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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

As Ilhas da Corrente

O romance “As Ilhas da Corrente” de Ernest Hemingway, descreve a história de Thomas Hudson, um artista divorciado e alcoólatra, tendo como característica o fato de levar a vida com certo desprezo, apesar disto nunca deixou de escrever suas poesias. O livro conta a trajetória de Thomas Hudson, no decorrer dos anos, ao longo da Corrente do Golfo: às vésperas da Segunda Guerra Mundial e durante a mesma.
O personagem principal do livro, Thomas Hudson, no início dos anos 40, afastado dos 3 filhos e das 2 mulheres, vivia apenas das recordações boas e ruins de sua juventude em Paris. Não tinha muitos amigos e alguns, como negro Joseph, era seu parceiro no consumo de bebidas alcoólicas. Passou com esta vida durante muitos anos, sempre na mesma rotina, pensativo, escrevendo poemas, e bebendo com os amigos. O que aparentemente para alguns é um paraíso morar em uma ilha do Golfo, para Thomas, era um tormento, pois sentia a pior sensação que o ser humano pode suportar que é a solidão.
Porém tudo muda, sua solidão foi quebrada quando recebe a visita, durante as férias, de seus três filhos. Junto com a felicidade veio à tristeza, pois sua filha caçula sofre um acidente e morre. Pra completar este quadro triste, ele volta a encontrar sua primeira esposa, o que vem aumentar sua infelicidade.

Thomas então vai viver em Havana, capital de Cuba, onde tem uma fazenda, onde estava vivendo tranqüilo, curtindo sua vidinha na zona rural, com suas vacas e algumas galinhas. Apesar de ter uma aparência um pouco hostil, era o essencial para o momento que estava passando.
Esta tranqüilidade não demorou muito para acabar.  A Segunda Guerra Mundial que estava ocorrendo acabará de entrar em seu momento mais critico, ou seja, o período de maiores confrontos. Thomas é convocado e atua como combatente, engajando-se em uma missão secreta caçando submarinos nazistas em alto-mar.
Foi durante a Guerra que Thomas perde seu filho mais velho morre lutando pela Inglaterra. A dor por perder mais um filho era imensa, mas todo este tempo que Thomas morou sozinho o fez perceber que tudo na vida tem um porque: todos alguns dias iram morrer, apenas o modo que é desconhecido.
As seqüelas trágicas do fim da Segunda Guerra Mundial são, afinal, um retrato do próprio autor, já que unem, numa trajetória única, as experiências do artista e do homem de ação. Thomas Hudson tem muito do Hemingway, inclusive em sua descrição física: barbas brancas, apreciador de boas bebidas, amando o mar e vivendo num exílio voluntário.
O escritor Ernest Miller Hemingway nasceu em 1899, em Oak Park, Illinois, Estados Unidos da América. Filho de um médico da zona rural cresceu em contato com um ambiente pobre e rude, que conheceu ao acompanhar o trabalho do pai na região. Escreveu diversos livros, entre os quais posso destacar o clássico o “Velho e o Mar”, um dos mais lidos em todos os tempos.
Um livro espetacular, que une aventura, romance e uma boa dose de humor.
Recomendo a todos.

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