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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Meu Nome é Vermelho

“Meu Nome é Vermelho” do autor Orhan Pamuk, ganhador do Premio  Nobel de Literatura de 2006, revela a vida do final do século XVI na Turquia. Mesclando narradores a cada capitulo, Orhan Pamuk, demonstra todo seu talento de persuasão e entendimento sobre o assunto que se propõe a tratar, ao fazer toda a trama dos personagens sobre sua terra natal, Istambul.
“Meu Nome É Vermelho”, retrata a historia de uma arte que hoje praticamente não existe mais, ou é muito rara, que é o iluminista, extraordinários artistas que retratavam em figuras pintadas a mão, trabalhos ricos em detalhes. Os livros escritos e ilustrados por estes profissionais podem ser encontrados em grandes bibliotecas ou em fotos pela internet. Um trabalho grandioso.

Vista de Istambul

A historia do livro  inicia com uma viagem até Istambul, do século XVI onde  a cidade estava em festa, pois comemoravam o primeiro século de Hergira, cerimônia esta que celebra a partida do profeta Maomé e seus seguidores da cidade de Meca para Yatrib  no ano 622 da Era Cristã.
Para comemorar este evento grandioso, o sultão encomendou que fosse escrito e desenhado um livro que pudesse representar a riqueza e o poder do Império Otomano, que passava o seu melhor momento.  Para realizar esta obra são convidados os mais renomados pintores miniaturistas da época.

modelo de iluminurias
O objetivo do sultão era  os pintores miniaturistas  fazerem as iluminuras com técnicas ocidentais, na qual transparecesse o modo de florescimento da pintura renascentista. Esta forma de editar o livro afrontava diretamente os princípios islâmicos e daí inicia o desenrolar deste grande romance.
U
m iluminista da corte aparece morto no fundo de um poço e dai inicia-se uma historia não só de mistério, mas também uma história de amor.  A narrativa desenrola-se em torno das investigações deste homicídio, contada alternadamente por diferentes personagens, a maioria humanas, mas também por animais e objetos. Um romance exótico onde se espelha a tensão entre Ocidente e Oriente. Quem seria o responsavel pelo crime?
Outra amostra do trabalho
Todos suspeitavam dos islâmicos, mas ninguém podia afirmar ou será que foi alguma rivalidade profissional? Crime passional?’ Ninguém sabia.Esse suspense se prolonga por vários capítulos, sendo passada a narração por vários personagens.
Um dos personagens, Negro depois de ficar  doze anos de ausente,  volta a Istambul e é convocado a assumir o caso e desvendar o mistério, porém como naquela época a política era muita rígida, foi dado ao Negro apenas três dias para ele descobrir que teria sido o assassino do miniaturista. Caso conseguisse essa façanha no prazo determinado,  poderia se casar com seu único e verdadeiro amor, a bela Shekure, mas se não conseguisse seria condenado a morte.
Negro começa as investigações e o autor narra historias contados por diversos personagem, entre eles um cachorro, um cadáver, uma moeda falsa e até a cor Vermelho,
 que da nome ao livro, e que seria um dos grandes aliados para o descobrimento do mistério que a tempos tirava o sono de muitas pessoas.
Vencido o prazo de
  três dias, Negro  teria que contar a todos o que havia descoberto, se é que havia descoberto algo. A ansiedade e o medo tomavam conta do herói do livro, que apesar do  nervosismo e pressão que sofria, sabia quem era o assassino, mas sabia que ao revelar o nome, seria  um choque para todos.
Um lindo trabalho
Querem saber o final desta historia? Se eu contar aqui e agora vou criar o desinteresse em muitos, razão que sugiro a leitura do mesmo. O livro é maravilhoso.
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Recomendo a todos.

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