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quarta-feira, 4 de julho de 2012

ROBERTO MARINHO




Hoje, quando ligamos a televisão, quase que automaticamente damos uma olhada na Rede Globo. Creio que acontece com quase todas as televisões do Brasil. Mas como a Rede Globo chegou ao que é hoje. Esta é uma longa historia, que o livro Roberto Marinho  tem a proposta de mostrar. Escrito pelo jornalista Pedro Bial, o leitor vai conhecer a vida  de um dos homens mais poderosos e influentes do país no século 20, proprietário do maior conglomerado de comunicação do Brasil e um dos maiores do mundo, as Organizações Globo.


Filho do jornalista Irineu Marinho Coelho de Barros e Francisca Pisani Barros, Roberto Pisani Marinho nasceu no Rio de Janeiro no dia 3 de dezembro de 1904 e teve mais quatro irmãos, dois homens e duas mulheres. Foi casado por três vezes e teve quatro filhos, todos de seu casamento com sua primeira esposa, Stela Marinho, sendo eles: Roberto Irineu, José Roberto, João Roberto e Paulo Roberto.
Com seu gênio empreendedor, em sete décadas de trabalho, investiu nas mídias de rádio, televisão, jornal, editora, produção de cinema, vídeo, internet e distribuição de sinal de TV paga e de dados. Suas empresas atravessaram a virada do século 21 com mais de 15 mil funcionários e faturamento de aproximadamente US$ 2 bilhões, tornando-o um dos homens mais ricos do mundo.
Roberto Marinho estudou na Escola Profissional Sousa Aguiar e nos Colégios Anglo-Brasileiro, Paula Freitas e Aldridge. Sempre teve  sua vida sempre ligada ao jornalismo. Em 1911, seu pai fundou o jornal A Noite, o primeiro vespertino moderno do Rio de Janeiro, que logo conquistou a liderança de vendas entre os jornais da então Capital do Brasil.
O livro conta que Irineu Marinho vendeu o jornal “A Noite” e  fundou o jornal  ‘O GLOBO’ dando inicio ali a história da Rede Globo. Nessa época, Roberto Marinho, agora com 20 anos, foi trabalhar com o pai, atuando como repórter e secretário particular. Infelizmente, uma tragédia se abateu sobre Roberto Marinho, pois  21 dias depois do lançamento do jornal, o seu pai, Irineu Marinho morreu de infarto enquanto tomava banho em sua casa.
Apesar da pressão da família para assumir a direção do”O Globo”, Roberto Marinho preferiu deixar o comando da empresa nas mãos do jornalista Euclydes de Matos, amigo de confiança de seu pai. Enquanto isso continuou trabalhando como copidesque, redator chefe, secretário e diretor.Assumiu a direção do jornal somente em  1931, com a morte de Euclydes de Matos.
Roberto Marinho começou a administrar “O Globo” sem modificações, mantendo a mesma gestão do seu antecessor, mas a partir de 1944, ele decidiu investir para expandir sua empresa e comprou uma rádio transmissora e lançou a Radio Globo, a  primeira emissora que marcou o início da formação do seu conglomerado de mídia. Mas o melhor ainda estava por vir, em 1955, onze anos depois da inauguração da Rádio Globo, Roberto Marinho ganhou a permissão de instalar seu canal de TV.
Roberto Marinho tinha 60 anos quando teve o início das transmissões em 1965 com o Canal 4 do Rio de Janeiro. No ano seguinte, o empresário adquiriu em São Paulo a TV Paulista, Canal 5. Era os primeiros passos para o que hoje é uma das maiores empresas  de televisão do mundo, reunindo mais de 113 emissoras entre Geradoras e Afiliadas.
Assis Chateabriand
Como diz o ditado que por trás de toda fortuna sempre existe algum fato obscuro, isto trouxe a ele também pessoas não eram o podia-se chamar de amigos, entre eles Assis Chateaubriand, Samuel Wainer, Carlos Lacerda, Leonel Brizola e outros que a historia esqueceu tudo por conta de suas  relações com o Governo do Brasil. Ele era acusado muitas vezes  trabalhar pró-governo, principalmente durante a  Ditadura Militar. Coincidência ou não foi quando suas empresas mais cresceram.
Roberto Marinho se afastou do comando das Organizações Globo em 1998 e dividiu com seus filhos a direção da empresa: Roberto Irineu ficou com supervisão da Rede Globo de Televisão; João Roberto ficou responsável pelo Jornal “O Globo” e José Roberto, todo o sistema de rádio.
O jornalista Roberto Marinho morreu no dia 6 de agosto de 2003, com 98 anos, vitima de enfisema pulmonar, originado por uma trombose.
Um livro impecável.


Recomendo a todos.

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