sexta-feira, 10 de agosto de 2018
O HOMEM QUE OUVE CAVALOS
Este é um livro emocionante. Ele traz o relato pessoal das descobertas de Monty Roberts sobre cavalos, a realidade que se torna tão extraordinária diante de nossos olhos, que quase poderia ser um relato ficcional. Porém, Monty Roberts utilizando toda sua habilidade, seduz o leitor para continue a se emocionar com essa bela história. A jornada deste criador e domador de cavalos é sem duvida um exemplo de vida. Nascido na Califórnia e filho de pais envolvidos na criação e doma de cavalos, Monty estava sobre um desses magníficos animais antes mesmo de completar um ano.
Começava desde já seu amor incessante por aqueles animais, amor que o fez discutir inúmeras vezes com seu pai, porque ele domava os animais na base da chibata, tendo até um nome para esse método, “machuca-los para não ser machucado”. Monty Roberts passava boa parte de seus dias junto com os cavalos, e tal a convivência fez surgir em Monty a compreensão dos sentimentos dos cavalos; o que eles desejavam; como eles estavam, Ele ouvia os animais. E E para ter mais conhecimento sobre a língua dos cavalos Monty começou a estudar a língua “Equus”. Já conseguindo ouvir os anseios dos cavalos, ele começou a participar de corridas e rodeios sem chicotes e esporas, o que surpreendeu a todos, pois ele não utilizava violência alguma e mesmo assim conseguia ser eficiente na condução das suas montarias.
Monty possuía uma deficiência visual. Ele, por ser daltônico enxergava tudo em branco e preto, mas soube tirar vantagens desta deficiência, pois conseguia enxergar durante a noite, na escuridão, com mais clareza tudo que estava em sua volta. Esta habilidade permitia estudar o comportamento dos cavalos durante a noite e pode descobrir, por exemplo, que a égua mais velha maltratava os potros rebeldes para educa-los, que o papel dos garanhões era proteger seus haréns e vigiar os animais predadores. Além de domar esses cavalos participar de corridas, rodeios expondo suas técnicas de doma, Monty participava de shows equestres, chegou a ser duble de cavaleiros no cinema, jóquei de quarto de milha e treinador de famosos campeões renomados de corridas.
Com todas essas atividades e ter passado tantos anos montando cavalos, teve problemas na coluna, sendo obrigado a se submeter a uma cirurgia de espinha dorsal, que o deixou afastado das suas atividades por vários meses e quando voltou, as pessoas estavam curiosas para conhecer sua técnica de doma de animais selvagens e isso fez com que Monty Roberts percorresse os Estados Unidos e Europa fazendo palestras e apresentação. Ele mostrava ao publico que em menos de 40 minutos conseguia transformar um animal por mais xucro que fosse, em um animal capaz de obedecer na mais boa vontade todos seus comandos.
É um livro imperdível. De fácil leitura, tem aquele gosto de “vou ler somente mais uma página”.
Imperdível
Faça Como Steve Jobs
Já tem algum tempo que não publico nada em meu blog e não é por falta de ter o que escrever e sim pelas atribuições que assumimos e tomam todo nosso tempo. Conversando com meu avô esta semana, ele comentou que havia assistido ao filme “Piratas do Vale do Silício”, que conta parte da vida de dois homens que participaram ativamente das mudanças que o mundo esta vivendo que é a era da comunicação. Refiro a Bill Gates e Steve Jobs.
Já li livros a respeito de ambos e realmente são pessoas fantásticas, mas nesta postagem vou recomendar a leitura de um livro escrito por Carmine Gallo, que é um tratado sobre a arte de comunicar, chamado “Faça como Steve Jobs e realize apresentações incríveis a todo momento”. Este livro, inclusive esta disponível na internet para download gratuito. É só acessar um site de busca, colocar o nome do livro e aprender com o grande mestre, que infelizmente já partiu, mas deixou uma historia para ser lida aprendida e contada.
Já tem muitas publicações sobre este gênio da comunicação e seria até leviano de minha parte querer criar algum fato novo. Varias publicações sobre ele foram feitas em todos os meios de comunicação, como a de Walter Isaacson, seu amigo, que publicou sua biografia autorizada cita “A saga de Steve Jobs é o mito de criação da revolução digital em grande escala: o início de um negócio na garagem de seus pais e sua transformação na empresa mais valiosa do mundo. Embora não tenha inventado muitas coisas de cabo a rabo, Jobs era um mestre em combinar ideias, arte e tecnologia de uma maneira que por várias vezes inventou o futuro”.
Ele era espetacular se comunicando, como o livro mostra e ao longo de sua vida ele aprendeu a olhar fixo para as pessoas e ficar longo tempo em silêncio intercalado por frases de fala rápida. Jobs era considerado pelos colegas como um herói e ao mesmo tempo um cabeça de bagre. Ou era um ou era o outro. As coisas para ele eram a “melhor do mundo” ou uma droga.
Uma frase atribuída a ele que reflete sua personalidade é "Não fazemos essas coisas porque somos malucos por controle", explicou. "Nós as fazemos porque queremos fazer grandes produtos, porque nos preocupamos com o usuário e porque gostamos de assumir a responsabilidade por toda a experiência, ao invés fabricar a porcaria que outros fazem." Ele também acreditava que estava prestando um serviço às pessoas. “Elas estão ocupadas fazendo o que sabem fazer melhor e querem que façamos o que fazemos melhor”
Esta publicação é um tributo a Steve Jobs. Leiam o livro que estou recomendando e tenho certeza que irão gostar imensamente.
MÉDICO DE HOMENS E DE ALMAS
O livro “Médico de Homens e de Almas” de Taylor Caldwell um livro sobre a vida de São Lucas, desde a sua infância até a fase adulta.
Quando criança, Lucano, como São Lucas é chamado no livro, embora tenha sido o único apostolo que não conheceu Jesus Cristo, amava o Deus Desconhecido de corpo e alma, chegando a ficar em estado de graça após as suas orações e meditações.
Mas foi só acontecer algo ruim em sua vida para que ele passasse a culpar esse mesmo Deus. Ao perder o grande amor de sua vida, sem poder fazer nada para ajuda-la, Lucano mudou a sua postura com Deus e começou a culpá-lo por todas as desgraças que aconteciam com as pessoas. “Se Deus é tão bom porque não pune apenas os maus? Porque as pessoas boas que o louvam sofrem tanto?”
Essas eram algumas das indagações feitas por Lucas que só vai começar a acreditar no Pai novamente, num dos trechos mais emocionantes do livro, quando Deus faz com que ele encontre uma pessoa, que vinha procurando há muitos anos. Após o seu reencontro com o Deus, Lucano ensina-nos que esse Deus é o Deus do amor e não da vingança e que até o fatos negativos e tristes que acontecem em nossas vidas acabam sendo importantes para o nosso crescimento como seres humanos.
É a partir deste encontro que São Lucas começa a escrever o seu evangelho baseado no que ouvira dos Apóstolos e Discípulos de Jesus. Ele deixaria a primeira parte do seu livro reservado para o relato de Maria, a mulher que carregou Deus em seu ventre e para tanto, passa vários meses à procura de Maria e quando ele a localiza o encontro é repleto de emoção.
Maria relata detalhes da infância de Jesus, do amor de seu esposo José pelo Menino Deus e dos brinquedos que fazia para ele quando garoto, do embate entre Jesus e Satanás que ao tentar seduzi-lo a esquecer da humanidade, fugindo assim da crucificação, acaba sendo refutado e expulso pelo Cristo. Maria conta ainda, de maneira minuciosa como foi o momento da aparição do Arcanjo Gabriel que anunciou que ela seria a mãe de Jesus. Revela também detalhes de seu encontro com a prima Isabel e da origem do canto Magnificat.
Antes disso, Lucano encontra Hillel, o rico judeu, em profunda depressão, desejando apenas a morte, arrependido de não ter seguido Jesus e que já tinha sido crucificado. Cabe à Lucano acalmar o espírito atormentado do homem, dando-lhe a paz que procurava. Após ouvir as palavras reconfortantes do apóstolo, Hillel se recupera e narra com pormenores como foi o seu encontro com Jesus naquele dia. Após este momento, Hillel, torna-se um dos melhores amigos de São Lucas, ajudando-o, inclusive, a localizar o paradeiro de Maria.
Outra passagem que merece ser lembrada é o encontro de Lucano com Prisco, o soldado romano que foi incumbido de realizar a crucificação de Jesus. Taylor Caldwell narra que os homens que fixaram os cravos que rasgaram as mãos e os pés de Jesus durante a sua crucificação estavam sob o comando de Prisco, que após a morte de Jesus Cristo se entrega ao remorso e em seu leito conta toda a sua história para Lucano. Este seria o Evangelho da crucificação escrito por São Lucas.
Muitos outros personagens importantes cruzam o caminho de Lucas e assim o apóstolo vai ouvindo os testemunhos dessas pessoas e escrevendo o seu Evangelho, como do governador romano Pôncio Pilatos, que condenou Cristo a morte e lavou as mãos
Um livro, simplesmente fantástico, com um teor bíblico, porém sem perder a emoção e maravilhosa condução da escrita, com uma bela história.
Recomendo a todos.
DONA FLOR E SEUS DOIS MARIDOS
Jorge Leal Amado de Faria – Jorge Amado, como ficou conhecido, nasceu em Itabuna, cidade próxima a Ilhéus, no sul da Bahia, região que o autor reproduziu em vários de seus romances, principalmente Gabriela, que hoje é apresentado na Rede Globo. Jorge Amado foi um dos mais famosos e traduzidos escritores brasileiros de todos os tempos.
A grande maioria de suas obras foi adaptada para o cinema, teatro e para a televisão além de ser tema de escolas de samba por todo o Brasil. Seus livros foram traduzidos em 55 países, em 49 idiomas, inclusive com edições em Braille e em fitas gravadas para cegos.
Suas principais obras foram, na minha visão, foram Tieta do Agreste, Gabriela, Cravo e Canela e Teresa Batista Cansada de Guerra, Capitães de Areia, Dona Flor e Seus Dois Maridos e Tenda dos Milagres, mas como existem outros títulos, alguém poderá discordar.
O romance “Dona Flor e Seus Dois Maridos”, é uma história que de início parece não ter muito a ver com nossas vidas, imaginamos que coisas tais como essas nunca poderiam acontecer. E é justamente nesse ponto que nos enganamos, o romance mostra muito bem isso.
A história acontece em uma cidade tipicamente do interior do Brasil, mais precisamente no nordeste, onde prevalece o sentimento machista de o homem poder ter várias amantes e que a figura da mulher é relegada a simples tarefa doméstica e a realização sexual do homem, além de ser objeto de desejo e meio de procriação.·.
Nesse meio é que surge Dona Flor como é conhecida; Uma mulher que parece ser como a maioria das mulheres: esforçada, trabalhadora e corajosa. Mas que a difere das outras é que esconde dentro de si um espírito inquieto e insaciável e que irá fazer com que ela se volte contra toda uma sociedade.
No livro, Dona Flor se casa com Vadinho, uma pessoa boêmia, que levava uma vida de prazeres, vivendo de jogos e aventuras nos bordeis. Levava uma vida sem muitas preocupações, apenas dedicando seu tempo para o prazer com várias mulheres.
Dona Flor, quando aceitou Vadinho para marido, sabia da personalidade dele e sempre o perdoava, mesmo quando chegava em casa depois de uma noitada na companhia de outras mulheres ou parceiros de jogos. Embora seu sentimento fosse de raiva, logo se transformava em uma paixão desenfreada, uma mistura de amor e desejos, pois Vadinho a satisfazia plenamente.
O tempo passa e num domingo de Carnaval, quando dançava, Vadinho morre, deixando Dona Flor desconsolada. Passado algum tempo, ela resolve aceitar o pedido de casamento do farmacêutico Teodoro, solteirão convicto. O casamento acontece com as bênçãos de sua mãe Rozilda, mas embora Dona Flor tenha recuperado a paz e a serenidade de novo. seu novo marido não a satisfaz como Vadinho.
Ela vivia pensando no ex-marido e procura em um terreiro de candomblé para trazer Vadinho de volta, seu desejo é realizado. Somente ela consegue vê-lo e agora o impasse é outro, pois ela é casada e ao mesmo tempo tem seus desejos satisfeitos por Vadinho. Mas como Dona Flor é uma mulher recatada, não aceita tão situação.
Ela volta ao terreiro e pede que o mandem de volta ao mundo dos espíritos. No entanto, quando Vadinho desaparece Dona Flor sofre de saudades.
Então ela pede para o padroeiro da cidade que se trazer Vadinho de volta e paga uma promessa ao santo. Ele volta e a partir daí, ela passa a viver feliz, ela e seus dois maridos, Vadinho e Teodoro,
Imperdível.
FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL
Hoje vamos falar um pouco da Historia do Brasil e prestar uma justa homenagem a um grande brasileiro, que de certa forma, este meio esquecido pelos historiados.
O que teria acontecido ao nosso país se a República não tivesse sido proclamada? Se após a morte de D. Pedro II a princesa Isabel tivesse tido a chance de manter a Monarquia por mais alguns anos? O que teria acontecido ao Brasil se o homem que substituiu o Marechal Deodoro da Fonseca na presidência do País, se não tivesse sido o Marechal Floriano Peixoto? Estas perguntas e muitas outras são respondidas no livro “FLORIANO, O MARECHAL IMPLACÁVEL”, do jornalista João Natale Netto.
O autor, natural de São Paulo, é um dos grandes profissionais do jornalismo escrito, sendo por muitos anos membro do conselho editorial da Editora Abril, onde entre outros grandes trabalhos, destacou a direção da extinta revista Realidade, considerada um marco no Jornalismo moderno brasileiro.Sobre o livro, que considero uma obra imperdível sobre a nossa historia, ele relata com detalhes sobre este grande homem que foi Floriano. Nascido a 30 de abril de 1839, na cidade de Maceió, na Alagoas.
Filho de lavradores pobres foi criado pelo tio e padrinho, o coronel José Vieira de Araújo Peixoto. Cursou o primário em Maceió e a Escola Militar no Rio de Janeiro, para onde foi mandado aos 16 anos. Revelou distinção e bravura no exército, especialmente na Guerra do Paraguai, da qual participou até o desfecho, em Cerro Corá.
A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul no século 19. Rivalidades platinas e a formação de Estado os nacionais deflagraram o confronto, que destruiu a economia e a população paraguaias.
A Guerra do Paraguai durou seis anos. Teve seu início em dezembro de 1864 e só chegou ao fim no ano de 1870, com a morte de Francisco Solano Lopes em Cerro Cora.
Exercia, no Exercito, o posto de ajudante general-de-campo, segundo posto abaixo do ministro do Exército, o visconde de Ouro Preto, quando teve início o movimento republicano em 1889. Recusou-se a fazer parte da conspiração, mas também não se dispôs a combater as tropas republicanas rebeladas.
Com a proclamação da República, ocupou o Ministério da Guerra, em 1890, e foi eleito vice-presidente de Deodoro da Fonseca no ano seguinte. Com a renúncia de Fonseca, assumiu a presidência e governou no regime que ficou conhecido como "mão de ferro" até o final do mandato, em 1894.
Uma parte das forças da época o considerava um verdadeiro ditador, porém seus admiradores e o povo em geral o viam com o Salvador da Pátria, pois ele acabou com uma rebelião na época, feita pelo Monarquista, que queriam dividir o Brasil em republiquetas. Não fosse Floriano, certamente o Brasil não seria o que é hoje
Em sua homenagem o governador catarinense Hercílio Luz decretou a mudança de nome da capital, de Desterro para Florianópolis em 10 de outubro de 1894. Abandonou a carreira política assim que deixou o cargo de presidente. Morreu em Divisa, hoje distrito de Floriano, no município de Barra Mansa, Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.
Não deixem de conhecer este livro. Com certeza muitas duvidas ou fatos novos irão surgir no seu entendimento do Brasil.
Vale à pena!
A CICATRIZ DE DAVID
O Romance “A Cicatriz de David” escrito pela americana Susan Abulhawa, abrange com maestria em sua obra a paisagem de Israel. O fato dela ela ser de origem palestina, filha de refugiados e ter vivenciado todo o drama desta nação e também por ter morado em diversos países do Oriente Médio permite que ela consiga dar uma narrativa que mostra a cultura, o nacionalismo, o fundamentalismo religioso daquela região e também a secreção racial que lá existe.
"A Cicatriz de David" é um romance sobre um menino palestino, chamado Ismael, que vive num campo de refugiados de Jenin e, no ano 1948, é raptado por um oficial israelense, cuja mulher não pode ter filhos. A partir deste momento ele é criado como uma criança judia passa a usar o nome de David e é educado segundo os preceitos da religião judaica.
Vinte anos depois, David vai lutar numa guerra fratricida contra o irmão mais velho, que o reconhece por causa de uma antiga cicatriz no rosto.
A história se inicia com Dália, uma jovem beduína, que num ato de coragem enfrenta e desafia as convicções da aldeia Ein Hod. Ela sempre foi uma guerreira muito preocupada em ajudar seu País. Notou, ao ficar mais velha, que seu povoado tinha grande importância no processo sionista de expansão de Israel, que foram criados em 1948.
Porém, somente sua coragem não foi suficiente para evitar a queda do seu povoado e em meio da expulsão dos palestinos de suas terras pelos invasores, seu filho mais novo, Ismael, que outrora havia sofrido um corte no rosto, é raptado pelo oficial israelense Moshe, que o entrega para sua esposa, que suplicava por um filho. A partir desta “adoção” Ismael passa a ser chamado de David.
Este drama foi contado pela irmã de Ismael, Amal, que anos depois consegue mudar-se para os Estados Unidos. Sua mãe, Dália, depois que teve o filho raptado, era agora uma mulher fortemente abalada pelos vários anos de guerra e opressão, tendo como maior desejo se acomodar nos aposentos de seus ancestrais palestinos, em busca de paz e aconchego.
Voltado ao personagem David, por ter sido criado como um israelense, sem saber nada de suas origens, cresceu desprezando os árabes, os palestinos enquanto seus familiares eram expulsos de suas terras para um campo de refugiados.
Moshe, o sequestrador, depois de algum tempo começa a sentir remorsos pelo ato que cometeu ao arrancar dos braços de uma mãe seu próprio filho, escutava, em pensamentos, diversas vezes os gritos sofridos e desesperados de Dália, no entanto seu sofrimento iria aumentar ao ver que o lugar onde foi reservado para o judeus poderem se sentir seguro estava mergulhado em sangue.
Dália também havia de sofrer mais ainda ao receber que seu marido teria sido morto durante a guerra e que se filho mais velho, Yousef, era um prisioneiro de guerra, e como tal, era constantemente espancando pelos soldados israelenses, entre eles, seu próprio irmão David, um desconhecido de sua própria origem. David foi reconhecido pelo irmão pela cicatriz que ostentava no rosto.
A formação do Estado de Israel foi precedida de muitas guerras com os árabes palestinos, que tiveram seus terrenos roubados por estradas, assentamentos, muros, entre outros. A Palestina, luta até hoje pelo seu direito de existir.
Simplesmente fantástico.
Recomendo a todos.
ENQUANTO O DITADOR DORMIA...
Já publiquei neste blog algumas resenhas de livros que falam de historias vividas durante a Segunda Guerra Mundial, um momento conturbado da humanidade, mas rico em momentos que viraram grandes sucessos editoriais. Escrever sobre Hitler, Churchill, Mao Tse Tung e outros lideres mundiais é sempre sinônimo de sucesso, daí a grande quantidade de livros sobre este homens que ficaram pra sempre marcados na Historia.
A Europa viveu durante a guerra sob o domínio de ditadores, como Mussolini, na Itália e Antônio de Oliveira Salazar, em Portugal e é sobre Salazar que vou escrever a resenha de hoje. Trata-se do livro “Enquanto o Ditador Dormia...”, de Domingos de Freitas Amaral, escritor português, formada pela Universidade Católica Portuguesa e com mestrado pela Universidade de Columbia.
O livro conta o momento vivido em Lisboa pós-guerra, aonde milhares de refugiados, entre eles atrizes, judeus e espiões chegaram àquela metrópole e aqueceu muito o comercio de Portugal, tornando-a palco para o surgimento de grandes fortunas. Mas o que fazia Lisboa ser tão especial?
Antonio de Oliveira Salazar pode ser a resposta, pois durante a guerra, a aparente neutralidade portuguesa no conflito, garantida com mão de ferro pelo seu governante maior, que controlava, ou acreditava que contralava tudo. Na realidade, em Lisboa era um local de encontros secretos e era frequentados por comunistas, ingleses, alemães, apoiadores de Salazar e amigos do ditador. Estes últimos, apesar de gozarem da intimidade do líder, não deixavam, contraditoriamente, de admirar o perfil liberal do general inglês Winston Churchill.
O livro relata através do personagem Jack Gil Mascarenhas Deane, 85 anos, filho de mãe portuguesa e pai inglês, dono de companhia de navegação, volta a Lisboa, depois de mais de 50 anos longe da cidade, para participar do casamento de um neto. Ele representava a fragilidade que existia na no submundo da guerra.
Salazar, que a tudo dominava, segundo a lenda criada, multiplica seus olhos e ouvidos por cada viela de Portugal, mas quando ele dormia – segundo os relatos – ele dormia pouco – Lisboa se despertava para um mundo mágico, de amores, traições e grandes personagens que inspiraram e continuam inspirar até hoje o imaginário de milhões de pessoas, que viveram ou tiveram conhecimento daquela época, que embora seja uma página negra na historia do mundo, é também uma lição aprendida que deve ser contada pra sempre.
Leiam o livro “Enquanto o Ditador Dormia...” e terão uma ideia bem atualizada dos meandros da política da Europa durante a Segunda Guerra Mundial.
Vale a pena!
101 DIAS EM BAGDÁ
Esta semana reli o livro "101 Dias em Bagdá", da jornalista norueguesa Asne Seierstad, autora também de outro sucesso editorial "O Livreiro de Cabul". Ela conta, nesta reportagem, o tempo que permaneceu no Iraque em plena guerra, quando houve a invasão das forças da ONU, que culminou com a queda do ditador Saddan Hussein, no periodo de janeiro a abril de 2003.
Qual foi a motivação de publicar uma resenha sobre este livro agora, considerando que este assunto já foi bastante explorado, discutido, criticado e elogiado por milhões e milhões de pessoas no mundo todo? Foi a reeleição do presidente americano Barack Obama. Estranha motivação, mas explico: em outubro de 2011, Obama confirmou a retirada total das tropas americanas do Iraque. Até o fim de 2011, a maioria dos soldados americanos já tinha deixado o país, restando apenas grupos de treinamento para as forças iraquianas. O Anuncio pôs um fim definitivo a uma guerra que já se estendia por nove anos, que matou mais de 4400 soldados americanos e um numero infinitamente maior de iraquianos. Esta guerra e sua motivação, dividiu o povo americano, nos que eram pro ou contra a Guerra do Iraque.
O cronograma para a retirada de tropas foi selado entre os paises ainda durante o governo do presidente George W. Bush e foi tema de campanha eleitoral de Barack Obama, que prometeu acabar com a guerra e trazer de volta todos os soldados americanos envolvidos no conflito e cumpriu o prometido.
Voltando ao livro "101 Dias em Bagdá", a autora relata o que viu e viveu em Bagdá, mostrando uma cronica do cotidiano da guerra, da vida dos iraquianos, a reação aos bombardeios das forças aliadas, suas opiniões sobre o regime deposto de Saddam Hussein, as expectativas em relação ao futur e a censura à imprensa estrangeira, entre outros assuntos, ajudando a compreender os conflitos da sociedade iraquiana, revelando com isso, aspectos inexplorados pela midia mundial.
O livro apresenta um texto gostoso e durante a leitura, você caro amigo, vai encontrar histórias tocantes como as de familias que precisam abandonar suas casas em busca de abrigo ou a de jovens voluntários que querem trabalhar como escudos humanos, descrevendo de uma forma envolvente, como um país inteiro, se preparou, enfrentou e ainda hoje enfrenta, devido a ação de grupos interessados no poder do Iraque, para agir diante do conflito e suportar a perda que a morte causa durante o desenvolvimento de uma guerra.
Vale a pena ler este livro.
QUEDA DE GIGANTES
Meus Amigos, nestes últimos dias li vários livros, de diversos autores, mas hoje vou comentar “Queda de Gigantes” do Ken Follet. Esta é uma obra que faz parte da trilogia “O Século”. Já neste primeiro livro já consegui ficar fascinado pela trama que Ken Follet elaborou, utilizando personagens fictícios e fatos históricos do século XX.
O contexto deste livro é dividido em cinco famílias, cinco países, com cinco maneiras de pensar e agir, cada uma com sua dificuldade, cada uma com seu interesse e seu objetivo de vida.
O que me deixou surpreendido foi à maneira que o autor desenvolve a obra com uma família inglesa, uma galesa, uma alemã, uma russa e uma americana. Fazendo com que cada uma tivesse a sua própria história relacionada aos fatos ocorridos neste século , por exemplo, o Muro de Berlim, que separou os capitalistas - Alemanha Ocidental e socialistas - Alemanha Oriental, durante a Guerra Fria. A família alemã que lá habitava sofria muito, porque após a criação do muro, Walter foi forçado a abandonar sua amada Lady Maud.
A Primeira Guerra Mundial, que envolve a família americana e novamente a alemã, que perdem familiares, amigos e conhecidos.
A Revolução dos Bolcheviques, que afeta a familia russa, pois separa os irmãos russos, pois um resolve seguir o sonho de morar nos EUA, enquanto o outro se junta a revolução.
Na Grã-Bretanha, onde vive uma família de mineradores, que são obrigadas a deixar a mina de carvão, pois ela pertencia a rica família inglesa.
É meus amigos, muitas coisas se passaram neste século, houve muito sangue, mas também houve muita harmonia entre os povos, na procura de um avanço da sociedade mundial. Todos estes acontecimentos interferiram na vida das familias citadas no romance, mas também modificaram a vida de milhares de familias em todo o mundo. E isto ocorre ainda hoje a todo momento.
“Queda de Gigantes” é otimo e por isso recomendo este livro a todos.
INVERNO DO MUNDO
A trilogia ‘O Século’ de Ken Follett, no momento é composta apenas pelos dois primeiros livros, sendo que o terceiro livro será lançado em 2014. O primeiro volume da serie “Queda de Gigantes”, foi um grande sucesso editorial no mundo todo, fato que o autor Ken Follett espera repetir com o segundo livro da trilogia “Inverno do Mundo”, que comento nesta edição do blog.
“Inverno do Mundo” dá continuação a história das cinco famílias de nacionalidades distintas, protagonistas do livro “Queda de Gigantes” que sofreram com a Primeira Guerra Mundial e agora vivenciaram a ascensão e chegada ao poder do Terceiro Reich, o inicio da Segundo Guerra Mundial, a Guerra Civil Espanhola e as explosões das bombas atômicas no Japão.
A história se inicia com Carla Von Ulrich, uma garota de apenas 11 anos que ao ver a preocupação e apreensão de sua família sócio-democrata, com a ascensão de Adolf Hitler que expandia seu poder pela Alemanha. Carla se mostra contra o nazismo, a exemplo de seu pai, que era membro do partido que fazia oposição a Hitler.
Erik, irmão de Carla, contrariando sua família, se alia ao partido nazista, apenas para acompanhar seus amigos. Porém com tempo Erik leva consigo a demonstração do grande erro que cometeu e o faz repensar sobre seus atos.
Em meio a tudo isso, chega à Berlim a ex-deputada trabalhista do Parlamento Inglês Ethel Leckwith, colega da mãe de Carla, na companhia de seu filho Lloyd, um jovem estudante que sentirá, mais do que todos a cruel realidade do nazismo.
Lloyd conhece um grupo de alemães decidido a enfrentar Hitler, dentre eles estava Werner, namorado de Carla. , Essas pessoas contrarias ao regime nazistas são contratadas como espiões por Volodya, um jovem russo que fazia parte do setor de Inteligência do Exercito Vermelho. Sua habilidade fez com que ele se tornasse a maior promessa da Inteligência do Exercito Russo.
Volodya, no entanto, nem imagina que tem mais dois irmãos na América, a socialite Daisy, pela qual Lloyd, ao voltar para a Inglaterra se apaixona. Ela representava tudo que sua família de operários esquerdistas mais desprezava. Daisy, por sua vez, está mais interessada no aristocrata Boy Fitzherbert, piloto amador, membro importante da União Britânica de Fascistas.
Outro irmão de Volodya, é Greg, que ao contrario de sua irmã, Daisy, glorifica e almeja um dia ser igual a seu pai, Lev. Mas sua vida mudou muito depois que conheceu Jacky Jakes, uma linda mulher negra, com quem tem um caso. Como físico, Greg faz parte Manhattan Project, que foi o responsável pela construção da bomba atômica que atinge Hiroshima e Nagasaki.
Somente pensando no dinheiro, Daisy se casa com Boy, que era ambicioso e muito preocupado com seus interesses, que se interligavam com o Partido Fascista e não sabia que era irmão de Lloyd. Porém, devido a guerra, a vida de Daisy e seus pensamentos começam a mudar, transformando-a de uma patricinha fútil para uma mulher guerreira e preocupada com a população e a política. Ela, neste processo de transformação começa, aos poucos se apaixonar por Lloyd, mas a Guerra ainda irá fazê-la sofrer muito.
Lloyd herdou todo o comprometimento político da mãe e de seu pai adotivo, que o adora como se fosse filho verdadeiro. Ele a princípio não sabe que é irmão de Boy, e despreza o irmão. Lloyd é marcado por uma demonstração da força do partido nazista na Alemanha, onde testemunha junto com a mãe todo o horror que os nazistas são capazes de infligir. Por isso, se opõe fortemente ao regime fascista e nazista, tanto que acaba por ser voluntário na Guerra Civil Espanhola, numa tentativa de depor Franco.
Ainda na América, vale destacar os personagens Woody e Chuck Dewar. Ambos são filhos de Gus Dewar, membro do governo americano. Woody é fotógrafo, sonhador e doce, mas que vê sua vida marcada por uma tragédia em Pearl Harbor, a base naval dos Estados Unidos que foi quase totalmente destruída pelo ataque aéreo do Japão fez sobre o local. Seu irmão, Chuck tem um grande segredo e também vê sua vida perder o rumo depois de Pearl Harbor. Enquanto Woody segue os passos do pai, mesmo contra sua vontade, Chuck se alista na marinha, e assiste, junto com a família, ao ataque a Pearl Harbor.
Ken Follett com toda sua rara habilidade consegue de uma forma brilhante e bem detalhada, reunir cinco histórias, a principio, incapazes de se ligarem, num livro que abrange fatos históricos, que se encaixam perfeitamente no contexto, num enredo extraordinário, que deixa o leitor curioso e apreensivo, com o futuro de cada personagem.
Recomendo a todos.
A PASSAGEM
“A Passagem” do inglês Justin Cronin, livro este que mostra como uma simples falha pode mudar a vida de um ser humano, prejudicando grande parte da população.
Sua obra retrata uma ficção envolvendo uma pesquisa autorizada pelo Exército norte-americano, que ocorresse uma falha e, porventura, saia do controle, fato que aconteceu, ocasiona uma rebelião das cobaias, que por serem afetadas com a falha da pesquisa passaram viver em um mundo de canibalismo.
Porém, o grande problema ainda estava por vir, o vírus pesquisado se espalhou pelo ar contaminando assim diversas pessoas, tornando os EUA em um verdadeiro ‘inferno’, obrigando as pessoas não contaminadas a permanecerem presas em vossas casas, porque quase 50% da população norte-americana eram canibais.
Então, o agente do FBI, Brad Wolgast, resolve levar os puros, ou seja, não contaminados, para o alto de uma montanha, pela qual era protegida po um resistente barreira, contendo holofotes com alta potencia cercando a passagem de qualquer canibal, todos assim pensavam que ali estariam seguros.
Enganaram-se. Os canibais ao perceberem a falta de alimento, resolvem sair em busca de comida na montanha onde estavam os ‘foragidos’, ao verem aquele muro imenso e forte, ficam acuados, mas não desistem e começam a batalhar para adentrar e assim devorar os que ali se escondiam. Sem ter como fugir, os habitantes rezavam e já contavam seus últimos dias de vida.
Mesmo com pouco tempo os cientistas se reuniram para criar um antidoto para o vírus que ocasionou tudo aquilo. Era necessário criar uma substância capaz de combater aquele vírus altamente tóxico, foram dias de muita expectativa e emoção até conseguirem atingir o objetivo. Mas valeu a pena esperar, pois os cientistas criaram um anticorpo, lançaram no ar, e conseguiram deixar tudo como era antes.
Justin Cronin consegue reunir neste livro sensacional, ciência, ficção, demonstrando também, mesmo que em ficção como uma falha humana, principalmente quando se trata de uma pesquisa de alto, pode ocasionaram um mal gigantesco a população.
Recomendo a todos.
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