teatro e para a televisão além de ser tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, inclusive com edições em Braille e em fitas gravadas para cegos.
 
Suas principais obras foram, na minha visão, foram Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra, Capitães de Areia, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres, mas como existem outros títulos, alguém poderá discordar.
 
 
O romance “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, é uma história que de início parece não ter muito a ver com nossas vidas, imaginamos que coisas tais como essas nunca poderiam acontecer. E é justamente nesse ponto que nos enganamos, o romance mostra muito bem isso.

A história acontece em uma cidade tipicamente do interior do Brasil, mais precisamente no nordeste, onde prevalece o sentimento machista de o homem poder ter várias amantes e que a figura da mulher é relegada a simples tarefa doméstica e a realização sexual do homem, além de ser objeto de desejo e meio de procriação.·.

 
Nesse meio é que surge Dona Flor como é conhecida; Uma mulher que parece ser como a maioria das mulheres: esforçada, trabalhadora e corajosa. Mas que a difere das outras é que esconde dentro de si um espírito inquieto e insaciável e que irá fazer com que ela se volte contra toda uma sociedade.
·.
 
No livro, Dona Flor se casa com Vadinho, uma pessoa boêmia, que levava uma vida de prazeres, vivendo de jogos e aventuras nos bordeis. Levava uma vida sem muitas preocupações, apenas dedicando seu tempo para o prazer com várias mulheres.

Dona Flor, quando aceitou Vadinho para marido, sabia da personalidade dele e sempre o perdoava, mesmo quando chegava em casa depois de uma noitada na companhia de outras mulheres ou parceiros de jogos.  Embora seu sentimento fosse de raiva, logo se transformava em uma paixão desenfreada, uma mistura de amor e desejos, pois Vadinho a satisfazia plenamente.
 
O tempo passa e num domingo de Carnaval, quando dançava, Vadinho morre, deixando Dona Flor desconsolada. Passado algum tempo, ela resolve aceitar o pedido de casamento do farmacêutico Teodoro, solteirão convicto. O casamento acontece com as bênçãos de sua mãe Rozilda, mas embora Dona Flor tenha recuperado a paz e a serenidade de novo. seu novo marido não a satisfaz como Vadinho.
 
 
Ela vivia pensando no ex-marido e procura em um terreiro de candomblé para trazer Vadinho de volta, seu desejo é realizado. Somente ela consegue vê-lo e agora o impasse é outro, pois ela é casada e ao mesmo tempo tem seus desejos satisfeitos por Vadinho. Mas como Dona Flor é uma mulher recatada, não aceita tão situação.
Ela volta ao terreiro e pede que o mandem de volta ao mundo dos espíritos. No entanto, quando Vadinho desaparece Dona Flor sofre de saudades.
Então ela pede para o padroeiro da cidade que se trazer Vadinho de volta e paga uma promessa ao santo. Ele volta e a partir daí, ela passa a viver feliz, ela e seus dois maridos, Vadinho e Teodoro,
 
Imperdível.
 

 

 

 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

MÉDICO DE HOMENS E DE ALMAS


O livro “Médico de Homens e de Almas”  de  Taylor Caldwell um livro sobre a vida de São Lucas, desde a sua infância até a fase adulta.
Quando criança, Lucano, como São Lucas é chamado no livro, embora tenha sido o único apostolo que não conheceu Jesus Cristo,  amava o Deus Desconhecido de corpo e alma, chegando a ficar em estado de graça após as suas orações e meditações.
Mas foi só acontecer algo ruim em sua vida para que ele passasse a culpar esse mesmo Deus. Ao perder o grande amor de sua vida, sem poder fazer nada para ajuda-la, Lucano mudou a sua postura com Deus e começou a culpá-lo por todas as desgraças que aconteciam com as pessoas. “Se Deus é tão bom porque não pune apenas os maus? Porque as pessoas boas que o louvam sofrem tanto?”
Essas eram algumas das indagações feitas por Lucas que só vai começar a acreditar no Pai novamente, num dos trechos mais emocionantes do livro, quando Deus faz com que ele encontre uma pessoa, que vinha procurando há muitos anos. Após o seu reencontro com o Deus, Lucano ensina-nos que esse Deus é o Deus do amor e não da vingança e que até o fatos negativos e tristes que acontecem em nossas vidas acabam sendo importantes para o nosso crescimento como seres humanos.

É a partir deste encontro que  São Lucas começa a escrever o seu evangelho baseado no que ouvira dos Apóstolos e Discípulos de Jesus. Ele deixaria a primeira parte do seu livro reservado para o relato de Maria, a mulher que carregou Deus em seu ventre e para tanto, passa vários meses à procura de Maria e quando ele a localiza o encontro é repleto de emoção.
Maria relata detalhes da infância de Jesus, do amor de seu esposo José pelo Menino Deus e dos brinquedos que fazia para ele quando garoto, do embate entre Jesus e Satanás que ao tentar seduzi-lo a esquecer da humanidade, fugindo assim da crucificação, acaba sendo refutado e expulso pelo Cristo. Maria conta ainda, de maneira minuciosa como foi o momento da aparição do Arcanjo Gabriel que anunciou que ela seria a mãe de Jesus. Revela também detalhes de seu encontro com a prima Isabel e da origem do canto Magnificat.
Antes disso, Lucano encontra Hillel, o rico judeu, em profunda depressão, desejando apenas a morte, arrependido de não ter seguido Jesus e que já tinha sido crucificado. Cabe à Lucano acalmar o espírito atormentado do homem, dando-lhe a paz que procurava.  Após ouvir as palavras reconfortantes do apóstolo, Hillel se recupera e narra com pormenores como foi o seu encontro com Jesus naquele dia. Após este momento, Hillel, torna-se um dos melhores amigos de São Lucas, ajudando-o, inclusive, a localizar o paradeiro de Maria.

Outra passagem que merece ser lembrada é o encontro de Lucano com Prisco, o soldado romano que foi incumbido de realizar a  crucificação de Jesus. Taylor Caldwell narra que  os homens que fixaram os cravos que rasgaram as mãos e os pés de Jesus durante a sua crucificação estavam sob o comando de Prisco, que após a morte de Jesus Cristo se entrega ao remorso e em seu leito conta toda a sua história para Lucano. Este seria o Evangelho da crucificação escrito por São Lucas.
Muitos outros personagens importantes cruzam o caminho de Lucas e assim o apóstolo vai ouvindo os testemunhos dessas pessoas e escrevendo o seu Evangelho, como do governador romano Pôncio Pilatos, que condenou Cristo a morte e lavou as mãos

Um livro, simplesmente fantástico, com um teor bíblico, porém sem perder a emoção e maravilhosa condução da escrita, com uma bela história.

Recomendo a todos.

terça-feira, 4 de setembro de 2012

LEITURA DINAMICA -REPORTAGEM REDE GLOBO


Hoje vou sair um pouco da minha linha normal de publicação e  apenas comunicar um fato muito legal que aconteceu comigo. Como alguns de vocês, que me conhecem pessoalmente, sabem que consigo ler muito rapido, mas tem muita gente que não me conhece e  vou publicar mais abaixo o link  de uma reportagem que  TV Tem, afilhada da Rede Globo, da cidade de São José do Rio Preto fez comigo e foi ao ar no ultimo sabado, dia 01 de setembro. 
Estou reproduzindo abaixo o texto publicado no Portal G1 da Globo e o link da publicação

Uma pesquisa recente revelou que o brasileiro lê apenas um livro por ano. Já pensou quem consegue ler uma publicação de novecentas páginas em apenas uma hora? Quem faz isso é um estudante de São José do Rio Preto (SP), Luís Antônio Gonçalves Netto, de 16 anos, que é especialista numa técnica chamada “leitura dinâmica”.

Nas estantes de casa, já não cabem mais livros. O estudante já leu 4 mil títulos. O número impressiona, mas o que mais chama a atenção mesmo é o tempo que o estudante leva para fazer a leitura: são 900 páginas por hora, 15 páginas por minuto, cerca de 5 segundos por página.

O estudante aprendeu a fazer a leitura dinâmica sozinho e criou técnicas para que ela ficasse tão rápida. “Minha leitura é uma diferente da tradicional, que é uma leitura horizontal, que a pessoa pega palavra por palavra. Minha leitura é na vertical, é uma visão só, mais ampla da página”, conta Netto.

Para ler como ele é preciso muito treino. “Há dois anos eu venho treinando e a velocidade foi melhorando gradativamente. Foi muito treino, eu lia todos os dias, diversos livros”, explica o estudante.

Para o estudante a lista de livros do vestibular não é nenhum bicho de sete cabeças. Aliás, ele até ajuda os amigos na escola. “Alguns amigos pede para ele ler e fazer um resumo. Em poucos minutos ele lê o livro e consegue criar a resenha. A molecada adora”, conta o pai, Evandro Luís Gonçalves.

Na livraria, o apaixonado pela leitura já é conhecido por todos. O adolescente não pretende parar. Luis percebe todos os dias como a leitura transforma a maneira como ele vê o mundo. “Posso dizer que descobri novos lugares, novos pensamentos. Isso foi muito importante na minha vida. Começar a ler é um incentivo para você se tornar cada vez mais uma pessoa melhor”, finaliza Netto.


http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/noticia/2012/09/estudante-de-rio-preto-sp-tem-tecnica-para-ler-900-paginas-por-hora.html



sábado, 25 de agosto de 2012

FAÇA COMO STEVE JOBS



Já tem algum tempo que não publico nada em meu blog e não é por falta de ter o que escrever e sim pelas atribuições que assumimos e tomam todo nosso tempo.  Conversando com meu avô esta semana, ele comentou que havia assistido ao filme “Piratas do Vale do Silício”, que conta parte da vida de dois homens que participaram ativamente das mudanças que o mundo esta vivendo que é a era da comunicação. Refiro a Bill Gates e Steve Jobs.
Já li livros a respeito de ambos e realmente são pessoas fantásticas, mas nesta postagem vou recomendar a leitura de um livro escrito por Carmine Gallo, que é um tratado sobre a arte de comunicar, chamado  “Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis a todo momento”.  Este livro, inclusive esta disponível na internet para download gratuito. É só acessar um site de busca, colocar o nome do livro e aprender com o grande mestre, que infelizmente já partiu, mas deixou uma historia para ser lida aprendida e contada.
Já tem muitas publicações sobre este gênio da comunicação e seria até leviano de minha parte querer criar algum fato novo.  Varias publicações sobre ele foram feitas em todos os meios de comunicação, como a de Walter Isaacson, seu amigo, que publicou sua biografia autorizada cita “A saga de Steve Jobs é o mito de criação da revolução digital em grande escala: o início de um negócio na garagem de seus pais e sua transformação na empresa mais valiosa do mundo. Embora não tenha inventado muitas coisas de cabo a rabo, Jobs era um mestre em combinar ideias, arte e tecnologia de uma maneira que por várias vezes inventou o futuro”.
Ele era espetacular se comunicando, como o livro mostra e ao longo de sua vida ele aprendeu a olhar fixo para as pessoas e ficar longo tempo em silêncio intercalado por frases de fala rápida. Jobs era considerado pelos colegas como um herói e ao mesmo tempo um cabeça de bagre. Ou era um ou era o outro. As coisas para ele eram a “melhor do mundo” ou uma droga.
Uma frase atribuída a ele que reflete sua personalidade é  "Não fazemos essas coisas porque somos malucos por controle", explicou. "Nós as fazemos porque queremos fazer grandes produtos, porque nos preocupamos com o usuário e porque gostamos de assumir a responsabilidade por toda a experiência, ao invés fabricar a porcaria que outros fazem." Ele também acreditava que estava prestando um serviço às pessoas. “Elas estão ocupadas fazendo o que sabem fazer melhor e querem que façamos o que fazemos melhor”
Esta publicação é um tributo a Steve Jobs. Leiam o livro que estou recomendando e tenho certeza que irão gostar imensamente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

NAPOLEÃO



Difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar alguma coisa sobre Napoleão Bonaparte. Mas quem foi realmente Napoleão Bonaparte? Um louco? Um visionário? Depende de quem conta a historia, mas podemos conhecê-lo por inteiro lendo o livro “Napoleão” de Emil Ludwig. Este autor se especializou em biografias de grandes personagens e publicou livros sobre Goethe em 1920; Bismack em 1922, Napoleão em 1925; Michelangelo em 1930, Cleópatra em 1937 e finalmente Stalin em 1942.

Napoleão Bonaparte nasceu na Córcega, em sua junventude seu pai o mandou para estudar em um colégio na França a genialidade estava no sangue nobre dele, tanto que com 19 anos de idade tornou-se tenente do exército francês. Ele teve um desenvolvimento na área militar extraodinário, tanto que com a idade de 27 anos já era vitorioso em várias guerras eja fora promovido ao cargo de  general de brigada em 1793.

Na epoca, a França era governada pelo Ministro Robespierre e havia o partido politico denominado Jacobino, que eram contrários ao governo. Com a queda de Robespierre, Napoleão foi preso sob a acusação de ser jacobino, mas conseguiu se safar e foi encarregado em 1795 de dirigir o levante monarquista em Paris.

Napoleão casou com Josefina, que era viuva de Beauharnais, um general francês que foi morto na guilhotina. Sendo um grande estrategista e um grande incentivador dos seus soldados antes de cada batalha, acabou se tornando o Comandante-em-chefe do Exercito da França, nas campanhas contra a Italia, Austria, Egito e Inglaterra.


Quando da ocupação do Egito, 1798 a expedição científica que o acompanhou, durante pesquisas arqueológicas realizadas naquele pais,  foi descoberta a Pedra de Rosetta,  uma espécie de monólito de basalto negro, que apresenta um decreto de Ptolomeu V, em caracteres hieroglíficos, demóticos e gregos,196 A.C., que os pesquisadores utilizaram para decifrar os hieróglifos egípcios..   Este achado esta exposto no British Museum, em Londres.

Já muito popular na França, Napoleão em 1799 deu um golpe de Estado e assumiu o poder, sendo eleito Cônsul Geral através de um plebiscito popular. Já no poder,  organizou o governo, a administração, a polícia, a magistratura e as finanças. Tomou medidas despóticas e antiliberais, como o restabelecimento da escravidão nas colônias, e outras de grande importância econômica, como a criação do Banco de França, 1800, além de criar uma nova Constituição para a França.

Um dos grandes feitos de Napoleão foi a criação de um novo código civil, que ficou conhecido Code Napoléon, elaborado por uma comissão de juristas com sua participação ativa.  Este documento tornou-se o maior feito jurídico dos tempos modernos, consubstanciou os princípios defendidos pela revolução francesa e influenciou profundamente a legislação de todos os países no século XIX.

O restabelecimento da ordem e da paz  fizeram crescer a sua popularidade, e ele foi proclamado cônsul vitalício por plebiscito. Posteriormente corou-se Rei da Itália. Sua vida amorosa teve prosseguimento com seu divorcio da Imperatriz Josefina e  seu novo casamento com Maria Luísa, filha do Imperador da Áustria.
Sua vida política e militar foi marcada por guerras permanentes contra os países vizinhos e quando eles se uniram para enfrentar as forças francesas, Napoleão foi derrotado pela primeira vez em Leipzig. Um dos maiores erros estratégicos de Napoleão foi a invasão da Rússia, Dada as dimensões territoriais da Russia e a baixa temperatura do inverno russo, os soldados franceses sofreram um derrota catastrófica, o que forçou Napoleão abdicar do cargo e ficar exilado na Ilha de Elba, na costa Oeste da Itália

Tentou voltar ao poder novamente e organizou um exercito, mas foi derrotado novamente na celebre Batalha de Waterloo, na Bélgica. Napoleão foi preso pelos  ingleses e deportado para a Ilha de Santa  Helena, onde permaneceu até sua morte.
Um livro de biografia tem uma redação diferente dos romances modernos, mas o aprendizado que se adquire é maravilhoso. Recomendo a leitura deste livro a todos que apreciam este tipo de literatura.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

O HOMEM QUE OUVE CAVALOS


Este é um  livro emocionante.  Ele  traz o relato pessoal das descobertas de Monty Roberts sobre cavalos, a realidade que se torna tão extraordinária diante de nossos olhos, que quase poderia ser um relato ficcional. Porém, Monty Roberts utilizando toda sua habilidade, seduz o leitor para continue a se emocionar com essa bela história. A jornada deste criador e domador de cavalos é sem duvida um exemplo de vida.  Nascido na Califórnia e filho de pais envolvidos na criação e doma de cavalos, Monty estava sobre um desses magníficos animais antes mesmo de completar um ano.

Começava desde já seu amor incessante por aqueles animais,  amor que o fez discutir inúmeras vezes  com seu pai, porque ele domava os animais na base da chibata, tendo até um nome para esse método, “machuca-los para não ser machucado”. Monty Roberts passava boa parte de seus dias junto com os cavalos, e tal a convivência fez surgir em Monty a compreensão dos sentimentos dos cavalos; o que eles desejavam; como eles estavam, Ele ouvia os animais. E E para ter mais conhecimento sobre a língua dos cavalos Monty começou a estudar a língua “Equus”. Já conseguindo ouvir os anseios dos cavalos, ele começou a participar de corridas e rodeios sem chicotes e esporas, o que surpreendeu a todos, pois ele não utilizava violência alguma e mesmo assim conseguia ser eficiente na condução das suas montarias.

Monty possuía uma deficiência visual. Ele, por ser daltônico enxergava tudo em branco e preto, mas soube tirar vantagens desta  deficiência, pois conseguia enxergar durante a noite, na escuridão, com mais clareza tudo que estava em sua volta. Esta habilidade permitia estudar  o comportamento dos cavalos durante a noite e pode descobrir, por exemplo, que a égua mais velha maltratava os potros rebeldes para educa-los, que o papel dos garanhões era proteger seus haréns e vigiar os animais predadores. Além de domar esses cavalos participar de corridas, rodeios expondo suas técnicas de doma, Monty participava de shows equestres, chegou a ser duble de cavaleiros no cinema, jóquei de quarto de milha e treinador de famosos campeões renomados de corridas.

Com todas essas atividades e ter passado  tantos anos montando  cavalos, teve problemas na  coluna, sendo obrigado a se submeter a uma cirurgia de espinha dorsal,  que o deixou afastado das suas atividades por vários meses e quando voltou, as pessoas estavam curiosas para conhecer sua técnica de doma de animais selvagens e isso fez com que Monty Roberts percorresse os Estados Unidos e Europa fazendo palestras e apresentação. Ele mostrava ao publico que em menos de 40 minutos conseguia transformar um animal por mais xucro que fosse, em um animal capaz de  obedecer na mais boa vontade todos seus comandos.

É um livro imperdível. De fácil leitura, tem aquele gosto de “vou ler somente mais uma página”.

Imperdível.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A MENINA QUE ROUBAVA LIVRO



O período que os alemães sob a tutela de Hitler dominaram parte da Europa, milhares de historias aconteceram e milhares foram retratadas em fotos, filmes, livros. Um deles é “A Menina que Roubava Livros” de Marcus Suzak, que conta a historia de Liesel Meminger. O diferente deste livro é o fato da Morte ser a contadora da historia.
Liesel era judia e já tinha “conversado” com a Morte em outras ocasiões, quando seu irmão mais novo foi morto, quando vivenciou a morte de um piloto alemão e quando perdeu seus pais, que pereceram após um bombardeio na rua em que moravam. Após a morte dos pais, ela foi morar com um casal, Has Hubermann, seu pai adotivo de olhos cristalinos  e Rosa Hubermann, sua mãe adotiva.
Liesel era  semi analfabeta, mas por intuição ou mesmo sem perceber o que estava fazendo, por ocasião do funeral do seu irmão menor, o funcionário que estava providenciando o sepultamento, deixou cair um livro “O Manual do Coveiro”, ela o pegou e guardou para si. Já morando com a nova família, ela tinha a referencia da “mãe”, uma mulher mal educada, que usava sempre palavrões em tudo que fazia e o “pai”, um homem carinhoso e que lhe passou a ensinar a ler no livro que ela havia roubado.
Como o modelo de ensino da Alemanha na época do nazismo não era um primor, Liesel podia ser considerada uma péssima aluna e vivia sempre as turras com os professores, de quem sempre levava sonoras surras. O que realmente gostava era jogar futebol com os garotos da rua e com seu melhor amigo Rudy Steiner, com que viveu as melhores aventuras de sua vida.
A cidade de Molcking, onde morava era extremamente fanática por Hitler e periodicamente, para atender a insensatez do seu líder, eram feitas fogueiras de livros, visando acabar com o memória de ideais anti nazistas e numa destas fogueiras, Liesel consegue roubar seu segundo livro, um pouco chamuscado “O dar de ombros”
Com o avanço da guerra, a situação econômica da Alemanha foi piorando e a falta de dinheiro e de trabalho foi assolando a população. Has Hubermann, seu pai adotivo, que tocava acordeom como hobby e era pintor de paredes, por não ter se filiado ao Partido Nazista, tinha grande dificuldade em conseguir trabalho, enquanto sua mulher Rosa, ajudava  lavando roupas para as famílias mais ricas da cidade e contava com a ajuda de Liesel para as entregas. Liesel sempre fazia este trabalho em companhia de seu amigo Rudy. Ele era apaixonado por Liesel e sempre estava disposto a ajuda-la, independente da confusão ou aventura que fossem arrumar. O seu desejo era ganhar um beijo em troca e ela sempre recusava.
Certa ocasião, quando fazia uma entrega de roupas na casa do prefeito, Liesel foi surpreendida pela esposa dele, que a convidou para conhecer a biblioteca da casa e disse que poderia ler o livro que quisesse. Com o avanço da guerra e o dinheiro escasso, as pessoas começaram a cancelar os pedidos à Rosa e os Hubermann estavam na miséria.
Umas das últimas clientes de Rosa Hubermann era Ilsa, a esposa do prefeito, quando Liesel foi entregar a roupa ela deu um livro a menina e cancelou o serviço que Rosa fazia. Revoltada pela situação a menina explodiu em sua fúria e não aceitou o presente e xingou ela e o prefeito. Depois veio arrependimento e ela e seu amigo Rudy voltaram a casa do prefeito e ela subiu por uma janela e roubou o livro que havia ganhando anteriormente da biblioteca. Este procedimento se repetiu sempre que Liesel ficava angustiada.
Na época, ser judeu era ser condenado e nesta situação teve que aprender a guardar um segredo. Durante a primeira guerra, Hans foi ferido e salvo por um amigo, que agora lhe pedira para proteger seu filho Max das loucuras dos nazistas. Hans então fez o que podia significar a morte de toda sua família: esconder Max no porão de sua casa junto com as tintas que utilizava para pintar paredes. E lá ficou por muito tempo, até que teve que sair para fugir da policia nazista, mas se reencontram no final da guerra.
Neste período, Liesel fica amiga de Max que a ajudou nas leituras dos seus livros e com ele dividiu seus sonhos e pesadelos. Ninguém podia saber que Max morava ali e para a menina, agora seu mundinho se dividiam em dois, da porta da dentro onde todos ficavam apreensivos com um judeu escondido no porão e da porta para fora onde tinha seu melhor amigo Rudy e os outros moleques da pelada.
Com o inicio dos bombardeios dos aliados se aproximando da cidade. Liesel e Rudy  davam vazão as suas angustias  com o estranho hábito de roubar:  ela roubava livros enquanto Rudy era um eterno esfomeado, magro igual um graveto, ele só pensava em roubar comida da casa alheia ou plantações. Foi a leitura que salvou Liesel do bombardeio que matou seus pais adotivos Rosa e Has e seu melhor amigo Rudy. Depois de morto Rudy ganhara o tão esperado beijo da menina.
 Os ataques da guerra começaram também a atingir a Rua Himmel, onde Liesel e Rudy moravam. Sempre que eram alertados todos os moradores se dirigiam a um abrigo subterrâneo, onde o medo tomava conta de crianças e adultos. Liesel começou a ler em voz alta para todos, perpetrando nela a paixão pelos livros e pelas palavras. Foi exatamente isso que lhe salvou a vida. Numa noite, sem aviso prévio os ataques dos aliados destruíram completamente a rua que morava, enquanto ela, por acaso, se encontrava no porão escrevendo sua historia. Foi a única sobrevivente, que surpreendeu até a “Morte”, que a viu agarrada aos livros que tanto gostava.
Um livro muito bacana, com uma historia envolvente e difícil de ser resumida em poucas palavras, mas recomendo muito sua leitura.
Vale a pena.